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Educação Adventista participa de formação em Ciências das Origens pelo UNASP-EC

Experiência de professores em museus paleontológicos integrou teoria e prática, fortalecendo a missão de unir ciência e fé em sala de aula.


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Ciências das Origens
Gestores e professores da Educação Adventista no Museu de Paleontologia “Prof. Antonio Celso de Arruda Campos”, em Monte Alto - SP. (Foto: arquivo pessoal)

Entre 17 e 19 de agosto, professores das escolas adventistas do norte do Rio Grande do Sul (ANRS) participaram da fase presencial do I Curso de Formação em Ciências das Origens.

O curso foi realizado no Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP-EC), em Engenheiro Coelho-SP. A iniciativa destacou descobertas, aprofundamento científico e experiências práticas que reforçam a missão da Educação Adventista.

Ciências das Origens
Equipe em Museu de Paleontologia Pedro Candolo, em Uchoa - SP. (Foto: arquivo pessoal)

Segundo Celi Lima, coordenadora dos professores da ANRS, a motivação dos participantes marcou todo o encontro. Para ela, a alegria e o entusiasmo ficaram evidentes.

“O que mais me chamou a atenção foi a alegria e o entusiasmo dos professores. Eles estavam motivados em levar para a sala de aula aquilo que aprenderam, enriquecer suas aulas. A todo momento, demonstraram sede de conhecimento e disposição em repassar isso aos alunos”, destaca.

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Museus e acervos

No primeiro dia, os educadores exploraram o Museu de Arqueologia Bíblica (MAB), o Centro White e o Museu de Ciências das Origens (MCO).

Além disso, conheceram o acervo e participaram de aulas ministradas pelo geólogo Dr. Nahor Neves. As reflexões do especialista abordaram a relação entre fé e ciência.

Ciências das Origens
Educação Adventista visita Museu de Arqueologia Bíblica (MAB), Engenheiro Coelho-SP. (Foto: arquivo pessoal)

Nos dias seguintes, a programação incluiu visitas aos museus paleontológicos de Uchôa e Monte Alto, em São Paulo. Essas atividades enriqueceram a compreensão científica dos professores.

A experiência prática de escavação, conduzida pelo paleontólogo Fabiano Vidoi, possibilitou aos participantes uma vivência única, conectando teoria com prática de forma significativa.

Identidade e missão

O diretor do Geoscience Research Institute (GRI) sul-americano, Francislê Neri de Souza, destacou que a formação vai além da teoria, pois fortalece a identidade adventista.

“A Educação Adventista só cumpre sua missão quando alinhada à teologia bíblica. Investir em Ciências das Origens é essencial para todas as áreas do conhecimento, não apenas Ciências”, afirmou.

Segundo ele, o curso mostra ser possível unir teoria, prática e vivência. Isso impacta diretamente a sala de aula e fortalece a pedagogia criacionista.

Museu de Arqueologia Bíblica (MAB), no Unasp-EC, contém diversos fragmentos de textos bíblicos escritos séculos atrás. (Foto: arquivo pessoal)

Impacto prático

Para o professor Saddan Flores, docente de História no Colégio Adventista de Novo Hamburgo, a experiência foi transformadora e acrescentou novas perspectivas ao ensino.

“Foi uma experiência única, que ficará marcada para a vida. A teoria é importante, mas a prática é algo totalmente diferente”, destaca.

O professor ressaltou que a vivência trouxe clareza sobre a diferença entre evolucionismo e criacionismo, mostrando que ela está na interpretação dos fatos, não na ciência em si.

“Essa formação fortalece a credibilidade do criacionismo e amplia as possibilidades de trabalhá-lo em sala de aula”, afirma.

Visitantes durante passeio no Unasp-EC. (Foto: arquivo pessoal)

Perspectivas futuras

Com base nas vivências do curso, a expectativa é que novos projetos e iniciativas fortaleçam a identidade adventista e ampliem o diálogo entre ciência e fé. Essas ações devem inspirar professores e enriquecer ainda mais o trabalho da Educação Adventista nas escolas do norte do Rio Grande do Sul.

Equipe visita local de escavação. (Foto: arquivo pessoal)