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Calebes constroem salas de aula em aldeia indígena no Pará

Kayapós agora terão acesso ao Ensino Médio por conta da construção das salas de aula

Calebes passaram 12 dias imersos em uma cultura completamente distinta

Brasília, DF… [ASN] Neste mês, uma turma de 31 Calebes de Formosa, em Goiás, e Planaltina, no Distrito Federal, foi até uma aldeia indígena em São Félix do Xingú, no Pará, cumprir a missão de pregar o evangelho a todo o mundo. Durante 12 dias, a equipe da Missão Calebe iniciou a construção de duas novas salas de aula na escola da aldeia para que os índios possam ter acesso ao ensino médio. Além disso, foram realizadas ações evangelísticas como visitas missionárias e momentos de louvor. “Nos reuníamos à noite para cantar músicas com eles e brincar com as crianças. Fizemos duas festas na aldeia com distribuição de lanches e brincadeiras”, conta Najara Nárley, participante da Missão.

Adultos e crianças ajudam na construção

Segundo a missionária, a escola da tribo Kayapó é a primeira da região que contará com ensino médio. Sua motivação para ir até o local de difícil acesso foi saber que esse é um projeto pioneiro na região. “Foi uma experiência única ver como Deus é capaz de alcançar lugares tão distantes e levar o evangelho através da missão. Estar em uma cultura diferente, com uma língua estranha  em frente a muitos desafios e, ainda assim, ver pessoas que nunca ouviram sobre Jesus se maravilharem com a Palavra e terem sede dela. Foi desafiador, mas ser instrumento nessa missão foi um privilégio”, afirma Najara.

Israel Santos, líder da equipe, percebeu a necessidade da aldeia em uma viagem a trabalho pela região realizada em 2016. Sendo assim, procurou estabelecer uma parceria entre a Igreja Adventista do Sétimo Dia e a Secretaria de Educação do município. “Deixei agendado que voltaria nas próximas férias de julho para realizar alguma obra que estivesse em falta na aldeia, e ficou acertado que seria a construção de duas salas de aula”, conta.

Porém, por muito pouco, o projeto não deu errado. Wilani Soares conta que foi convidada por Israel para participar, porém recusou. “Disse que não iria, pois não gostava de mato, de cobras, de rio, de mosquitos. Tempos depois, o Israel veio me visitar e perguntei como estava a missão. Foi quando ele me disse que todos haviam desistido e que iriam só ele, a mãe e o irmão. Naquele momento, senti o Espírito Santo de Deus me dizendo para abraçar a causa pois também era minha”, relembra Wilani que acabou fazendo parte da liderança da equipe.

Missionários apresentam Jesus para os índios da aldeia

Amizade entre povos

 A sensação era de estar fora do Brasil imersos em uma cultura completamente diferente. Kleber Castro, pastor de Planaltina Sul, conta que, inicialmente, os índios desconfiaram da movimentação de pessoas estranhas na aldeia. “Eles nos disseram que nunca aconteceu de um grupo grande passar algum tempo morando com eles, tomando banho no rio, se alimentando como eles. Por isso fizemos questão de chegar e falar com o cacique e explicar como funcionava o projeto. Eles tiveram dificuldade em entender o porquê estávamos fazendo aquilo sem receber nada em troca”, diz o pastor.

Cursos de culinária foram oferecidos

“O homem da balsa, que trazia os materiais de construção, disse que nunca antes havia visto os índios ajudarem os brancos a fazerem alguma coisa. E, no dia em que chegou a balsa, foi muito emocionante, pois vimos até crianças pequenas, cada uma pegando um tijolo e colocando na praia”, conta o pastor.

Israel conta que apesar da dificuldade em demonstrar sentimentos, os Calebes sentiram a receptividade dos índios. “O índio mais velho da aldeia disse – com seu português bem fraco – que sentirá saudade. Agora, as crianças não escondem sentimentos, abraçaram e demonstraram muito carinho”, se alegra.

O cuidado de Deus

Crianças foram as que mais demonstraram gratidão

 Alguns integrantes da equipe dormiram na escola, porém outros tiveram que se alocar em barracas ou descansar em redes ao relento. Castro admite que ficaram apreensivos, pois, em uma das noites, um índio matou uma onça que rondava a aldeia. “Quando retornamos, soubemos que houve surtos de malária e Deus nos protegeu desse mal também”, diz.

Realizar trabalho missionário em uma aldeia indígena era um sonho pessoal de Kleber e acabou se tornando um desejo que ele estendeu para os jovens de sua igreja através da Missão Calebe. “Eu sabia que essa experiência iria marcá-los. Eles trabalharam de forma árdua representando a Deus, buscando levar com muita seriedade o serviço de construção, visitação, trabalhos beneficentes aos índios através da doação de roupas e alimentos. Acredito que vamos ter jovens mais missionários, mais dedicados e desprendidos em ajudar”, afirma. [Equipe ASN, Pâmela Meireles]

 

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