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Advogada de Peruíbe realiza trabalho com crianças na China

No país, voluntária ensina inglês e auxilia alguns ministérios da Igreja, como o Clube de Desbravadores

Professora Yasmin Abou Jaoude e seus alunos.

Professora Yasmin Abou Jaoude e seus alunos

São Bernardo do Campo, SP… [ASN]  Shijiazhuang fica na província de Hebei, a 300 km de Pequim, na China. É lá que Yasmin Abou Jaoude, de 25 anos, está trabalhando na área de Educação. A advogada, natural da cidade de Peruíbe, litoral de São Paulo, sempre quis ser professora. Ela encontrou em um país distante a oportunidade de realizar o seu sonho e conhecer uma nova cultura.

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A jovem se considera cidadã do mundo, pois já mudou duas vezes de país e de cidade. “A oportunidade não surgiu, eu fui atrás. Sempre estive disposta a tentar uma experiência nova em outro país. Eu vi o anúncio da vaga na página do NUMCI (Núcleo de Missões e Crescimento de Igreja), entrei em contato direto com a escola e fui aprovada após participar do processo seletivo. É importante ressaltar que o NUMCI não está vinculado ao projeto. Eu vim sem suporte de nenhuma organização, foi tudo por conta própria”, afirma Yasmin.

Ela se mantém sozinha com o emprego e não precisou de reserva financeira para viajar. Os amigos também a apoiaram com doações, o que foi foi fundamental para ela se manter e se adaptar no primeiro mês.

Contribuição

O trabalho da advogada na China consiste em ensinar inglês para as crianças das escolas locais, com faixa etária entre 2 e 10 anos. “O maior desafio é ensinar o meu segundo idioma – o inglês – para alunos com um terceiro idioma, o chinês”, relata a nova professora.

Ela desenvolveu técnicas didáticas e pedagógicas para eles conseguirem fixar os conteúdos e, ao mesmo tempo, se divertirem nas aulas. Entre as diversas formas lúdicas que a jovem encontrou para ensinar estão a mímica e o uso de objetos.

Alunos de Yasmin em atividade escolar.

Grupo de estudantes durante atividades escolares

Em relação às programações religiosas, a realidade que Yasmin enfrenta é bem diferente do Brasil, pois a Igreja Adventista do Sétimo Dia não tem autorização para ser uma organização ou instituição. “Os chineses têm a programação normal durante o sábado, mas os estrangeiros não podem participar. Por restrições legais, podemos nos encontrar apenas numa sala separada, em horários separados dos cultos dos chineses. Infelizmente, não posso ter muito contato com os chineses na igreja”, esclarece. Ela atua um pouco com os Desbravadores e na Escola Sabatina em inglês das crianças.

Para a advogada, as maiores dificuldades de viver em um local tão distante é sair da zona de conforto, sem ter uma comunidade ou eventos para frequentar. Ela também afirma que a barreira de não saber o idioma dificulta tarefas simples, como pegar ônibus ou fazer compras no supermercado.

“É assustador conhecer pessoas que nunca ouviram falar de Deus ou de Jesus. Pessoas que não têm referência nenhuma do que é o Cristianismo. As maiores conquistas têm sido o privilégio de viver a realidade chinesa e imergir na cultura, além de atuar em uma área nova e aprender com os alunos que o amor supera qualquer barreira”, declara Yasmin. [Equipe ASN, Isadora Schmitt]

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