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Leite materno favorece a inteligência das crianças

Os ômegas 3 e 6 contidos no leite complementam o desenvolvimento neurológico da criança

 

A OMS recomenda o aleitamento materno como modo exclusivo de alimentação durante os seis primeiros meses de vida e até os dois anos com alimentos complementares

A OMS recomenda o aleitamento materno  exclusivo até os seis meses de vida e a continuação da amamentação pelo menos até os dois anos de idade com a complementação de alimentos

Brasília, Brasil…[ASN] Entre os dia um e sete de agosto, em 170 países, celebra-se a Semana Mundial de Aleitamento Materno, que tem o propósito de fomentar o aleitamento natural e promover a saúde dos bebês no mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno como modo exclusivo de alimentação durante os seis primeiros meses de vida e até os dois anos com alimentos complementares.

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Para o Dr. Wilfredo Ingar, chefe do serviço de Neonatologia do Hospital Nacional San Bartolomé, do Peru, “o leite materno é um elemento essencial da natureza fabricado pelo próprio corpo da mãe. Além disso, é uma vacina para os bebês com todos os nutrientes que eles necessitam para se desenvolver adequadamente como seres humanos”, informa.

Ingar explica ainda que o leite materno favorece a união da mãe com o filho. A criança cresce mais segura se é amamentada adequadamente. Estatisticamente tem sido demonstrado que uma criança amamentada de 4 a 6 meses, com aleitamento materno exclusivo, tem um coeficiente intelectual seis pontos superior em comparação aos bebês que tiveram amamentação artificial ou mista.

Com amamentação até os dois anos de idade, os ômegas 3 e 6 que o leite materno possui, insubstituíveis na natureza, completam o desenvolvimento neurológico da criança. A amamentação materna ajuda no desenvolvimento psicológico, previne muitas doenças na primeira fase da vida e também na idade adulta, diz o cirurgião Roger Torres, funcionário do sistema nacional de saúde do Peru.

O aleitamento materno promove todas as necessidades de nutrientes, vitaminas, minerais e fortalece o sistema imunológico até o sexto mês, lembra Mario Tavera, especialista em saúde do Fundo das Nações Unidos para a Infância (Unicef). Em consequência, nos meses seguintes a criança deve iniciar uma alimentação complementar à amamentação materna que deve ir até os dois anos, acrescenta.

Na América do Sul, Tavera indica que nos últimos anos, especialmente nas áreas rurais, há uma queda na amamentação materna, especialmente nas áreas rurais. “Mesmo assim, a América Latina mantém altos níveis de amamentação materna exclusiva. No Peru, na Bolívia, no Equador e na Guatemala, por exemplo, cerca de 65% de crianças com menos de seis meses desfrutam da amamentação materna exclusiva”, informa.

Propriedades do leite materno

O leite materno contém células vivas que têm macrófagos. Os macrófagos são células brancas, leucócitos, que se encarregam de digerir as bactérias. Também possui um tipo de ferro com altíssima capacidade de absorção, o que evita a anemia nos bebês em seus primeiros meses de vida.

O leite de vaca tem mais ferro, mas tem apenas 20% de absorção. As crianças que tomam esse tipo de leite tendem a desenvolver anemia.

Benefícios para a mãe

“Uma mãe que amamenta reduz a possibilidade de ter câncer de mama,” diz Ingar. Amamentar também ajuda a mãe a controlar seu peso, e funciona como um contraceptivo. A OMS inclusive assinala que amamentar reduz o risco de câncer de ovário no futuro.

A recomendação, segundo o médico Torres, é que o bebê deve tomar o leite materno na primeira hora de nascido, porque isso vai determinar o desenvolvimento futuro da criança. O colostro, secretado pela mãe nos primeiros dias da amamentação, possui muitas proteínas, especialmente imunoglobulinas, que entregam ao recém-nascido uma dose importante de defesas contra infecções virais e bacterianas. Além disso, o colostro contém betacaroteno, precursor da vitamina A – substância que desempenha um papel importante no desenvolvimento da retina da criança e na proteção contra infecções.

Estilo de vida

A recomendação para as gestantes é acrescentar uma refeição por dia, fazer o acompanhamento pré-natal, eliminar doenças, como infecção urinária, diabetes e toxemia. Além disso, comer alimentos ricos em proteínas, ferro, minerais, vitaminas e cálcio. Recomenda-se estar bem nutrida antes e durante a gravidez, explicam Torres e Tavera. [Equipe ASN, Cároyn Azo]

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