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Controle do Diabetes é tema de estudo de pesquisadora adventista

Neda Queiroz, durante apresentação de sua tese.

Capoeiruçu, BA …[ASN] Nêda Lyan Souto Queiroz, enfermeira, pós-graduada em Assistência em Terapia Intensiva e em Oncologia, é também professora universitária na FADBA (Faculdade Adventista da Bahia). Durante sua experiência profissional, encontrou no tema do Diabetes Melitus tipo 2 o objeto de estudo de seu Mestrado em Promoção a Saúde, no UNASP, campus 1. Ela diz: “Em uma trajetória de trabalho como enfermeira da atenção terciária em unidades de terapia intensiva, vendo diariamente pessoas acometidas por complicações agudas e crônicas do DM 2, nasceu uma inquietação e a necessidade de intervir antes que esses indivíduos chegassem entre a vida e morte na UTI. O lugar para essa intervenção teria que ser na atenção básica, onde os processos educativos e o relacionamento da equipe de saúde com a comunidade é mais estreito. Por ter à disposição uma sugestão de hábitos saudáveis baseados nos 8 remédios da natureza, esta seria a estratégia para interferir na vida desses indivíduos”.

O Diabetes está em terceiro lugar entre as doenças crônicas não transmissíveis, e já atinge caráter pandêmico, com previsão de aumento considerável para o ano de 2025, de acordo com dados de 2015 pela OMS.

A pesquisa foi de caráter interventivo, desenvolvida em um período de 8 semanas através de oficinas que sugeriram os 8 remédios da natureza (sol, ar, água, repouso, exercícios, alimentação saudável, equilíbrio, confiança em Deus) na unidade de atenção básica Esmeraldo Damasceno, em Cachoeira-BA, com a participação de pelo menos 4 pesquisadoras do mestrado em Promoção de Saúde do UNASP, campus 1.

“A minha porção da pesquisa teve o objetivo de conhecer a opinião dos portadores do DM 2 sobre a influência do estilo de vida na prevenção das complicações decorrentes dessa doença”, relata Nêda.

Para a realização do estudo, as principais limitações e dificuldades enfrentadas estavam relacionados a fatores cognitivos e econômicos devido à baixa escolaridade dos indivíduos, à dificuldade de acesso a alguns recursos sugeridos, e também à locomoção dos participantes, pois, em sua maioria, eram idosos. Este último fator trouxe perguntas como a dificuldade da mudança de hábitos já estabelecidos em pessoas com idade mais avançada.

Estudo apontou eficácia do estilo de vida e dos remédios naturais para o controle do diabetes.

Os resultados da pesquisa revelaram que a disseminação do conhecimento sobre a adoção dos 8 remédios da natureza é uma boa estratégia para alcançar uma vida saudável, interferindo no desenvolvimento das complicações do DM 2. Os participantes do estudo mostraram que é possível adotar os 8 remédios no dia a dia e apontaram que as dificuldades estavam basicamente em fatores socioeconômicos e mudança de hábitos já estabelecidos. Vale ressaltar que o processo educativo e contínuo mostrou ser um fator indispensável para a mudança de comportamento em relação ao estilo de vida.

Entendendo o Diabetes – Existe uma variedade clínica de pelo menos 3 tipos de Diabetes Melitus (DM), são eles: DM 1, DM 2 e gestacional. O primeiro tipo caracteriza-se por ser congênito, e o indivíduo é insulino-dependente, já que, nesse caso, não há produção de insulina pelo pâncreas, tornando os níveis de glicose bastante elevados. No segundo tipo do diabetes, o indivíduo pode ou não fazer uso de insulina, já que as células pancreáticas a produzem, mas em quantidade insuficiente, podendo, com a progressão da doença, cessar a produção. Por fim, o diabetes gestacional é desenvolvido no período gravídico da mulher, mas, geralmente, há cura logo após o parto.

Todos esses tipos do diabetes trazem grandes implicações para os indivíduos que convivem com ele, por ser uma doença que traz limitações individuais, sociais e econômicas. Quando não controlada, gera complicações que atingem os principais sistemas, chamando atenção para o sistema cardiovascular, renal, neurológico. O desenvolvimento das complicações afeta diretamente a qualidade de vida.

Entretanto, o DM 2 tem atraído holofotes de pesquisadores e organizações de saúde por ser o tipo que é adquirido por fatores relacionados diretamente ao estilo de vida. O aparecimento, geralmente, ocorre na idade adulta, e o controle é feito com mudanças nos hábitos, além dos medicamentos, caso haja necessidade. Infelizmente, não existe cura para essa doença, mas através do controle e estratégias que promovem mudança no estilo de vida, o indivíduo pode alcançar qualidade nela. (Equipe ASN, Wiliane Passos)

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