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Especialistas discutem papel do professor de Teologia

Como adequar o papel do docente em Teologia na relação entre mundo acadêmico e congregação local? Essa é uma das discussões de comissão

Ordenação: momento em que o teólogo se torna efetivamente um pastor adventista. Desafios para formação são discutidos esse ano.

Ordenação: momento em que o teólogo se torna efetivamente um pastor adventista. Desafios para formação são discutidos esse ano.

Brasília, DF … [ASN] Um dos papeis mais importantes desempenhado nos seminários de Teologia adventistas é o do professor. Afinal de conta, é quem passa a maior parte do tempo em contato com os alunos e é diretamente responsável pelo tipo de formação que terão os futuros pastores. Especialistas sul-americanos gastaram dois dias para reavaliar o papel do professores das faculdades de Teologia da Igreja Adventista na América do Sul.

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O doutor Adolfo Suárez, reitor do Seminário Adventista Latinoamericano de Teologia (SALT), comenta que nessa reunião foram abordados três aspectos principais: critérios para a escolha do professor, aspectos importantes da formação do professor e elementos necessários para a manutenção do professor em seu ofício. “Com essa discussão, esperamos aprimorar o perfil do professor que formará os futuros pastores”, assinala. Hoje no SALT atuam em torno de 130 professores de Teologia lotados em nove faculdades localizadas no Brasil, Argentina, Peru, Chile e Bolívia. Docentes que produzem em torno de 100 trabalhos acadêmicos anualmente. Nesse ano, ingressaram, por matrícula, 2.030 alunos de Teologia nessas instituições. Em 2015, foram formados 391 teólogos.

A grande preocupação de Suárez e da Igreja em território sul-americano é com a aproximação entre as faculdades de Teologia e a realidade da congregação local no cumprimento da missão de evangelizar. Até agora, alguns números são bem expressivos em relação a essa conexão entre academia e igreja. A cada ano, estima-se que nas faculdades adventistas sul-americanas de Teologia 660 alunos participem de ações de evangelismo público, ou seja, séries de palestras e pregações voltados diretamente para a comunidade. Suárez informa, ainda, que, em 2015, essas séries de evangelismo público resultaram em 6.459 batismos.

Desafios

Mas há desafios. Por isso, a comissão de reavaliação discute aspectos em que é possível melhorar essa relação especialmente a partir do papel desempenhado pelo docente. A expectativa é de um professor de Teologia que seja próximo dos alunos e que cumpra com o papel de alguém que pratica o discipulado. “Além disso, espera-se que o professor utilize os conteúdos de suas aulas para desenvolver nos estudantes as competências esperadas em um pastor, entre as quais: espiritualidade, comunicação, liderança, ensino, etc. Neste sentido, as matérias não são um fim em si mesmas, mas um meio para desenvolver as competências na formação de um pastor para os tempos em que vivemos”, comenta o reitor do SALT.

Na percepção de Adolfo Suárez, é fundamental que o professor de Teologia esteja constantemente envolvido com as atividades da igreja local e vivencie a dinâmica eclesiástica.

Essa foi a terceira reunião de reavaliação da formação pastoral, uma das ênfases da Igreja Adventista em nível sul-americano para esse quinquênio. Suárez explica que há uma comissão técnica que refinará as propostas da Comissão de Avaliação da Formação Pastoral a fim de deixa-las prontas para sua aprovação final, ainda este ano. A próxima reunião ocorrerá nos dias 21 e 22 de setembro e o tema será sobre a estrutura do SALT. [Equipe ASN, Felipe Lemos]

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