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Moradores de rua e refugiados terão shopping por um dia na Praça da Sé

Voluntários vão montar a estrutura que estará disponível no próximo sábado, 14 de maio

 

Voluntário conversa com refugiada síria durante entrega de alimentos

Voluntário conversa com refugiada síria durante entrega de alimentos

O Brasil possui 546 shoppings, sendo 52 só na capital paulista. Os números da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) destaca que os shoppings recebem cerca de 444 milhões de visitas todos os meses. O número é mais que o dobro da população brasileira. No entanto, apesar da popularidade, os shopping centers ainda são espaços que restringem o acesso a algumas parcelas da sociedade, entre elas os moradores de rua.

Comprar roupas ou livros e comer são atividades comuns nos shoppings. E são esses serviços que um grupo de voluntários vai oferecer para os moradores de rua e refugiados na Praça da Sé, no próximo sábado, 14 de maio. Os organizadores prometem montar um shopping ao ar livre, com os serviços que os shoppings tradicionais oferecem, mas com alguns diferenciais. A moeda para compra não será o real, e o seu saque estará disponível para todos. Cada beneficiado irá receber um vale que dará direito a uma roupa e corte de cabelo. Após esse momento, o participante vai receber orientações sobre saúde e fará alguns exames, como o que mede o índice de glicemia, por exemplo. Então ele receberá um lanche e um livro.

Feira organizada pelo Instituto Gênesis incentivou empreendedorismo junto ao grupo de refugiados

Feira organizada pelo Instituto Gênesis incentivou empreendedorismo junto ao grupo de refugiados

O objetivo é proporcionar um dia especial para moradores de rua e refugiados de qualquer nacionalidade. Nos últimos anos, o Brasil abrigou muitos imigrantes, em sua maioria sem conhecer o português e sem estabilidade econômica. Recente estudo divulgado pela Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) da prefeitura de São Paulo revelou que 71% dos moradores de rua são migrantes. “Nosso trabalho é voltado para todos os públicos, mas a grande demanda de refugiados árabes e haitianos principalmente nos faz voltar grande parte das nossas ações para beneficiar os imigrantes. No próximo sábado todos os que passarem pela Sé poderão participar, mas já sabemos que a demanda maior é com o público de moradores de rua e refugiados”, explica Wallyson Santos, coordenador do Instituto Gênesis.

Caminhão da CEAGESP com 1 tonelada de alimentos. Parcerias possibilitam atendimento a refugiados e moradores de rua

Caminhão da CEAGESP com 1 tonelada de alimentos. Parcerias possibilitam atendimento a refugiados e moradores de rua

Instituto Gênesis

O Instituto Gênesis é um centro de desenvolvimento humano localizado na Praça da Sé. Além de ações assistenciais, como a do próximo sábado, o instituto realiza trabalho permanente com os imigrantes, oferecendo aulas de português, cursos de saúde e oficinas de geração de renda. No início do mês, por exemplo, uma parceria com a CEAGESP possibilitou a entrega de uma tonelada de alimentos. No entanto, a quantidade de alimentos foi suficiente para atender 65 famílias (cerca de 220 pessoas), enquanto o número de cadastrados era de 90. “Embora nosso grande esforço para conseguir as doações, ainda tiveram muitas famílias que não puderam ser assistidas”, lamenta o coordenador do Instituto.

Artesanato vendido por árabes em feira. Expositores venderam quase todas as mercadorias

Artesanato vendido por árabes em feira. Expositores venderam quase todas as mercadorias

Dias depois, um grupo de refugiados árabes vendeu artesanatos em uma feira organizada pelo instituto. Todos os expositores venderam praticamente toda a mercadoria que levaram. A iniciativa buscou incentivar o empreendedorismo dos refugiados árabes.

Lucas Rocha

(19) 9 9835-7924

lucas.rsilva@ucb.org.br


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