Feira de Profissões 2026 orienta estudantes no sudoeste paulista
A Feira de Profissões 2026 reuniu 600 pessoas para palestras e orientação vocacional sobre carreira e propósito no sudoeste paulista.

Direito, medicina, jornalismo, tecnologia, administração… em meio a tantas possibilidades, uma pergunta continua acompanhando milhares de adolescentes: “O que você vai ser quando crescer?”. Pensando justamente nesse momento de escolhas e descobertas, a Feira de Profissões 2026 reuniu cerca de 600 pessoas, entre estudantes, profissionais e representantes de instituições de ensino, em um dia voltado à orientação vocacional e ao futuro profissional.
Para a estudante Yohanna Pereira, do segundo ano do Ensino Médio do Colégio Adventista de Tatuí, a Feira de Profissões 2026 chegou justamente em um momento de dúvidas importantes.
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Até pouco tempo, ela acreditava ter certeza de qual profissão seguir. No entanto, novas experiências fizeram surgir outro caminho possível. “Eu tinha muita certeza de que queria fazer medicina. Porém, esse ano eu passei por experiências novas e vi que jornalismo também é legal, que existe uma opção para mim dentro disso porque eu sou uma pessoa extremamente comunicativa”, contou.

Apesar das incertezas, Yohanna explicou que a pressão pela escolha não vem da família. “Eu acho que a pressão vem de mim mesma, porque os meus pais sempre foram muito tranquilos. Eles falam: ‘o que você fizer, a gente vai apoiar’. Então, eu acho que essa pressão vem da gente mesmo”, disse.
Durante a programação, a estudante participou das palestras e destacou a importância da orientação vocacional oferecida no evento. “Eu gostei muito da palestra sobre o teste vocacional. Achei muito legal como o nosso comportamento interfere muito na profissão que a gente vai escolher”, afirmou.
Conhecimento para decisões mais conscientes

(FOTO: Leonardo Leite)
A Feira de Profissões 2026 também apresentou aos estudantes informações sobre cursos, áreas de atuação e mudanças no mercado de trabalho. Enquanto isso, especialistas compartilharam experiências e orientações para ajudar os jovens a compreenderem melhor seus perfis e habilidades.
A CEO do grupo APSE Brasil, Nurya Ricci, apresentou aos estudantes o relatório de orientação vocacional baseado em análise comportamental. O devolutivo utilizou o gráfico CARFO, pesquisa que avalia cinco traços comportamentais ligados às aptidões profissionais.
Além disso, o evento buscou aproximar os alunos das transformações do mercado e das novas exigências profissionais.
Segundo Fabrício Oliveira, assistente financeiro da Educação Adventista no sudoeste paulista, o objetivo foi preparar os estudantes para um cenário em constante mudança. “A profissão que nós temos hoje pode não existir amanhã. Mas, mesmo assim, eles precisam estar preparados para o mercado competitivo que têm pela frente”, explicou.
Ele também destacou a importância de desenvolver diferentes habilidades. “O mais importante é você ser especialista em uma área, mas entender um pouquinho de todas as áreas mercadológicas e profissionais”, enfatizou.
Dúvidas também fazem parte do processo
Ao longo da programação, muitos estudantes perceberam que sair do evento ainda com dúvidas não significa falta de direção. Pelo contrário: faz parte da construção profissional.

(Foto: Leonardo Leite)
A consultora educacional Letícia Bechara, especialista em orientação profissional e representante da INOVA Consultoria — organizadora da feira — explicou que o objetivo do evento é justamente oferecer ferramentas para escolhas mais seguras.
“A dúvida move o aluno. O que a gente quer é que eles tenham dúvidas para depois fazer uma escolha com muito mais segurança”, destacou.
Além disso, ela ressaltou que as mudanças tecnológicas têm transformado rapidamente as carreiras profissionais. “Os jovens têm uma facilidade nesse mundo tecnológico que muitas famílias não têm. Por isso, muitas vezes, os pais ficam ainda mais ansiosos do que os próprios estudantes.”
Segundo Letícia, compreender que a carreira pode mudar ao longo da vida também ajuda a diminuir a pressão sobre os adolescentes. “A gente está chamando isso de a primeira carreira. Depois você pode ter outras escolhas e outros caminhos.”
Descobertas inesperadas
Enquanto alguns estudantes chegaram ao evento com profissões definidas, outros descobriram novas possibilidades durante as palestras.
A estudante Alicia Francisco, do terceiro ano do Ensino Médio, contou que se surpreendeu com uma das áreas apresentadas. “Eu quero muito fazer jornalismo, mas fui em duas palestras e a minha preferida foi a de Direito. Eu nem imaginava que ia gostar tanto”, revelou.
Já Miguel Nies participou do encontro pela terceira vez e afirmou que a experiência reforçou ainda mais sua decisão profissional. “Eu sempre escolho Direito nas palestras porque é uma das faculdades que eu quero fazer. A advocacia é o caminho que eu quero seguir.”
Educação que prepara para a vida

(FOTO: Leonardo Leite)
A Feira de Profissões 2026 incentivou os estudantes a refletirem sobre propósito, comportamento e autoconhecimento. Dessa forma, o evento contribuiu para que os jovens enxergassem o futuro profissional com mais clareza e segurança.
A orientadora educacional da APSo, Mari Aleixo, destacou que a proposta da feira vai além da escolha de uma carreira.
“Nós estamos na quarta edição da Feira de Profissões aqui na APSo, e queremos trabalhar com o propósito de vida dos alunos. Então, isso não é só um evento, isso daqui é missão, é intencionalidade, porque nós nos preocupamos com o futuro e com esse senso de realização dos nossos alunos.”
Além disso, a programação reforçou a importância de preparar adolescentes não apenas para o vestibular, mas também para os desafios de um mercado em constante transformação.

O diretor de Educação do sudoeste paulista, Amarildo Martins, explicou que a feira aproxima os estudantes da realidade que encontrarão fora da escola. “A Feira das Profissões conecta o aluno da escola ao aluno da vida real. Isso é importantíssimo para que eles possam fazer escolhas conscientes, alinhadas às habilidades e competências que serão ampliadas durante toda a vida profissional.”
Segundo Martins, esse processo ajuda os adolescentes a relacionarem aprendizado, vocação e futuro. “São pontos importantes para que eles possam refletir e conectar essas duas coisas: o mundo da escola e o mundo da vida”, finalizou.
