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Campori tem Banco que troca material reciclável por brindes

O objetivo é deixar o local limpo e ajudar as pessoas que trabalham na reciclagem de lixo. Para isso, uma parceria foi feita com a Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Ipatinga

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O Banco fica aberto durante todo o dia para receber os materiais

Ipatinga, MG…[ASN] Quem pensou que o calor de 30 graus em Ipatinga poderia desanimar os acampantes do VI Campori da União Sudeste Brasileira, se enganou. Agora, além das atividades rotineiras do evento, os jovens e adolescentes estão passando na área do acampamento e nas ruas para ajuntar os lixos recicláveis.

O motivo é o novo sistema econômico do evento, que leva o nome de Banco Global. Uma iniciativa que surgiu no Espírito Santo e deu tão certo que se estendeu para o Campori que engloba três dos quatro estados do sudeste brasileiro. “Esse Banco tem propósito educativo”, explica Erasmo Gazolli, um dos coordenadores do projeto. “A ideia é que os desbravadores tragam o lixo reciclável e troquem por ‘camporitos’ que é o nome do dinheiro que circula dentro do acampamento”, continua. Ao final, todos os que conseguirem acumular o dinheiro, poderão participar de um leilão e comprar brindes em troca.

Karoline Rodrigues, de 11 anos, já conseguiu 70 ‘camporitos’ apenas com palitos de picolé que encontrou no chão. Quando questionada sobre o que faria com o “dinheiro”, Karoline falou que ainda não havia decidido. “Quero esperar para decidir junto com a minha unidade”, disse.

Ao todo, o Banco Global já fez mais de 500 trocas, resultando em uma média de quase seis toneladas de material reciclável. Contudo, para deixar o lixo no Banco, é preciso passar por um procedimento. “A gente chegou aqui com bastante lixo, mas ele estava todo misturado. Aqui fomos orientadas a separar as garrafinhas dos palitos e saquinhos de picolé”, contou Valéria Silva Santana, que, junto com a sua unidade, separava os materiais. A amiga, Juliana dos Santos Guedes, que estava ao lado, continuou: “Eu acho que esse trabalho vale muito a pena porque a gente não está deixando apenas a nossa área de acampamento limpa, mas a rua, o parque e toda a redondeza”, conclui.

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Os ‘camporitos’ poderão ser trocados ao final do evento em um leilão

Dentro do Banco Global o trabalho é organizado e tem muita gente envolvida, cada um em uma função. O presidente, o tesoureiro, as pessoas que trabalham na pesagem dos materiais, os que lançam as entradas no sistema, os que organizam os recicláveis e fazem a contagem. “Depois que o Campori acabar, esse material será doado para a Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Ipatinga. Fizemos uma parceria e eles estão felizes com a nossa ajuda”, termina, Gazolli. [Equipe ASN, Jenny Vieira].

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