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Vendedores de churros dedicam tempo e recurso em igreja a 120 km de casa

Nilton e Rosane moram em Caxias do Sul e viajam todo fim de semana para Taquari, a fim de ajudar no reavivamento da igreja local.

Há 33 anos o casal faz dos churros o seu meio de sobrevivência.

 

Taquari, RS…[ASN] Nilton e Rosane moradores de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, trabalham há 33 anos vendendo churros na cidade. Depois das semanas intensas de trabalho, compreensível seria se eles passassem os fins de semana mais tranquilamente para repor as energias. Entretanto, não é bem isso que acontece. Logo no pôr do sol de sexta-feira, ou antes do sol nascer no sábado, o casal já se arruma e viaja 120 km até a cidade de Taquari.

Nilton é natural de Taquari. Em visitas de família, ele notou que a igreja local estava fraca espiritualmente e o número de fiéis diminuía cada vez mais. “A gente percebeu a necessidade da igreja em termos de liderança, e começamos a nos envolver e oferecer apoio. A igreja tinha de 4 a 6 pessoas, sendo que no passado já chegou a ter 78 membros. Percebemos muitas pessoas inativas e começamos a visitá-las e a fazer um grupo de estudos”, relembra o comerciante que no começo apenas frequentava o local, mas que depois assumiu funções junto à sua esposa.

Com o dinheiro dos churros, além de sustentar a família, o casal investe na pequena igreja. Rosane sofria de depressão profunda e gastava um determinado valor mensalmente com remédios. A vendedora fez um pacto com Deus para que não precisasse usar esses medicamentos que tanto faziam mal ao seu organismo. Após começar o trabalho em Taquari, as mudanças surgiram. “Quando a gente começou a ir, eu notava que eu me esquecia de tomar os remédios e ficava bem. E eu fiz um pacto com Deus, se ele me ajudasse a melhorar eu ia fazer um investimento em retornar esse dinheiro para a igreja. Deus ouviu minha oração”, conta Rosane que hoje aplica exatamente o recurso antes usado com medicamentos, agora na necessidade da igreja.

Devido à distância, o casal alugou uma casa em Taquari para que pudesse permanecer durante o fim de semana. O imóvel não possui muitas coisas, e o descanso acontece em um colchão no chão. Vários são os sacrifícios físicos e financeiros para estarem presentes na igreja. Entretanto, mesmo deixando o conforto do lar em Caxias do Sul, Nilton e Rosane se sentem realizados cumprindo a missão. “Nós gastamos um valor fixo todo mês para irmos a Taquari, mas não pensamos nisso. Agora a igreja tem 35 membros e temos grupo de estudos. Vamos começar dois Pequenos Grupos em breve. No mês de setembro íamos começar um Pequeno Grupo na nossa casa alugada, mas ela é muito pequena. Nós visitamos os nossos vizinhos para convidá-los a participar e eles ofereceram a garagem da casa deles que é maior para fazer o Pequeno Grupo. Nós temos que mostrar uma igreja diferente da visão que eles têm, aquela igreja que está junto com eles”, declara Nilton.

A história deles foi compartilhada durante o encontro de planejamento de 2018 da União Sul Brasileira (USB), na última segunda-feira (28).

O desejo dos comerciantes é comprar uma casa em Taquari e se mudar definitivamente para a cidade. Porém, enquanto juntam dinheiro, permanecem nesse sistema de trabalho voluntário. “Estamos felizes. Pensamos na motivação da igreja, na alegria dos irmãos. Temos um grupo grande dando estudos bíblicos. Oito pessoas estão estudando e seis já estão preparadas para o Batismo da Primavera”, comemora Nilton. [Equipe ASN, Jéssica Guidolin]

Assista ao testemunho em vídeo:

 

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