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Os bastidores do maior encontro jovem da região Norte

Dos bastidores da transmissão à logística de uma pequena cidade, o evento revela uma estrutura que impressiona até quem participa pela primeira vez.


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Acampantes chegando ao Maranata Norte (Foto: Naasom Azevedo)

Mais de 6.500 jovens dos estados do Pará, Maranhão e Amapá transformaram a Faculdade Adventista da Amazônia em uma verdadeira cidade temporária durante o Maranata Norte.

Ônibus, carros, motocicletas e caravanas chegaram ao campus desde as primeiras horas do dia. Ao mesmo tempo, centenas de voluntários trabalharam para garantir alimentação, hospedagem, segurança, limpeza e atendimento aos participantes.

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O planejamento começou meses antes da abertura do evento e envolveu equipes de diferentes áreas da União Norte Brasileira.

O encontro também conta com quatro arenas temáticas, além de projetos sociais e espaços dedicados ao desenvolvimento dos participantes.

Tecnologia amplia a experiência

Testes e montagem de equipamentos (Foto: Naasom Azevedo)

Por trás das câmeras, uma operação profissional garante que a programação chegue além dos limites do campus.

Segundo o coordenador de produção e transmissão, ThiagoAraújo, dez profissionais trabalham diretamente na geração e distribuição do sinal. "Nossa equipe conta com operador de áudio, diretor técnico, equipe de câmeras, produção e apresentadores. Cada função é essencial para a transmissão acontecer com qualidade", explica.

A estrutura utiliza equipamentos profissionais e plataformas de transmissão ao vivo para levar a programação ao público que acompanha remotamente. "A tecnologia rompe barreiras geográficas e permite que famílias e igrejas participem da experiência em tempo real", destaca Thiago.

Outro diferencial desta edição é a acessibilidade. Toda a programação transmitida conta tradutores de libras e recursos que ampliam o acesso ao conteúdo.

Arena 360 aproxima participantes da programação

Montagem da arena central (Foto: Naasom Azevedo)

Uma das estruturas que mais chama atenção é a Arena Central. Pela primeira vez, o evento utiliza um palco em formato 360 graus, cercado pelos participantes e equipado com quatro grandes telões.

Segundo o coordenador Ricardo Ribeiro, a proposta era criar uma experiência diferente das edições anteriores. "Os participantes fazem parte do palco. Eles ficam mais próximos dos cantores, palestrantes e apresentações", afirma.

A montagem da estrutura exigiu cerca de 20 dias de trabalho contínuo até os ajustes finais.

Para a participante Ana Késia, de Xinguara, a organização impressionou logo na chegada. "Está tudo muito bonito e organizado. As arenas e a estrutura principal chamam bastante atenção", relata.

Ela também destaca o impacto visual da entrada do campus. "O portal da FAAMA já impressiona. Quando vemos a arena principal, percebemos a dimensão do evento", conta.

O trabalho invisível que sustenta o evento

Equipe de recepção e cadastro (Foto: Naasom Azevedo)

Enquanto milhares acompanham a programação, centenas de voluntários atuam nos bastidores.

Entre eles está Andressa Lemos Rocha, que trabalha na recepção dos participantes. "Quando estamos nos bastidores, percebemos cada detalhe sendo construído e cada ajuste necessário", explica.

Para ela, a maior recompensa está no acolhimento. "Receber pessoas que viajaram mais de 30 horas e ajudá-las a se sentir bem faz toda a diferença", afirma.

Segundo Andressa, muitos dos momentos mais marcantes acontecem justamente longe dos palcos. "Às vezes alguém chega cansado ou preocupado, e uma conversa ajuda a transformar aquele momento", relata.

Muito além da estrutura
Equipe de voluntários e colaboradores (Foto: Naasom Azevedo)

O Maranata Norte impressiona pelo tamanho, pela tecnologia e pela organização. No entanto, são as pessoas que dão sentido a toda a operação.

Entre cabos, câmeras, barracas e telões, existe uma rede de voluntários, profissionais e participantes trabalhando por um objetivo comum: criar experiências capazes de marcar vidas e fortalecer propósitos.

E é justamente nos bastidores, muitas vezes invisíveis ao público, que o evento revela uma de suas maiores forças: o trabalho coletivo em favor de algo maior.