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O Grito da Vitória, com Jesus eu vou!

Por Suellen Timm

Em clima de jubileu de prata, cerca de 16 mil pessoas e 385 clubes participaram do 6º Campori da União Central Brasileira (UCB). O evento comemora 25 anos desde que em 1987, a União realizou o primeiro Campori que foi marcado por momentos espirituais e atividades sociais.

O Campori foi realizado de 24 a 29 de julho no Parque do Peão em Barretos, no interior de São Paulo, com o tema “Grito da Vitória”. Além dos 15 mil desbravadores, o evento contou com a ajuda de 800 staffs e 200 pastores. Segundo o líder geral de desbravadores para o estado de São Paulo, Ronaldo Arco, “este Campori foi desenvolvido pensando, principalmente, em mostrar a emoção e os símbolos relacionados com a Volta de Jesus e ao Grito da Vitória que todos os cristãos darão nesses dias, através da história de Josué”.

Foi exatamente por isso que um dos pontos de maior destaque no Campori foi a gravação da Bíblia em áudio. “Montamos um estúdio em um dos locais mais belos do Parque, uma casa toda de vidro”, explica Arco. Foram 82h de gravação da leitura da Bíblia, gravando 24 por dia onde cada desbravador lia um capítulo da escritura sagrada.

O líder dos desbravadores para a América do Sul, Areli Barbosa, ressalta que a intenção do projeto não era apenas marcar o desbravador que entrava em contato com a palavra de Deus no momento da leitura, mas para ser uma recordação para toda a vida.

Cada desbravador recebeu uma cópia do DVD para ouvir o áudio quando quiser. A gravação resultou em dois DVDs, um com o velho testamento e outro com o novo. Além da gravação no sábado, os desbravadores também participaram da maratona de escrita da Bíblia.

Desbravadores de Coração

Foram atividades espirituais como essa que fizeram com que Elisa Pontes, líder do Clube de Desbravadores, começasse sua carreira de acampante há 40 anos. Em 1982, foi a primeira vez que acampou, no primeiro Campori que a Divisão Sul-Americana promoveu. Depois disso, nunca mais perdeu um Campori ou Aventuri.

Como não havia Clube de Desbravadores em sua infância, dona Elisa começou a participar do Clube em 1974 por influência do filho, Celso Pontes, que já era desbravador desde 1964. Celso foi inclusive fundador de mais de 10 Clubes de Desbravadores na época em que foi líder regional.

Hoje, com 78 anos de idade, Elisa ainda briga para estar presente em todos os acampamentos. Mesmo tendo passado um cateterismo 15 dias antes, ela fez questão de participar do Campori. “Eu fui à avaliação médica na sexta-feira e o médico afirmou que, na opinião dele, eu não deveria viajar, mas eu disse que iria de qualquer jeito.” Enfatiza.

Com barraca equipada com cama e tapete, o mais curioso é que, nesses 40 anos de Clube, dona Elisa sempre participou como cozinheira. Isso mesmo, apesar de ser também a tesoureira do Clube Alca de Caieiras, dona Elisa gosta mesmo é de cozinhar. “Os desbravadores comem muito mesmo. Chego a fazer 10 quilos de arroz por dia”, admite.

Para dona Elisa tudo é aventura, já chegou a dormir no ônibus porque teve a barraca alagada e até em rede. Para ela o que marca mesmo é a parte espiritual. “Eu fui entregar o livro ‘A grande esperança’ com os desbravadores e uma moça se emocionou porque já tinha sido desbravadora. Quem é desbravador ou vai ao Campori nunca mais se esquece disso”, garante. É por isso que, mesmo que o filho e netos já tenham se “aposentado” do Clube de Desbravadores, dona Elisa continua firme e forte.

Para Marcele Silva, participar do Clube de Desbravadores foi uma conquista. “Minha mãe queria muito que eu participasse do grupo de ‘escoteiros adventistas’ para eu me sociabilizar. Aí ela mandou um e-mail para a Divisão Sul-Americana, que foi encaminhado para a União Central Brasileira, que depois foi encaminhado para a minha Associação e assim para o meu Clube”, descreve.

Quando o diretor do Clube da cidade de Caieiras, Edson Marques, recebeu o e-mail ficou impressionado com a trajetória e resolveu ligar para a mãe de Marcele. “Era uma sexta-feira quando liguei e já no domingo a Marcele apareceu para se inscrever no Clube e nunca mais saiu”, conta Edson. “Esse é o meu primeiro Campori e estou amando! Já fiz vários amigos”, confessa Marcele.

Para Camila Alves a história foi diferente. Ela participou de uma série de conferências na Igreja Adventista de Franco da Rocha. Depois ela também descobriu que em Caieiras havia uma igreja, então passou a frequentar lá e foi batizada. “Comecei a me enturmar e logo já me chamaram para participar do Clube de Desbravadores. Jesus transformou o meu coração, sinto que o clube contribuiu muito para esta mudança”, ressalta Camila. A menina confessa que é apaixonada pelo Clube e como tem 15 anos, já planeja em continuar no ano que vem no Clube, porém como líder.

Espiritualidade

Além da gravação do áudio da Bíblia, os desbravadores foram incentivados a também orar. Cada pastor presente no evento recebeu um boné de identificação para que os desbravadores o procurassem para orar com ele. Cada pastor realizava mais de 20 orações por dia, durante os três dias que contavam a atividade. Se o desbravador orasse nos três dias pelo menos uma vez com o pastor, trocava o cartão por um boton.

Nas mensagens de reflexão do período da manhã e do final do dia, dirigidas pelos pastores Areli Barbosa, líder de desbravadores para a América do Sul e Udolcy Zukowski, secretário da UCB os desbravadores também eram incentivados a se prepararem para dar o “Grito da Vitória”. E o Udolcy afirma, “é muito bonito ver os jovens decidindo seguir uma vida nos princípios cristãos, aqui mais de 2500 desbravadores decidiram que irão estudar a Bíblia para se batizarem na primavera, e batizamos 80 pessoas que conheceram o amor de Jesus através do clube de desbravadores.”

Dentro do próprio carrossel de atividades, os desbravadores também participaram de atividades espirituais, como arrecadação de 7 mil Bíblias que serão destinadas a atividades evangelísticas (como a Missão Calebe) e a distribuição do livro “A grande esperança”. Foram cerca de 500 mil livros distribuídos em Barretos e Olímpia. Junto com o livro, os desbravadores também entregaram folhetos sobre a campanha de combate à dengue e tuberculose, prestando um serviço à comunidade.

Segundo o pastor Domingos Sousa, líder geral da Igreja Adventista para o estado de São Paulo, essas atividades promoveram um grande crescimento espiritual nesses desbravadores. “Deus seja louvado pelas mensagens de esperança que foram reavivadas no coração desses jovens. Para muitos um evento assim faz com que esses desbravadores sintam que estão contribuindo com o propósito de levar a mensagem do advento a todo mundo na geração deles”, opina.

Atividades e Exposições

Um dos diferenciais do Campori de 2012 foi uma oficina de radioamadorismo oferecida pelo instrutor Rubens Zolotujin. Durante o Campori, Zolotujin manteve uma Estação de Radioamador e foram montadas várias antenas para o evento, essa foi a primeira vez que um Campori contou com uma Estação, onde mais de 7 mil pessoas realizaram a oficina. “Entramos em contato com vários radioamadores do mundo, e com quem entramos em contato irá receber um DVD do Grande Conflito.” Afirma Rubens. Na oficina foram incluídos 4 modalidades, radioamadorismo, telegrafia (código morsa), eletrônica e troca de cartões postais. Para saber mais sobre o assunto, acesse www.pu2lrz.qsl.br. E a rádio oficial do Campori ficou por conta da equipe de comunicação do Centro Universitário Adventista de São Paulo, Campus Engenheiro Coelho.

Também foi oferecido o projeto de Saúde Bucal, realizado pelo Hospital Adventista de São Paulo (HASP), que inclusive foi responsável pelo atendimento médico no local e levou 2 das 4 ambulâncias disponíveis para atendimento no Campori. Para visitação, o Campori contou com a exposição do Museu dos Desbravadores que possui um acervo significativo da história do clube em diversos países e outra exposição de aves.

No entanto, não foram apenas atividades espirituais e exposições que marcaram o Campori. Todos os acampantes passaram um dia de lazer e descanso no Thermas do Laranjais em Olímpia, interior de São Paulo. Esse foi um descanso merecido para muitos líderes e desbravadores.

Segundo o pastor Ronaldo Arco, cerca de 2/3 dos gastos e muitas atividades precisam ser feitas antes do Campori, o que faz com que esses líderes se dediquem ao máximo para levar o Clube. “Os pré-requisitos são quase mais importantes do que as atividades realizadas aqui. Lógico que existe aquela parte espiritual que é essencial. Mas a fórmula do sucesso é a missão cumprida com antecedência. Essa é a festa”, enfatiza Arco.

Campori DSA 2014

No encerramento do Campori, o líder Areli Barbosa já convidou os desbravadores da UCB a participarem do Campori da Divisão Sul-Americana, que já está em fase de planejamento para 2014 no mesmo local, em Barretos. “Queremos reunir mais de 30 mil desbravadores e esgotar a capacidade daqui”, adianta.

Para o pastor Areli Barbosa essas festas são parte da vida do cristão. “Elas servem para lembrar que apesar da vida dura, dos problemas, da dor, do sofrimento e da angústia, existe um futuro melhor que está por vir. Deus quer deixar bem fixo isso, que se você for fiel um dia você vai receber uma recompensa e dar o verdadeiro grito da vitória”, argumenta.

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