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Adventistas de SC reformam posto de saúde na Amazônia

Voluntários moradores da Grande Florianópolis ficaram 10 dias em missão atendendo comunidades ribeirinhas

Além da reforma da clínica médica, adventistas ainda fizeram feiras de saúde e momentos de evangelismo nos vilarejos

Por Daniel Gonçalves

A Amazônia é conhecida por ser o pulmão do mundo. E neste pulmão, somente no Estado do Amazonas, vivem cerca de quatro milhões de pessoas, a maioria delas residentes na região metropolitana da capital. Entretanto ao entrar nos quase sete mil quilômetros de rios, encontramos 37 mil pessoas vivendo em situação precária, especialmente sem cuidados médicos. Por isso, 25 voluntários adventistas de Santa Catarina estiveram na região durante 10 dias para ajudarem algumas comunidades ribeirinhas.

São cerca de 350 comunidades ribeirinhas que precisam de ajuda e a Igreja Adventista tem atuado a quase 100 anos na região. O grupo de voluntários de SC foi formado, em sua maioria, por servidores da sede administrativa da Igreja Adventista no centro sul de Santa Catarina (Associação Catarinense – AC) e esteve entre os dias 4 e 14 de dezembro ajudando sete comunidades. “Quando eu fiquei sabendo da situação daquelas pessoas, não tive dúvida de gastar minhas férias e meus recursos para o projeto”, explica Pedro Salibi, voluntário.

Intitulado Salva Vidas Amazônia, o projeto é supervisionado pela ADRA local e teve várias ações pelo grupo vindo de Santa Catarina. Primeiramente o grupo reformou um posto de saúde da Igreja Adventista na comunidade Rosa de Saron, localizada a 15 horas de barco de Manaus. A clínica atende cerca de sete outros vilarejos da região. Para Juliana de Souza Gonçalves, única enfermeira no posto, essa reforma significa muito: “A reforma do posto é a realização de um sonho. Esse posto foi construído por pessoas da própria comunidade e agora teremos melhores condições, como um chão cimentado”.

Adventistas levaram orientações médicas e carinho para o povo local

O grupo também realizou feiras de saúde em outras comunidades para adultos e crianças. De maneira improvisada, eles alertaram as pessoas sobre a prevenção e a conscientização dos oito remédios de Deus, de acordo com a realidade dos ribeirinhos. “Apesar de estar a uma hora de barco de Manaus, as pessoas desta comunidade se sentem abandonadas. Para eles, saber que um grupo veio de longe para ajuda-los é relevante. Além disso, eles não têm acesso a informação e por isso tudo que foi ensinado foi importante”, acrescenta Zilvani Araújo, agente comunitária de saúde na comunidade Costa do Aruanã. “Pude ouvir da irmã de um senhor que Deus que nos tinha levado até ali, pois descobrimos que o irmão dela apresentava um quadro grave de diabetes e só com nossa ida para lá é que ele havia percebido a gravidade”, complementa Arno Neto, voluntário.

O foco espiritual esteve em cada ação humanitária, e foi reforçado através de curtos evangelismo e estudos bíblicos. “Eu achei interessante que para todas as pessoas que eu ofereci estudo bíblico, elas aceitaram. A gente viu a carência de conhecerem a Bíblia e Jesus. Um povo que aceita fácil a palavra de Deus, mas que tem pouco acesso e tem dificuldades básicas, como por exemplo, uma leitura continua”, explica Telma Rodrigues Barroso, voluntária.

Francielle voltou transformada

Para cada voluntário o projeto teve um significa espiritual diferente. Para Paloma Matter, seus medos foram superados: “Eu tenho fobia de cobras e tinha lido sobre algumas pessoas que relataram o horror dos mosquitos. Mas tudo passou e lá na Amazônia Deus nos protegeu. Foram dias incríveis. Fazer a vontade de Deus traz felicidade plena”. Já para Carlos Reis, a realidade dos ribeirinhos foi uma lição de vida: “Aprendi que posso fazer muito mais do que acho que sou capaz. Aprendi que tenho uma vida de rei, com fartura, água encanada, alimentos e materiais de higiene”.

“Quando eu pensei em ir para a Amazônia, fiquei pensando no que poderia agregar para eles. Agora eu fico pensando em quanto eles me deram. Foi a melhor escolha da minha vida. Cada lugar que fomos essas pessoas pegaram um pedacinho de mim e eu peguei muito pedacinhos deles. A gente foi para servir, mas acabou voltando transformado. Existe uma Franciele antes e outra depois. O que nos moveu foi o amor”, conclui Francielle Mombach De Souza de Almeida, voluntária.

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