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Jovem dedica três anos de sua vida para a missão e agora vai para a África

É o terceiro ano consecutivo que Ana Cláudia participa do projeto Um Ano em Missão

Ana Cláudia diz que o apoio dos pais foi fundamental para tomar a decisão de ir para a missão [Fotos: André Azevedo]

Brasília, DF… [ASN] Ana Cláudia Rodrigues trabalhava e cursava administração quando decidiu trancar a faculdade para dedicar um ano de sua vida a Deus como missionária. A jovem de 22 anos saiu de Planaltina, DF, para integrar a equipe do Um Ano em Missão que esteve em Eldorado, MS, no ano de 2015.

Porém Ana Cláudia pensou que morar apenas um ano na cidade não seria suficiente para ajudar a igreja a se fortalecer naquela região, por isso decidiu passar mais um ano como missionária. “Recebi o convite para voltar como líder da missão em 2016. O que me fez voltar foi o contato com as pessoas. Eu realmente entendi o que é igreja. Igreja não é um lugar para onde você vai. A igreja sou eu. E o que tem na igreja é para servir as pessoas”, diz.

A experiência foi tão marcante para a jovem que ela não quis parar por aí. Agora ela embarcará para o continente africano para continuar sua missão durante sete meses em São Tomé e Príncipe. “Antes de ir para a missão eu não entendia a função da igreja. Achava que era muito sobre o que a igreja pode me oferecer. E não o que eu posso oferecer para o mundo”, confessa.

Ana Cláudia nasceu em um lar adventista e sempre esteve envolvida com o Clube de Aventureiros, Desbravadores e Missão Calebe, mas a jovem assegura que a influência e o apoio de seus pais foram essenciais para que escolhesse trilhar esse caminho. “O cristianismo deles fez eu sentir que estaria segura na missão, que essa igreja iria me apoiar, me guardar e me proteger. Então eu não tive medo”, afirma.

Comunhão, Relacionamento, Missão e Novas Gerações são as quatro ênfases da Igreja

A jovem ainda não tem planos para quando retornar da África, sua única certeza é a de seguir sendo missionária em qualquer área da vida. “Eu posso fazer várias coisas, posso voltar para a minha faculdade, posso voltar para a missão. Mas hoje eu entendo que a minha vida é para servir pessoas e para concluir a missão de Cristo na terra. Eu posso fazer um curso de inglês, posso fazer outra faculdade, mas tudo isso em função do que posso oferecer para as pessoas, não mais do que vou receber. Porque o que recebo é só uma consequência desse amor que a gente dá. Hoje eu vejo que estar na terra é cumprir uma missão. Então o período que eu tenho que estar aqui tem que ser para salvar pessoas”, conclui.

Jovens e adolescentes foram ouvidos através de uma pesquisa e durante a programação

A história de Ana Cláudia foi apresentada no Concílio Integrado que envolve as sedes administrativas da Igreja Adventista do Sétimo Dia no Centro-Oeste e Planalto Central. O evento foi realizado no Centro Adventista de Treinamento e Recreação (Catre) neste fim de semana, de 23 a 25 de junho. Discipulado de pais para filhos e como envolver os jovens na missão, foram alguns dos temas abordados. Raquel Braga tem 19 anos e faz parte da direção Jovem da Igreja da Cidade Ocidental. A garota diz que relatos como o de Ana Cláudia podem inspirar outros jovens a fazer o mesmo. “A parte missionária é muito importante, não só em outros lugares, mas ali mesmo em nosso distrito, no nosso local de convívio tem pessoas que precisam”, alerta a jovem que um dia também precisou ouvir falar sobre as verdades bíblicas. Raquel se batizou há poucos meses. Ela frequentava outra denominação e conheceu a Igreja através da TV Novo Tempo. A jovem salienta que o carinho recebido ao visitar e começar a frequentar uma Igreja Adventista foi fundamental. “Cada pessoa tem um tipo de pensamento, influência, mas eles acabam atraindo a gente para permanecer perto. Achei isso bacana”, diz.

Cerca de 250 pessoas, de seis igrejas diferentes, participaram da programação que tratou a visão bíblica de “Ser Igreja é Ser Amigo” dentro de Comunhão, Relacionamento, Missão e Novas Gerações. “Nós temos continuamente perdido nosso número de jovens, então essa é uma causa de sobrevivência. Talvez seja a nossa maior causa nesse momento. Então nós queremos que a igreja seja verdadeira amiga de Deus, que ela viva em pequenas comunidades de amor, esteja pessoalmente trabalhando na salvação de outro amigo, mas que nossos filhos estejam conosco nesse processo”, explica o pastor Alijofran Brandão, presidente da Igreja no Centro-Oeste. [Equipe ASN, Pâmela Meireles]

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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