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Jovens Missionários vivenciam experiência transcultural no interior da Amazônia

Primeira Escola de Missões no sul do país prepara jovens para servirem como missionários em lugares afastados da civilização.

Curitiba… [ASN] Quem nunca sonhou em realizar uma viagem transcultural para um lugar distante, desconhecido, a fim de viver uma experiência única, diferente de tudo o que já presenciou na vida? Esse foi o desafio proposto para um grupo de jovens missionários recém-formados no projeto Send Me, primeira Escola de Missões no sul do país.

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Missionários elevam uma prece a Deus durante a longa jornada de 40 horas de navegação.

O ponto de partida? A cidade de Curitiba! O destino? Interior da Amazônia. Foi em um cenário deslumbrante, mas também desafiador que esses jovens resolveram participar de uma missão que mudaria para sempre as suas vidas, a finalidade desta viagem, salvar vidas.

“Quando surgiu a oportunidade de vir, eu nem pensei muito, só aceitei. Mesmo sem ter os recursos da viagem, eu tinha certeza que Deus iria providenciar tudo se fosse da vontade DEle”, relembra a estudante de administração, Caren Seixas.

O Paraná foi o primeiro estado no sul do país a receber um projeto como este, que visa formar missionários para atuarem como voluntários. A ideia é atender as comunidades mais afastadas da civilização, que necessitam de um cuidado especial, tanto físico, quanto espiritual.

De acordo com o líder do projeto Marcio Diniz, o Send Me é uma escola para missionários, cujo o propósito é preparar jovens durante um período e depois enviá-los a missões a fim de que eles coloquem em prática aquilo que aprenderam. “O objetivo da Escola de Missionários além de servir as comunidades é fundar novas igrejas e novos grupos através da prestação de serviços e trabalho voluntário”, explica Diniz.

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Criança indígena recepciona missionária durante a chegada dos voluntários em sua aldeia.

Em parceria com o Projeto Salva Vidas Amazônia, os alunos da Escola de Missões Send Me embarcaram em uma aventura desconhecida, porém, esta seria considerada uma das maiores experiências de suas vidas. Após percorrerem aproximadamente 4.500 km, navegarem por 40 horas seguidas, dormirem em redes e tomarem banho com a água do rio, o grupo pode sentir na pele a essência do que é ser um missionário.

“O que torna este momento ainda mais motivante é poder servir, conhecer pessoas e acima de tudo, testemunhar do amor de Deus para elas”, certifica o empresário e missionário, Josué Votroba.

No período de dez dias quatro comunidades ribeirinhas foram auxiliadas pelos missionários adventistas. Além das atividades evangelísticas, sociais e culturais, os moradores das aldeias receberam atendimento médico e odontológico. Também foram realizadas visitas missionárias em dez comunidades e nestas foi iniciado o contato com duas vilas ainda não assistidas, reatando vínculos com outras duas, consideradas fechadas para o trabalho missionário.

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Da varanda de casa, sob olhar atento criança observa os jovens missionários em cada movimento.

“A vontade de usar minha profissão, para ajudar outra pessoa é contagiante, a gente fica empolgado. O amor de Jesus também sempre é bom compartilhar com os outros, é uma forma de apresentar Jesus com a minha profissão”, ressalta o estudante de odontologia e missionário, Wille Annies.

“Isso aí foi um benefício que a gente pessoalmente não esperava, foi uma coisa que Deus antecipou. Eu como Cacique me sinto privilegiado por esse trabalho”, enfatiza o Cacique da Aldeia Samabaia, Renato Brito.

Para o morador da comunidade, Ednelson Alves, foi uma alegria receber o grupo de missionários em sua casa. “Nós recebemos com o maior carinho, com alegria, isso nunca aconteceu na nossa aldeia, é motivo de alegria nós recebermos eles aqui, em nosso meio, ajudando a construir nossas fossas, para melhoria e saúde das nossas crianças e nossa mesmo”, comenta Alves.

Katherine Maciel é médica e missionária voluntária na Escola de Missões Salva Vidas Amazônia em Manaus, em um determinado momento de sua vida, a jovem resolveu abrir mão de sua estabilidade financeira para doar seu tempo e seus talentos para se tornar uma missionária em tempo integral nas comunidades ribeirinhas.

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Quando o mais importante não é um teto, mas a atenção e o afeto.

“O maior benefício de ser um missionário é ver o rosto das pessoas, o sorriso delas na verdade. Porque aqui no amazonas eles têm uma carência muito grande de afeto. Deus nos dá muito mais do que dinheiro, ele nos preenche, é uma felicidade que só o missionário vai ter, só o missionário vai sentir, largar tudo para trabalhar pra Deus”, destaca Katherine.

Na ocasião o grupo aproveitou para conhecer a primeira Igreja Adventista do Sétimo Dia, inaugurada há mais de 50 anos na comunidade do Ariri. Durante a visita os missionários conheceram a Dona Vanderlina, membro da pequena igreja desde o seu surgimento, a moradora da aldeia se mostrou contente e bastante satisfeita com a presença do grupo em sua casa.

“Eu me senti feliz, porque antes, quando nós aceitamos a verdade era difícil a gente ter uma visita de um missionário, se não fosse o pastor, ninguém tinha visita. Eu me sinto muito feliz, eu chorei por dentro de alegria quando eles chegaram na minha casa para vir visitar a gente”, revela Vanderlina da Gama.

De acordo com Caren Seixas, quando existe o desejo de servir, Deus trabalha nos corações. “Ser um missionário é seguir o exemplo de Cristo, é se relacionar com as pessoas, servir as pessoas. Acho que quando a gente tem esse propósito, Deus nos enche de amor para gente fazer esse trabalho”, conclui a jovem missionária. [Equipe ASN, Luciene Bonfim/ Fotos: Felipe Triacca]

 

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