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Ministério das Prisões muda vida de presidiários em Belo Horizonte

No centro, Cássia, ao lado da mãe e do pastor Rogério durante culto realizado na sede da Igreja para a região Central de Minas Gerais

Belo Horizonte, MG… [ASN] O relógio marcava 5 horas da manhã de uma madrugada fria de dezembro de 2009, quando o pastor Rubens Rogério, que tinha ido buscar o filho na rodoviária, decidiu ir por outro caminho para encontrar um grupo de usuários de drogas que estavam embaixo de um viaduto na capital mineira. Certo de que deveria ajudá-los, ele desceu do carro e começou a distribuir livros para os moradores de rua. Foi então que uma das mulheres que lá estavam reconheceu o símbolo da Casa Publicadora Brasileira nos impressos e perguntou se ele era adventista. Após a resposta positiva, completamente emocionada, ela contou que era ex-adventista e que minutos antes da chegada do pastor havia orado pedindo que Deus enviasse alguém para lhe ajudar.

A protagonista dessa história é Cássia Almeida, que após engravidar aos 14 anos abandonou a família no interior de Minas Gerais para viver na capital. Os anos seguintes foram marcados pelo uso de drogas, tráfico de entorpecentes e roubos. Tanto é que em 2009 ela foi presa por esses crimes. “Eu estava jurada de morte e no dia em que conheci o pastor Rubens estava sozinha, sem forças para sair da rua. Foi então que pedi a Deus para enviar alguém pra me socorrer”, lembra Cássia.

 

Cássia é batizada na prisão, em Belo Horizonte

Ministério da prisão

Esse contato inesperado foi a ponte para o início do trabalho evangelístico nas penitenciárias de Belo Horizonte. Após ser informado sobre a prisão de Cássia, o pastor Rubens  foi visitá-la no Complexo Penitenciário Estevão Pinto. Era o começo de um ministério que já dura três anos e ajudou muita gente. Depois de completar uma série de estudos bíblicos, Cássia foi batizada em março de 2010, dentro do presídio, durante um programa especial com direito à cerimônia da Santa Ceia e Lava-Pés com a participação de outras 400 detentas e do Coral Jovem de Belo Horizonte.

Mas mesmo antes de ser batizada, ela aprendeu a compartilhar suas descobertas bíblicas com as colegas de detenção. Como resultado, duas presas também foram batizadas.“Aprendi nessa experiência que a liberdade que eu tinha era ilusão. Vivia na covardia e enquanto não enfrentei a situação não conseguia viver de forma digna. Agora minhas atitudes são diferentes, pois aprendi a andar com Deus diariamente”, afirma.

Após cumprir três anos de reclusão, ela ganhou direito ao regime semiaberto no último dia 16 de agosto e agora aguarda a liberdade completa, que também é esperada pela mãe, Maria Almeida, uma fiel adventista que nunca desistiu da filha. “Orava todos os dias pedindo para que Deus operasse um milagre. E finalmente o milagre aconteceu”, conta, emocionada.

Mulheres de outros países que cumprem pena no Complexo Penitenciário Estevão Pinto também tomaram a mesma decisão que Cássia. Rubens Rogério explica que o Ministério da Prisão, assim como o Ministério das Praças Públicas, fazem parte do projeto Bom Samaritano, criado com a finalidade de imitar o método de Jesus Cristo, baseado no livro bíblico de Mateus 4:23, que diz: “Jesus pregava, curava e ensinava.”

Para o pastor, iniciativas como essa precisam se repetir na igreja. “Devemos aproveitar todas as oportunidades que Deus nos dá porque ele se encarregará de fazer os milagres acontecerem”, frisa. Outro trabalho semelhante também tem gerado resultados na penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, na grande Belo Horizonte. Dois pavilhões foram liberados para a realização do culto dos adventistas e, no mês passado, o coral de detentos da instituição se apresentou em um festival de música da Igreja Adventista, na capital. Confira um pouco mais desse projeto na  reportagem abaixo. [Equipe ASN, Luzia Paula].

 

 

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