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Pediatra fala da sua experiência com refugiados em evento missionário internacional

O evento missionário em que a argentina participou se chama I Will Go e, anualmente, fortalece a visão missionária para jovens

Projeto em que argentina está envolvida conta com uma rede de apoio de vários voluntários que ajudam mais de 600 refugiados que fugiram para a Grécia. Foto: Rebbeca Ricarte

Libertador San Martin, Argentina … [ASN] Marianela Cartagena é argentina, formou-se em medicina, com especialização em pediatria, e, mesmo atuando na área que sempre sonhou, com estabilidade financeira e sucesso na carreira, sentia um vazio. “Eu me sentia constantemente incomodada por achar que faltava alguma coisa na minha vida, e não conseguia enxerga bem o que era”. A jovem médica ouvia falar sobre projetos missionários, mas só se sentiu realmente comovida a participar de uma iniciativa assim em junho de 2016, quando assistiu a um vídeo da associação Adventist Help (ajuda adventista), que trabalha com refugiados na Grécia. Ela é uma das participantes cuja história de vida resume o conceito do congresso internacional de jovens universitários conhecido como I will go, com forte ênfase na missão estrangeira. O evento se encerrou nesse domingo, 17, na Universidade Adventista del Plata, na Argentina, e reuniu mais de 1.300 participantes de vários países.

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Pouco menos de dois meses depois, Marianela já estava de malas prontas para atender aos refugiados que ficam na região de Oinofyta, ao norte de Atenas. “Lá atuei como clínica geral e como pediatra, dependendo da demanda de pacientes e da disponibilidade de outros médicos. Foi minha primeira experiência atuando com muçulmanos, e essa cultura me impactou bastante. As mulheres não têm voz. Nas consultas, nós perguntamos e os maridos que falam o que elas estão sentindo. Sem contar que elas só podem ser atendidas por médicas do sexo feminino, então entendi porque era importante eu estar lá”, conta.

O choque cultural não foi o único desafio para a pediatra. Para atuar no campo de refugiados, pedia-se que o médico soubesse falar inglês. Com um nível avançado no idioma, Marianela acreditava que não teria dificuldades, até que se deparou com a realidade: “na verdade, o inglês é necessário para que o tradutor te entenda e possa passar para os pacientes, e vice e versa, então, dependemos de uma pessoa nos interpretando todo o tempo”, relata.

Veja outras fotos do I Will Go:

Remédio para o corpo, a mente e o espírito

Três meses na Grécia mudaram a perspectiva da jovem médica em relação ao objetivo do seu trabalho como médica. Segundo Marianela, a missão te dá o desafio de enxergar sua profissão de forma mais ampla: “em um lugares como esse, as pessoas não te procuram apenas para que você as cure fisicamente. Com o tempo, elas ganham confiança em você e passam a te procurar para compartilhar aflições, medos, desafios. Você pode ajudá-las de diversas formas, e é aí que temos a oportunidade única de alcançar os seus corações através do amor de Jesus”.

De volta ao seu país, Marianela trouxe na mala uma nova versão dela mesma: uma médica cristã disposta à reconhecer as necessidades dos demais, indo aonde Deus mandar, sabendo que Ele sempre a protegerá: “quando cheguei à Grécia, fiquei preocupada por não saber como chegaria até o campo de refugiados, pois sabia apenas que teria que tomar um trem. Ao sair do aeroporto, percebi que minha rede telefônica da argentina estava funcionando lá em Atenas. Dessa forma, consegui contato e cheguei em segurança até o meu destino. Daí para frente, o meu telefone não funcionou mais. Só uma simples prova do que Deus me ensinou ao longo desses três meses: confiança. Se Ele chama, Ele cuida”. [Equipe ASN, Rebbeca Ricarte]

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