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Universitários realizam venda de livros durante as férias e beneficiam várias famílias

Cerca de 130 jovens saem às ruas todos os dias para levar conhecimento e ao mesmo tempo adquirir recursos para pagar as mensalidades na faculdade

Colportores reunidos participando de palestras de motivação

São José dos Campos, SP… [ASN] Depois de um semestre letivo com longas horas de estudos e trabalhos acadêmicos, chega o período de férias para viajar, descansar e desfrutar de muita diversão com a família e os amigos. Mas, os estudantes universitários da região do Vale do Paraíba (Associação Paulista do Vale – APV) utilizam o momento das férias para realizar uma atividade diferente e especial.

Durante o mês de julho, estudantes de várias faculdades da Rede Adventista de Ensino, visitarão milhares de casas, empresas e comércios nas cidades de São José dos Campos, Atibaia, Nazaré Paulista, Suzano, entre outras. O objetivo é vender livros que contém informações de como ter uma melhor qualidade de vida, além de conteúdos espirituais que levam esperanças às famílias. Os estudantes também fazem orações em cada lugar que visitam e constroem verdadeiras amizades que duram pelo resto da vida. Os recursos financeiros adquiridos na venda dos livros, são utilizados para custear a faculdade e buscar uma formação profissional.

Antes mesmo de começar a maratona de visitas, os colportores, como são chamados os vendedores de livros adventistas, são especialmente instruídos para iniciar o trabalho. Entre os dias 23 e 27 de junho, um grupo de 130 estudantes participou de um curso promovido pelo setor de publicações da APV. Nesse período, os jovens estiveram envolvidos em palestras e cursos que ensinaram de forma teórica e prática a essência do trabalho da colportagem, preparando-os para o trabalho. Durante o curso, os estudantes participaram também de gincanas e atividades educativas que levaram alegria e descontração a todos.

O pastor Uendeo de Paula, diretor do setor de publicações para toda a região do Vale do Paraíba, defende a realização do curso como uma forma de integrar os jovens uns com os outros e motivá-los a iniciarem sua jornada nas férias com muito entusiasmo e determinação. “O curso tem a intenção de fazer com que o estudante se desligue um pouco da faculdade e se dedique à comunicar o evangelho a outros. É um momento de concentração espiritual, motivação para o trabalho e treinamento prático para que eles possam aprender o que é a colportagem como um todo”, afirma.

Surgimento da Colportagem

A colportagem surgiu no século 18 na Itália com um grupo de jovens que escreviam porções da Bíblia à mão e distribuíam pelas vilas e cidades com o objetivo de fazer com que o texto bíblico fosse conhecido e estudada por todos. Eles eram comerciantes e vendiam vários utensílios de casa em casa, como por exemplo, lençóis, panelas e utensílios para o lar.

A medida que esses jovens conseguiam contato com as pessoas, se além de comprar seus materiais, demonstrassem interesse pelas verdades bíblicas, os “colportores” entregavam-lhes os escritos e assim levavam a palavra de Deus a cada lugar. Os jovens colportores eram continuamente perseguidos e então, refugiavam-se na região montanhosa do norte da Itália. Nesse local eles tiveram centros de educação, onde se preparavam para o serviço missionário da colportagem.

A palavra “colportor” deriva do francês e significa “levar/trazer ao pescoço”. O termo se originou devido ao fato dos jovens levarem parte das escrituras sagradas dentro de uma bolsa que era amarrada ao pescoço e ficava por baixo da roupa. Assim, eles conseguiam esconder os escritos e apenas os mostravam para aqueles que realmente demonstravam curiosidade e não apresentassem perigo de os denunciar à corte romana.

Livros de saúde e esperança

Com o passar do tempo, os colportores não só evangelizam, mas, também oferecem livros que trazem informações de como cuidar melhor da saúde de cada família. Os livros oferecidos trazem informações na área da saúde física, mental, espiritual, familiar e até mesmo assuntos de suporte empresarial são comercializados por esses jovens que desejam fazer a diferença na sociedade.

A estudante universitária de publicidade e propaganda Vitória Lopes é colportora há um ano e já abriga no coração um sentimento de amor pela missão. “A colportagem é um sonho de Deus para mim, onde eu posso ter experiências incríveis com Ele ao meu lado. Através dela, consigo me desenvolver em várias áreas da minha vida, além de aprender importantes lições que servem de instrução até mesmo para a futura área profissional”, comenta.

Os jovens tem dois períodos para trabalhar nessa atividade, o momento das férias de julho e de dezembro. Durante o ano letivo eles recebem todo apoio e orientação da coordenação da colportagem por meio do Idec (Instituto de Desenvolvimento do Estudante Colportor).

O pastor Paulo Pinheiro, responsável pelo Idec dentro do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), campus Engenheiro Coelho. Em sua visão, a colportagem vem tomando grandes proporções ao longo dos anos dentro dos colégios e o Idec atua como um parceiro que auxilia o estudante nessa trajetória. “O nosso objetivo é treinar, capacitar e motivar os alunos para conhecerem melhor o setor da colportagem durante o semestre estudantil e então usem as suas férias para realizar esse processo de evangelização, e ainda conseguir recursos financeiros através da atividade”, defende Pinheiro.

Colportagem além das fronteiras

A colportagem está presente não somente no Brasil, mas, em todos os países da América do Sul. Em cada férias, cerca de 12 mil estudantes em todo o continente saem para vender livros. Hoje, a América do Sul representa uma média de 60% da colportagem no mundo, esse percentual vem crescendo a cada dia. Moças e rapazes de várias nacionalidades dedicam suas férias para evangelizar e aprender na prática como lutar pelos seus objetivos.

Para o diretor associado de publicações em toda a América do Sul, pastor Adilson Morais, a colportagem é uma segunda faculdade que prepara completamente o jovem para maiores desafios em sua vida futura. “O jovem universitário que está fazendo uma carreira acadêmica e também colporta, ele se gradua em duas áreas devido a experiência que adquire em sua trajetória como colportor em cada férias”, conclui.
Para maiores informações sobre como participar do projeto da Colportagem, entre em contato pelo e-mail: uendeo.paula@ucb.org.br ou pelo telefone (12) 4009-9166/9170. [Equipe ASN, Soane Andrade]

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