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Desbravadores participam de reflorestamento urbano e aprendem sobre cuidado com a criação

Clube Oásis planta mudas de árvores em projeto ambiental e reforça compromisso com a preservação da natureza


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A participação no projeto materializou um dos valores centrais do desbravador: cuidar da criação de Deus e ser agente de transformação na comunidade (Foto: Reprodução)

O Clube de Desbravadores Oásis, de São Gonçalo (RJ), participou de uma ação humanitária voltada ao reflorestamento. Em parceria com o projeto Remoma, os voluntários plantaram onze mudas na área de mata atlântica localizada atrás da Igreja Matriz de São Gonçalo, contribuindo para a revitalização ambiental no coração da segunda cidade mais populosa do estado do Rio de Janeiro.

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A iniciativa, idealizada pelo biólogo Marcos Dias há mais de 20 anos, abriu suas portas no Dia da Árvore (21 de setembro) para receber voluntários de diferentes grupos, incluindo o grupo de desbravadores. Ao todo, cerca de 60 a 70 mudas foram plantadas no dia, contribuindo para a recuperação de uma área que já mostra sinais de transformação climática.

Além de um requisito

A ideia de participar do projeto surgiu de uma necessidade pedagógica. “Tínhamos que cumprir um requisito do Caderno de Classe Pesquisador, que pede para conhecer um projeto comunitário da cidade e participar em grupo. Esse ano, 2025, foi a primeira vez que o Clube Oásis participou de um projeto humanitário como esse”, explica Samira Santos, diretora do clube.

Mas o que começou como cumprimento de requisito se transformou em experiência marcante. Dannylo de Oliveira Moraes, secretário do clube, conta como conheceu o projeto. “Eu conheci o Remoma no Instagram. Estava passando lá e ele apareceu para mim. Achei super interessante porque eu não sabia que existia esse trabalho em São Gonçalo.”

Ele destaca o impacto visual da iniciativa. “Dá para ver a diferença: tem uma parte que não tem árvore e tem uma parte que tem. A gente vê a diferença de clima ali. Se num local delimitado já tem tanta diferença, imagina cada um fazendo a sua parte, na sua casa ou perto da sua casa”, refletiu.

O projeto Remoma existe há mais de duas décadas e a parceria que foi iniciada será estabelecida entre o clube e o projeto (Foto: Reprodução)
O projeto Remoma existe há mais de duas décadas e a parceria que foi iniciada será estabelecida entre o clube e o projeto (Foto: Reprodução)

Conscientização desde cedo

Para Samira, o objetivo principal foi conscientizar os desbravadores sobre a importância da preservação ambiental. “Queríamos que eles entendessem que, desmatando as árvores, ficamos sem sombra, sem oxigênio puro. Ela se conecta com a fé pelo fato de que Deus deixou a natureza para que pudéssemos cuidar dela. Como desbravadores, temos essa responsabilidade de cuidar da criação.”

Dannylo reforça a importância de ensinar desde cedo. “Eles precisam saber desde novos a importância de ter árvores. A gente sofre tanto hoje com calor e esquece que cada vez mais está tendo menos árvores. Ele saber dessa importância vai fazer com que eles passem para outras pessoas — talvez até para os próprios familiares ou, mais futuramente, para os próprios filhos, para outras gerações. Cada um fazendo a sua parte acaba ajudando, acaba fazendo com que cresça cada vez mais.”

Experiência transformadora

O que mais marcou Dannylo foi a união entre os participantes. “Tinha a gente como desbravador, tinha um grupo de escoteiro, tinham pais com os filhos participando. A união de todo mundo foi excelente. A iniciativa do Marcos Dias é excelente.”

Ele também aprendeu uma lição valiosa sobre impacto local. “Aprendi que mesmo em meio a uma cidade, no centro de São Gonçalo, a gente pode fazer a diferença. Não precisa ir muito longe — você pode ir para perto da sua casa, talvez até na sua própria casa você consiga fazer diferença. E sobre a união: cada um levou uma muda e talvez uma muda a gente acha que não faz diferença, mas no dia foram umas 60, 70 mudas ali, e com certeza vai fazer diferença naquele local.”

Através do apoio ao projeto, Desbravadores reforçaram o compromisso com o meio ambiente e a possibilidade de cuidar do futuro. Foto: Reprodução

Impacto esperado

Samira projeta que o impacto maior seja nos próprios desbravadores. “O impacto que esperamos é principalmente nos nossos desbravadores, trazendo a eles essa conscientização sobre o meio ambiente, como o desmatamento pode causar vários danos. Esperamos que outras pessoas vejam que o desbravador também tem a responsabilidade de cuidar e preservar a natureza, levando conhecimento a outras crianças e até mesmo aos pais.”

A experiência foi tão positiva que gerou frutos imediatos. “Os desbravadores super gostaram de plantar as árvores. E os organizadores também gostaram da nossa presença lá — nos chamaram para fazer mais projetos em parceria”, celebra a diretora.

São Gonçalo e o desafio ambiental

São Gonçalo, segunda maior cidade do estado do Rio de Janeiro em população — com mais de 1 milhão de habitantes —, enfrenta desafios típicos de grandes centros urbanos, incluindo ilhas de calor, redução de áreas verdes e aumento da temperatura. A presença de um projeto de reflorestamento bem no coração da cidade, atrás da histórica Igreja Matriz, representa um oásis verde em meio ao concreto — coincidentemente, o mesmo nome do clube de desbravadores que se juntou à causa.

O projeto Remoma, com mais de duas décadas de trabalho, tem demonstrado que é possível reverter danos ambientais mesmo em áreas urbanas consolidadas. A diferença de temperatura entre as áreas reflorestadas e as áreas sem cobertura vegetal é perceptível até para os visitantes de primeira viagem.

O Clube de Desbravadores é um programa da Igreja Adventista do Sétimo Dia voltado para crianças e adolescentes entre 10 e 15 anos. Entre seus pilares está o desenvolvimento físico, mental, espiritual e social dos jovens, com forte ênfase em atividades ao ar livre, preservação da natureza e serviço comunitário.

A participação do Clube Oásis no projeto Remoma não apenas cumpriu um requisito pedagógico, mas materializou na prática um dos valores centrais do movimento desbravador: cuidar da criação de Deus e ser agente de transformação na comunidade.