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Tradutor de A Grande Esperança ao Braille é batizado

 

Antônio e Leno junto com pastor Luís GonçalvesBrasília, DF … [ASN] Por trás da simples entrega de um exemplar do livro A Grande Esperança, em linguagem Braille, está uma história profunda e significativa. Na noite desta sexta-feira, 26, em Brasília, a abertura da Comissão Diretiva Plenária da Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Leno Ferreira, 32 anos, entregou o exemplar ao cego Antônio José de Souza Costa, 40 anos. Leno Ferreira fez isso depois de ser batizado diante dos mais de 120 delegados que tomam as principais decisões da Igreja Adventista em oito países sul-americanos.

A história de Leno, morador em Valparaíso de Goiás, no Distrito Federal, foi de alguém alcançado de maneira impressionante. Nascido com uma deficiência congênita, o transcritor era um cético quanto à vida. A realidade mudou no dia em que, visitando um amigo, os dois foram presenteados por uma dupla missionária com exemplares do livro A Grande Esperança, uma seleção de capítulos do clássico O Grande Conflito. Ferreira literalmente “devorou” o exemplar recebido e outras obras como Caminho a Cristo e Eventos Finais, começou a frequentar uma congregação adventista, fez estudos e foi acompanhado por essa dupla em maio deste ano até tomar a decisão pública por meio do batismo. A empatia com a causa dos deficientes e o amor de Deus o levaram a fazer algo inédito. Em pouco mais de doze horas, Leno transformou o conteúdo do livro que serviu como instrumento para sua conversão em material no formato Braille, usado por deficientes visuais. “A minha dificuldade me fez entender que eu posso ser os olhos daqueles que não enxergam”, justifica o homem que trabalha com a tradução profissional para o Braille.

Os dois volumes, com 263 páginas, foram parar nas mãos do humilde cavador de poços chamado Antônio Costa, que mora em São Benedito, no Ceará. Costa terá o desafio de aprender a linguagem, mas, apesar de cego, o fiel missionário tem participado ativamente da missão evangelística. Ele e a filhinha de nove anos, Elaine, dão cerca de seis estudos bíblicos por semana. E o método é simples. Elaine lê os textos bíblicos enquanto o pai trata de explicá-los às famílias com quem eles mantêm contato. Em nove anos, o trabalho já resultou em pelo menos 25 batismos como resultado direto desse empenho missionário. [Equipe ASN, Felipe Lemos]
Saiba mais sobre o Sistema Braille em http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/como-funciona-sistema-braille-496102.shtml

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