3ª edição da Corrida da Inclusão amplia impacto com feira de saúde voltada a famílias atípicas
A iniciativa contou ainda com atividades para crianças, espaço sensorial e outros serviços.

Nas primeiras horas da manhã do domingo, 29 de março, a Avenida Luís Canuto Chaves recebeu cerca de 200 participantes da III corrida e caminhada da inclusão, evento organizado pelo Clube de Desbravadores do Espaço Vida, comunidade da Igreja Adventista do Sétimo Dia em Boa Vista.
Neste ano, a iniciativa ganhou reforço com a realização da primeira feira de saúde voltada especialmente ao público neurodivergente, fortalecendo ainda mais o propósito do evento. A iniciativa reuniu famílias atípicas em uma programação diversificada, marcada por ações de cuidado, orientação e apoio.

Além da atividade esportiva, a feira ofereceu atendimentos gratuitos direcionados com serviços de orientação, escuta e suporte, afinal o objetivo era ampliar o acesso à informação e fortalecer a rede de apoio às famílias, promovendo dignidade e valorização.
Ação intencional
Suellen Ramalho,organizadora da feira inclusiva, destacou que a ação foi pensada de forma intencional para atender às reais necessidades das pessoas com deficiência. "Priorizamos os atendimentos de saúde porque entendemos que essa é uma das maiores demandas hoje, especialmente com o aumento dos diagnósticos de neurodivergência. Nosso objetivo foi ser útil de forma prática, oferecendo acolhimento e orientação”, ressalta.
com isso em mente, a feira contou com profissionais voluntários de áreas como neuropsicologia, fisioterapia, nutrição e fonoaudiologia, além de orientações jurídicas para acesso a direitos e benefícios.



“Sabemos que não é possível resolver tudo em um único momento, mas queremos que essa seja uma porta de entrada, um começo para novas ações e para que a inclusão seja vivida no dia a dia”, concluiu Suellen.
Propósito
Uma das voluntárias, a professora de Libras, Leia Pessoa, trouxe uma visão sensível sobre a importância da comunicação acessível no ambiente dos surdos.
"Achei a iniciativa extremamente importante. A inclusão é algo que possibilita e abre caminhos para as pessoas com deficiência. No caso do surdo, se não houver essa comunicação, o mundo se torna uma barreira. Minha experiência aqui foi focar na conscientização. Ensinamos saudações básicas, como 'bom dia' e 'boa tarde', além de sinais essenciais para o dia a dia, como pedir água ou ir ao banheiro. É gratificante ver as pessoas interessadas em aprender o básico para se comunicarem com um surdo. Estar aqui como voluntária é falar de Libras para que todos tenham consciência de que essa é a nossa língua brasileira de sinais", relatou.



A presença de profissionais e educadores voluntários reforçou o propósito do evento, que é ser mais do que uma ação genérica, mas um ponto de partida para que a inclusão seja vivida, de fato, no cotidiano.
com isso, essa edição reafirmou a missão do suporte para famílias atípicas, ensinando o caminho para um futuro verdadeiramente acessível.