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Simpósio universitário debate criacionismo e desafios à fé

Em sua terceira edição, evento organizado pelo Instituto Adventista Paranaense (IAP) atraiu centenas de pessoas

Na visão de acadêmicos, a teoria evolucionista precisa de um contraponto: o criacionismo

Ivatuba, PR… [ASN] O Norte do Paraná sediou a terceira edição do Simpósio universitário realizado pelo Instituto Adventista Paranaense (IAP), que neste ano explorou o tema “Criacionismo no século XXI: perspectivas para uma práxis científica compatível com a cosmovisão cristã”. O debate com acadêmicos de formações diversificadas atraiu mais de 300 universitários entre os dias 9 e 10 de agosto.

Em sua apresentação, a professora Sara Moreira, doutora em Genética pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), docente do IAP e da Universidade Estadual de Londrina (UEL), abordou a diferença entre microevolução e macroevolução. Ela destacou que mesmo uma mutação considerada deletéria pode trazer benefícios ao organismo. Mas tais adaptações são limitadas e não chegam a originar espécies completamente novas, como pressupõe o darwinismo. Daí a razão de alguns sugerirem termos alternativos em lugar de microevolução, como “micro-variações”, por exemplo, para evitar qualquer confusão com a proposta evolucionista.

O professor Nahor Neves de Souza Júnior, geólogo, doutor em Engenharia pela Universidade de São Paulo (USP) e que leciona no Centro Universitário Adventista de São Paulo, campus Engenheiro Coelho, falou sobre a grande catástrofe. Ele apresentou dados que evidenciam ter ocorrido algo no passado para gerar todas as evidências estudadas pela paleontologia. Júnior e Sara também participaram de uma mesa redonda que tratou de assuntos como a pressão secular sobre os universitários cristãos e o fracasso do evolucionismo teísta em tentar conciliar darwinismo com a fé bíblica. O momento também teve a participação do professor Arthur Bergold, mestre em física pela UFPR e docente do IAP.

Argumentos fundamentados

No sábado, os participantes se dividiram em grupos para acompanhar os workshops. Bergold respondeu a questão: “Big Bang: Uma ideia criacionista?” Com formação em Química pelo Centro Universitário La Salle, o professor Evandro Lombardi, diretor-interno do IAP, explicou o método de datação radiométrica, enquanto Iuri Ramos, mestre em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), concentrou-se nos desafios do universitário adventista, especialmente nos campi seculares.

Na plenária, o professor Márcio Fraiberg, mestre e doutor em ciência, educação, ciências e matemática pela PUC-RS, discorreu sobre os limites da ciência. O jornalista Michelson Borges, formado na UFSC e mestre em teologia pelo Unasp, falou do retrato que a mídia faz do criacionismo. “Logo, os ‘fundamentalistas’ que creem no relato de Gênesis serão perseguidos de forma mais cruel, como a profecia indica”, ressalta. Borges ainda apresentou o primeiro romance criacionista brasileiro. Intitulado “A descoberta”, o trabalho é fruto de sua colaboração com o escritor Denis Cruz.

Outra visão

Argumentação com base científica prende atenção de estudantes

A todo tempo, foi enfatizada a racionalidade do criacionismo, que é uma abordagem científica compatível tanto com os dados bíblicos quanto com as evidências do mundo físico. Para a professora Sara Moreira, encontros dessa natureza são fundamentais para abrir espaço para um contraponto em relação à teoria evolucionista, modelo tradicionalmente difundido pela mídia e escolas.

O simpósio reforçou a identidade criacionista, como destacou a estudante Christiane dos Santos, que cursa o 2o ano de Enfermagem no IAP. “Encontrei a minha como criacionista, percebendo que temos algo concreto em muitos âmbitos para evidenciar um Design Inteligente por trás de tudo. Esta convicção me proporcionou ver que o objetivo não é debater, mas, sim, buscar conhecimento para responder quando interrogados, desenvolvendo a fé junto à ciência”, argumenta. [Equipe ASN, Douglas Reis]

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