Concílio 'Chamados' reúne pastores em formação da Igreja Adventista no Sul do Rio de Janeiro
Durante três dias, pastores em formação participaram, juntamente com suas esposas, de um encontro que teve como objetivo atuar na formação do ministro e reforçar a convicção do chamado à função pastoral

Em meio ao frio característico do inverno na região serrana do Sul Fluminense, casais pastorais que ainda estão no início de suas atividades no ministério adventista participaram de um encontro voltado para essa fase da vida eclesiástica. Com o tema "Chamados", o evento aconteceu de 22 a 24 de junho, no Centro Adventista de Treinamento, em Penedo, distrito de Itatiaia.
Promovido pela Igreja Adventista no Sul do Rio de Janeiro, o concílio reuniu 16 casais pastorais, que passaram os três dias do encontro dedicados a fortalecer a convicção do chamado ministerial e a se preparar para os desafios da vida pastoral.

Ao longo da programação, os participantes tiveram acesso a conteúdos voltados para diferentes aspectos da vida pastoral, como organização financeira, planejamento de trabalho e cuidado com a vida familiar. O encontro também abordou orientações práticas sobre como os pastores podem se desenvolver nas diversas áreas ministeriais ao longo da carreira.
Antes de serem ordenados, os pastores adventistas passam por um período de preparação prática conhecido internamente como aspirantado. Após concluírem a formação teológica, esses ministros atuam por alguns anos liderando congregações, sob acompanhamento da Igreja, antes de receberem a ordenação pastoral — etapa que os habilita a conduzir oficialmente cerimônias como casamentos e batismos. É justamente nessa fase de formação e maturação no ministério que se encontravam os participantes do concílio "Chamados".

"Durante o concílio, trabalhamos com foco em renovar a consciência de que a atividade pastoral é precedida pelo chamado de Deus a essa missão, que separa o ministro e sua família para se dedicarem de forma especial à pregação do Evangelho e ao cuidado da igreja", afirmou o pastor Bruno Maia, secretário ministerial da Igreja Adventista na região Sul do Rio de Janeiro.
Na programação do encontro, os participantes tiveram a oportunidade de ouvir palestras proferidas pelos pastores Claudiney Santos, líder Ministerial para os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, Geovane Souza, presidente da Igreja Adventista no Sul Fluminense, e Bruno Maia, além da professora Raquel Souza, líder da Área Feminina da Associação Ministerial na mesma região.

Para o pastor Geovane Souza, a fase inicial do ministério pastoral é uma das mais importantes, pois, além de vir acompanhada de desafios, exige que o pastor aprenda a enfrentá-los e a conduzir a igreja como líder espiritual. Segundo ele, quando não devidamente acompanhado, esse início pode trazer insegurança — consequência natural da pouca experiência à frente do rebanho.
"No entanto, a igreja compreende que o ministério não é uma profissão, é um chamado, uma vocação. E o concílio de pastores aspirantes é a oportunidade de capacitá-lo e ajudá-lo a não perder de vista a certeza de quem o chamou, e a confiar na condução do Espírito Santo em sua jornada. Essa convicção traz a tranquilidade e a força necessárias para atuar de forma comprometida e com desmedida dedicação no avanço da pregação do evangelho", afirmou.

O início da vida ministerial não é um desafio apenas para o pastor. Mudar de cidade e chegar a um lugar desconhecido e longe da família também pode representar um desafio para a esposa do pastor. Para Raquel Souza, encontros como esses promovem uma experiência que vai além do conteúdo das palestras.
"Quando promovemos esses encontros, as esposas dos pastores no início da caminhada ministerial têm a oportunidade de ouvir, trocar experiências e estreitar o vínculo entre elas. Isso faz com que elas se sintam à vontade em um ambiente acolhedor, formado por mulheres que estão passando pela mesma fase da vida ministerial", afirmou a líder.
Raquel aproveitou, ainda, para observar de forma estratégica o grupo atual de pastores em formação. "Esse é um grupo muito especial, formado por pastores e esposas comprometidos. Esse fato nos dá a tranquilidade de olharmos para a igreja 10 anos à frente e sabermos que, nesse período, as congregações estarão sob os cuidados de um grupo ministerial maduro e engajado com a missão", complementou.
