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Serviço Voluntário Adventista oferece atendimento em aldeia no Tocantins

Indígenas foram atendidos na aldeia Macaúba, na Ilha do Bananal.

A equipe formada por 19 voluntários é conduzida pelo pastor Kenyo Marinho, líder do Serviço Voluntário Adventista.

A equipe formada por 19 voluntários é conduzida pelo pastor Kenyo Marinho, líder do Serviço Voluntário Adventista na Instituição.

Cachoeira, BA…[ASN] Alunos e professores da Faculdade Adventista da Bahia realizaram trabalhos assistenciais na comunidade indígena da aldeia Macaúba, Ilha do Bananal – Tocantins, a maior ilha fluvial do planeta, a 2.000 km de Cachoeira, Bahia. A ação foi realizada entre os dias 17 de junho e 02 de julho. A equipe formada por 19 voluntários é conduzida pelo pastor Kenyo Marinho, líder do Serviço Voluntário Adventista, e atendeu cerca de 100 pessoas. O Projeto intitulado por “Karajás 2.0” tem como objetivo atender as necessidades locais da população nativa da etnia Inã e dessa forma, levar a mensagem do evangelho.

O grupo de enfermagem prestou atendimento aos índios no posto de saúde da aldeia. Os principais tratamentos foram relacionados a micoses, infecções intestinais, verminoses e inflamações do trato respiratório. “Nós usamos os recursos que existiam no posto. Distribuímos muito soro caseiro, além de termos feito orientações pontuais. Eles precisam de um acompanhamento mais intenso. Se isso existisse, por exemplo, o número de pessoas com gripe seria bem menor”, afirmou Newton Ricardo, aluno do 8º período de enfermagem. Além do atendimento clínico, os voluntários fizeram a reforma do teto do posto de saúde. “Esse foi o nosso maior desafio, porque achávamos que não íamos dar conta. Mas, graças a Deus, o resultado foi bastante positivo”, acrescentou Ricardo.

Já a equipe de pedagogia realizou diversas atividades lúdicas e pedagógicas. Além disso, foi feito um levantamento para saber o número de crianças que frequentavam a escola e eram alfabetizadas. “Para isso, contamos com a colaboração do professor da aldeia. Também desenvolvemos trabalhos que chamassem a atenção, para que as crianças se sentissem seguras com a gente. Realizamos brincadeiras e cantamos diversas músicas. Foi um trabalho lindo de sociabilização”, relatou Maíza Trabuco, estudante do 8º período de pedagogia. Os voluntários também fizeram reparos na estrutura da escola.

O desejo de cuidar, transmitido pelos voluntários, abriu as portas para que os índios conhecessem a um Deus que nunca tiveram contato. Sem precisar falar, inicialmente, em religião. Isso ocasionou um respeito mútuo nas diversidades culturais, que prevaleceu em todos os momentos. Os rituais, as cerimônias religiosas, o tipo de alimentação, tudo foi tratado com naturalidade. O resultado foi conquistar a confiança dos nativos e, principalmente, do cacique.

“Foi uma experiência inesquecível! Aqueles momentos provocaram uma mudança na compreensão do outro, da cultura e da aceitação das diferenças. Uma das cenas mais marcantes foi ver os voluntários chorando na despedida e o cacique vindo conversar comigo. Ele me pediu que o filho dele fosse batizado em nossa igreja”, revelou Kenyo.
A primeira edição do Projeto Karajás foi em 2011, quando o pastor Miraldo, que é responsável por dirigir o Ministério para nativos da União Central, entrou em contato com a pastoral universitária do IAENE e sugeriu a criação de um projeto que atendesse às necessidades da aldeia. [Equipe ASN, Monique Conceição dos Anjos]

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