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Mãe de missionário morto relembra experiência do perdão

Ruth: sem culpas a Deus e forte convicção na providência divinaBrasília, DF … [ASN] A edição de junho desse ano da Revista Adventista em português trouxe como manchete o depoimento da jovem Melissa Otoni de Paiva, única sobrevivente de uma tragédia ocorrida no dia 21 de dezembro de 2003 na ilha de Palau, localizada na região da Micronésia, no Oceano Pacífico. Nessa data, seu pai, o pastor Ruimar de Paiva, a mãe Margareth Otoni de Paiva e o irmão Larisson, de apenas 11 anos, foram brutalmente assassinados dentro da casa onde moravam há 17 meses como missionários. Melissa ficou sob poder do assassino, mas acabou solta depois a cerca de cinco quilômetros de distância da sua residência. O relato original, publicado pela Record Magazine em março desse ano, foi traduzido ao português. Nessa quinta-feira, 19 de julho, Ruth de Paiva, 74 anos, mãe do pastor Ruimar, passou por Brasília e concedeu uma entrevista à equipe da Agência Adventista Sul-Americana (ASN) onde falou, também, sobre o assunto.

Ruth, também casada com pastor, é formada em psicologia, possui doutorado em educação e atualmente reside nos Estados Unidos. Ela ficou com a guarda de Melissa e relata que um dos maiores aprendizados com a tragédia foi sobre o perdão divino. Assim que chegou à ilha de Palau, à época do crime, a missionária brasileira – que morava no México naquele ano – insistiu em ver face a face o autor do assassinato. O encontro foi impressionante, pois a brasileira pediu ao bandido que entregasse sua vida a Deus e assim poderia receber o perdão. “Eu disse para ele: o seu nome é Justin, que vem da raiz de justiça. Somente Deus pode te fazer justo”, lembra Ruth. Para a missionária, um ato bárbaro como esse foi fruto de uma ação demoníaca e não foi motivado por um simples desejo de roubar alguns bens materiais.

Alguns dias depois, durante um funeral público com a presença de autoridades da ilha, Ruth deu outra demonstração de cristianismo prático. A comoção foi grande, pois o pastor Ruimar era considerado uma autoridade religiosa importante em Palau, tanto que a homenagem partiu do próprio governo local. Nessa ocasião, Ruth chamou à frente de todos a mãe de Justin Hirosi para lhe oferecer perdão e conforto pela grande dor e perda que as duas famílias atravessavam sob diferentes pontos de vista. Na sua avaliação, o perdão não deve ser encarado como algo que se concede por algum mérito de alguém. “O perdão é um ato voluntário que traz cura às pessoas”, explica. [Equipe ASN, Felipe Lemos]

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