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Escola promove “vacinação simbólica” contra bullying e racismo

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Reportagem especial sobre a ação no Colégio Adventista de Duque de Caxias.

Em meio à mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza 2026, o Colégio Adventista de Duque de Caxias transformou a conscientização em uma experiência prática de cidadania.

O projeto Promotores da Paz reuniu pais, responsáveis e alunos em uma programação voltada ao combate ao bullying, ao racismo e à intolerância, com atividades educativas realizadas ao longo de todo o dia.

A iniciativa aconteceu nos horários de entrada e movimentou toda a comunidade escolar. Enquanto os pais recebem orientações e participavam de rodas de conversa, os alunos foram envolvidos em dinâmicas sobre respeito às diferenças, empatia e convivência saudável.

Segundo a vice-diretora da unidade, Verônica Lopes, a proposta busca fortalecer valores essenciais dentro da escola. “Tem um propósito único, que é favorecer uma cultura de paz dentro do ambiente escolar”, destacou.

Vacinação simbólica contra o preconceito

Crianças recebem carteirinhas da ação educativa que reforça atitudes de amor, acolhimento e convivência saudável. (Foto: Isabele Cardoso)

O diferencial da ação foi a “vacinação” simbólica contra o bullying e o racismo. De forma lúdica, alunos e pais receberam aplicações com seringas contendo suco de laranja, administrado na boca.

O projeto utilizou a metáfora da vacina para reforçar a importância da prevenção e da mudança de comportamento dentro e fora da escola.

Ao final da experiência, cada participante recebeu uma carteirinha simbólica de vacinação, representando o compromisso com atitudes mais empáticas, inclusivas e respeitosas.

A psicóloga Victória Rangel ressaltou que o projeto também busca aproximar as famílias das discussões sobre violência no ambiente escolar. Segundo ela, a formação cidadã vai além do conteúdo pedagógico.

“A gente pensa família e escola como os principais percussores da educação. E quando falamos de educação, não estamos falando apenas de português, matemática ou geografia, mas de como essas crianças vão se constituir como cidadãos na sociedade”, explicou.

Na quadra da escola, estandes ofereceram palestras rápidas e orientações com profissionais das áreas de psicologia e psicopedagogia. Os encontros abordaram temas como identificação de casos de bullying e racismo, inclusão, respeito às diferenças e canais de apoio, além de orientações práticas para que as famílias saibam como lidar com essas situações dentro de casa.

Para o servidor público Bruno Luan, pai de aluno, iniciativas como essa são necessárias diante dos desafios enfrentados pela sociedade.

“Muito importante, principalmente na sociedade em que vivemos hoje, onde a violência está cada vez maior. Iniciativas assim fazem diferença no dia a dia das nossas crianças”, afirmou.

Entre os alunos, a ação também deixou marcas positivas. Benjamin Fonseca, de 8 anos, aprovou a experiência e resumiu, de forma simples, o sentimento vivido durante a programação. “Foi muito saborosa e gostosa para fazer o amor.” Ao ser perguntado sobre como deve ser a escola, respondeu sem hesitar: “De muita felicidade, amor e paz.”

Ao longo do dia, cerca de 1.500 “doses” simbólicas foram distribuídas, reforçando a ideia de que, assim como as vacinas protegem o corpo, a conscientização e a educação também ajudam a construir ambientes mais seguros e saudáveis.