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Portão Global mobiliza igreja para trabalho evangelístico no Uruguai

Líderes falam sobre a importância do envolvimento dos membros na meta de alcançar cidades sem presença adventista.Curitiba, PR… [ASN] Durante 28 horas, três ônibus cortaram os Estados do Sul do Brasil e todo o Uruguai até chegar a Montevidéu, capital do país. Apesar de ter percorrido o trajeto de mais de 1.500 quilômetros, entre os dias 7 e 9 de fevereiro, em pleno período de carnaval, o objetivo dos 135 passageiros não era o turismo, mas sim o trabalho evangelístico, que terminou no dia 12.
A Missão Uruguai, como ficou conhecida a iniciativa, faz parte do projeto Portão Global, programa desenvolvido pela igreja adventista do Portão, em Curitiba, cuja proposta é fundar um novo templo a cada ano. Realizado desde 2011, a primeira delas foi estabelecida no bairro Água Verde, na capital do Estado. No ano passado foi a vez da cidade de Inácio Martins, que fica a 210 km e era considerado território de missão global, ou seja, sem presença adventista. Depois de uma campanha de evangelismo composta por várias etapas, hoje o município conta com 150 adventistas.

No sábado, já em solo uruguaio, o grupo desenvolveu a primeira parte da agenda. Pela manhã dirigiram todo o programa na igreja adventista central de Montevidéu, que teve a participação musical do Chama Coral. Os membros locais também foram desafiados a se envolverem no trabalho evangelístico no país. A recepcionista Karen Rios, peruana que vive na cidade há cinco anos, demonstrou sua satisfação com a iniciativa e sugeriu até mesmo o lugar em que um novo templo poderia ser plantado.

À tarde, os brasileiros se dirigiram ao acampamento adventista, em Blanca Arena, onde ocorria o concílio pastoral e de líderes leigos de toda a União Uruguaia. Lá o projeto do Portão Global e todos os passos necessários para sua realização foram explicados aos líderes, que aprovaram a proposta. Portanto, a partir de março quatro obreiros bíblicos irão a Montevidéu para trabalhar integralmente com a população. Em outubro, outras 20 pessoas se deslocarão para lá para realizar uma campanha de evangelismo.

Já a segunda parte do projeto foi realizada no domingo, 10, em uma das mais tradicionais feiras livres da cidade. Estendendo-se por várias ruas da capital, encontram-se os mais variados tipos de produtos, novos e usados. A quantidade de pessoas que circulam por ali é numerosa, por isso o local foi escolhido. Divididos em três grupos, os participantes aproveitaram a campanha do abraço grátis, música e o carisma brasileiro para chamar a atenção e entregar cartões especiais a quem circulava por ali.

Não tratava-se, no entanto, de um cartão qualquer. Nele havia o endereço de uma página na internet e a promessa do sorteio de um tablet. O plano era de que não fosse necessário falar de religião e, assim, aos poucos, criar vínculos com aqueles que acessassem o site www.juegoceleste.com para que posteriormente se interessem pela mensagem de esperança. Sorteios mensais farão com que os cadastrados fiquem conectados ao projeto, até que recebam o convite para participar de um evento especial.

“A ideia foi atraí-los com alguma coisa relacionada com uma das grandes paixões deles: o futebol. A seleção uruguaia é chamada de Celeste, assim como a do Brasil é chamada de Canarinha”, explica o maestro Kleber Augusto, diretor musical do Chama Coral e um dos dirigentes do Instituto O Amor Chama, organização não governamental (ONG) composta, em sua maioria, pelos próprios coristas. “Precisamos chamar a atenção deles de alguma maneira que não seja falando diretamente da Igreja, mais sim com algo que eles vejam que ser cristão é legal, que o povo de Deus trabalha e faz as coisas como gente normal.”

Próximo à feira, um quarto grupo foi destinado para realizar outra atividade paralela. Os cerca de 20 integrantes dedicaram a manhã para restaurar uma das escolas públicas que fica nas proximidades. Lá, limparam os pátios, cortaram o mato e restauraram a pintura de algumas paredes. O ato ocorreu em parceria com a Secretaria de Educação do município.

Crescimento necessário

“A maior dificuldade que temos fora da igreja é o secularismo. Também temos um alto índice de pessoas que não creem em Deus. Internamente, temos poucos membros na igreja. Em todo o país eles não passam de 4 mil”, ressalta o pastor Carlos Sánchez, presidente da Igreja Adventista no Uruguai. Ele acredita que para evangelizar a quantidade de pessoas que vivem em seu território é importante contar com a ajuda que vem de fora, já que o número de adventistas é reduzido.

O pastor Almir Marroni, vice-presidente da Igreja Adventista para a América do Sul, que também acompanhou a proposta do projeto, acredita que chegou o momento de os fiéis, especialmente os de templos de maior porte, se envolverem em iniciativas que visam fazer com que a mensagem de esperança chegue a localidades ainda sem presença adventista. “Para esses lugares nós precisamos fazer alguma coisa imediatamente. Levantar a igreja, pedir ajuda de outros que venham se unir para que se consiga ampliar o número de irmãos e o número de templos, como no Uruguai”, relaciona Marroni, que aponta que só na capital existem 800 pessoas para cada adventista. “É um lugar desafiador”.

“O projeto Portão Global é muito importante porque a igreja continua pregando no seu território, mas também em outro país”, pontua o pastor Evandro Fávero, diretor do departamento de Ministério Pessoal e Escola Sabatina da Igreja Adventista para o Sul do Brasil que também participou das atividades no Uruguai. “Vemos que igrejas maiores, às vezes “não tem mais onde pregar”, não cabe mais gente. Então o que fazer? Plantar novas igrejas”.

“Eu creio, ao ler os escritos de Ellen White, que nós temos que fazer muito pelas grandes cidades. Elas precisam ser abaladas com a pregação do evangelho”, constata o pastor Silas Gomes, que dirige a igreja do Portão e é o idealizador da proposta de fundar um novo templo por ano. [Equipe ASN – Jefferson Paradello]

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