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Falta de sono causa desordens neurológicas

Para médico, a falta ou a diminuição do sono é irrecuperável e provoca dano ao sistema nervoso

12 de fevereiro de 2018

Por Carolyn Azo

Milhões de pessoas em todo o mundo sofrem algum transtorno relacionado ao sono (Foto: Shutterstock)

Para diversos especialistas em saúde pública, dormir o suficiente é muito importante para a função cerebral. Se o cérebro não descansa durante o período necessário, haverá uma significativa destruição de neurônios e redução de milhões de conexões sinápticas. O dano poderia ser irreversível mesmo quando se tenta recuperar o sono. A Agência Adventista Sul-Americana de Notícias (ASN) conversou com o doutor Roger Albornoz, anestesista e diretor da Escola de Medicina da Universidade Peruana Unión, sobre as consequências de não dormir adequadamente.

De acordo com ele, a falta ou a diminuição do sono é irrecuperável e provoca dano ao sistema nervoso. Alguns autores mencionam que o risco de doenças do tipo Alzheimer e demência senil e outros distúrbios neurológicos aumenta.

Albornoz alerta para a necessidade de prover ao corpo o descanso adequado

Para Albornoz, em privações extremas de sono, são produzidas alterações metabólicas e hormonais compatíveis com estresse extremo, que podem eventualmente desencadear a morte. Experimentalmente, cientistas mantiveram uma pessoa acordada por 11 dias. O indivíduo apresentou alucinações e quadros psicóticos. “Se ele continuasse acordado, certamente teria morrido”, avalia.

Aparentemente, a falta de sono não afeta apenas o cérebro, mas também tem sido associada à ruptura ou ao transtorno de outras funções vitais, incluindo o sistema imunológico, funções do coração e impulso sexual. Isso também tem sido associado a maiores taxas de câncer, incluindo o de mama, colorretal e de próstata.

Privar-se do sono também causa mudanças de humor e metabolismo lento, além de aumentar o apetite por junk food e eventualmente levar à obesidade severa.

O que tira seu sono?

O departamento de Psicologia da Universidade de Binghamton, nos Estados Unidos, concluiu que a falta de sono também foi associada a pensamentos negativos repetitivos. É importante mencionar que pensamentos repetitivos diminuem o cuidado da expectativa de vida e a qualidade de vida, e tornam a pessoa vulnerável a diferentes distúrbios psicológicos que poderiam estar ligados à sincronização e duração do sono.

Além disso, não dormir bem está associado à presença de ansiedade, depressão, dificuldades de aprendizagem e memória.

Outra causa é a insônia, que Albornoz associa a três fatores principais:

  • À presença de doenças médicas associadas que dificultam conciliar o sono por dor ou disfunção orgânica. Por exemplo: doenças cardíacas (doenças coronárias, arritmias, etc.); doenças respiratórias (asma, doença pulmonar obstrutiva); doença neurológica (Parkinson, enxaqueca); doença oncológica (dor por câncer).
  • Doenças mentais como depressão, ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo, esquizofrenia, etc.
  • Abuso de substâncias e remédios: álcool, tabaco, cafeína, estimulantes, anfetaminas, broncodilatadores, antidepressivos, etc.

As mulheres devem dormir mais?

Sobre isso, Albornoz esclarece que, embora na primeira infância não haja diferenças entre as horas de sono entre homens e mulheres, sim, observa-se uma diferença importante especialmente na adolescência; aparentemente, devido às modificações hormonais próprias dessa idade e que se manterão durante toda a idade fértil.

Por outro lado, a gestação e a menopausa também são acompanhadas de uma maior duração nos períodos de sono. Alguns autores mencionam que estas diferenças só manifestam a pobre qualidade de sono da mulher e a necessidade de recuperá-lo com maiores períodos de sono. Do mesmo modo, o sono mais fragmentado da mulher para todos os processos fisiológicos que deve passar (menstruação, gravidez, lactação, menopausa) fazem com que o sono seja mais prolongado na tentativa de equilibrar as horas necessárias para o descanso.

O médico aconselha

Na busca de um sono reparador, Albornoz aconselha:

  • Evite os dispositivos eletrônicos (televisão, computador, celular, etc.) pelo menos uma hora antes de dormir, pois eles podem alterar o ritmo de sono e vigília, fazendo-o acreditar que ainda é dia e, portanto, atrasando a hora de dormir;
  • Durma e levante-se na mesma hora do dia;
  • Uma nutrição balanceada e não pesada à noite permitirá um sono de melhor qualidade;
  • Não planeje as atividades do dia seguinte enquanto tenta dormir.

Média de sono de acordo com a idade

O sono é o mecanismo através do qual o sistema nervoso repõe suas reservas de energia. O tempo necessário varia de acordo com a idade.

  • Recém-nascido, 16 horas;
  • Lactante, entre 12 e 14 horas;
  • De 3 a 5 anos, 11 horas;
  • De 9 a 10 anos, 10 horas;
  • Idade adulta, a maior parte da população, dormirá entre 7 e 8 horas;
  • Velhice, menos de 7 horas.

Adventistas preocupados

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