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Adventistas prestam auxílio a refugiados sírios e iraquianos

Sírios e iraquianos receberão ajuda médica de projeto adventista, perto da cidade de Mosul, no Iraque

Mesmo diante de conflitos terríveis na região, adventistas intensificam atuação com refugiados sírios. Foto: Michael Von Hörsten

Brasília, Brasil… [ASN] O panorama deixado pela guerra na Síria e no Iraque é desolador. A ACNUR (Agência da ONU para refugiados) informou que o conflito no Iraque desalojou, nestes últimos dois anos, 3.3 milhões de pessoas, em várias regiões do país. O mesmo ocorre na Síria onde, de acordo com a organização, há mais de quatro milhões de refugiados sírios nos países vizinhos. Devido à crise humanitária, voluntários do projeto Adventist Help foram até o Iraque a fim de fazer um levantamento dos danos causados e avaliar o tipo de ajuda médica necessária na região. A ONU e a Organização Mundial de Saúde já deram aval para construção de uma unidade de emergência no Iraque. A preocupação é maior agora com refugiados que deverão fugir ainda mais, devido a um bombardeio recente dos Estados Unidos na Síria em retaliação a um ataque com armas químicas ocorridas nesse país e cuja autoria é atribuída à presidência síria.

Preencha o formulário para ser um voluntário no Iraque

Junto com a Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA), que já se encontra na região, está o grupo de voluntários da Adventist Help, especializada em prestar ajuda médica, com experiência no norte da Grécia, onde também presta serviços médicos. Para ser mais exatos, no campo de refugiados de Oinofyta.

Nas extremidades os voluntários da Adventist Help e no centro os responsáveis pelo Ministério da Saúde da região do Curdistão, no Iraque. “Nós nos reunimos com o Ministério da Saúde, no Iraque, e mantivemos diálogos com a equipe local quanto às necessidades ali, que são imensas. Há perspectivas muito interessantes que se abrem para o trabalho médico na região”, diz o doutor Michael von Hörsten, membro da equipe de pesquisa da Adventist Help que esteve no Iraque e que é voluntário do projeto.

A avaliação mostra que, aparentemente, a maior necessidade é a provisão de serviços médicos nos assentamentos informais de refugiados, dispersos pelas zonas rurais da região do Curdistão. As pessoas vivem na miséria absoluta, sem serviços médicos funcionais. O mais preocupante são as crianças que sofrem de problemas nutricionais, de infecções respiratórias, doenças de pele, entre outras. Além do mais, graves problemas de saúde mental.

Este é o caso do Mohammed, 11 anos, que em seus poucos anos de vida testemunhou as piores atrocidades que um ser humano pode cometer contra outro. A criança descreve cenas de horror enquanto conta sua experiência com um sorriso nervoso. Os psiquiatras locais estão preocupados com os efeitos de longo prazo que a guerra terá sobre os mais jovens.

Ajuda adventista

Depois do reconhecimento da área, a Adventist Help interveio no acampamento de Khazer, localizado a 30 km a leste de Mosul (Iraque), somando-se à ajuda da ADRA, no Iraque, onde as necessidades são muitas. Em especial, os representantes do projeto de saúde anunciaram a necessidade urgente de pediatras, visto que há uma grande quantidade de menores de idade nos acampamentos. Para o doutor Hörsten, a Adventist Help focará nos cuidados emergenciais (Emergency Care).

O projeto da Adventist Help lançou um apelo a médicos, enfermeiros, paramédicos, técnicos de laboratório, profissionais de saúde mental, dentistas e profissionais de outros setores, todos voluntários, para se unirem à ADRA nessa causa humanitária, no Iraque. O requisito é ter boa disposição e falar inglês para poder se comunicar com a equipe e os pacientes.

Os interessados em prestar serviço voluntário nessa região, em favor dos desalojados de guerra, poderão enviar e-mail com seus dados e currículo para: adventisthelpvolunteers@gmail.com

Quanto à segurança nessa região, Hörsten avalia que é segura, porém, a recomendação é estar em grupos.

Números

De acordo com a ACNUR, no fim de 2015, pouco mais de 50% dos refugiados do mundo eram menores de idade. O número total de menores desacompanhados ou separados que solicitaram asilo, no mundo, praticamente triplicou, passando de 34.300, em 2014, para 98.400, em 2015.

A organização também acrescenta que se calcula que no fim de 2015, o número global de refugiados, sob o mandato da ACNUR, era de 16.1 milhões. Este é o número mais elevado dos últimos decênios e, aproximadamente, 1.7 milhões, a mais que o total registrado 12 meses antes.

É importante informar que na América do Sul a Igreja Adventista está prestando ajuda aos refugiados em países como a Argentina e Brasil. [Equipe ASN, Cárolyn Azo]

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