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Ex-servidora influencia decisão de detentas pelo batismo

No interior do Maranhão, voluntárias têm ajudado mulheres de penitenciária feminina a conhecer a Bíblia

Voluntárias comemoram decisão de pessoas com as quais estudaram

Davinópolis, MA… [ASN] Antônia Maria Cavalcante, mais conhecida como “Jordana”, reside na cidade de Davinópolis, no Maranhão que tem cerca de 12 mil habitantes. Ela frequenta assiduamente a ala feminina da unidade prisional de ressocialização da cidade, mesmo após ter encerrado seu vínculo trabalhista, que durou quatro anos. É que a voluntária de 53 anos dedica parte do seu tempo a prestar auxílio emocional e espiritual às 19 mulheres reclusas na casa de detenção. A amizade ali firmada, aliada ao estudo da Bíblia, resultou no batismo de quatro pessoas no dia 7 de abril.

Jordana dedica tempo e talentos semanalmente para ajudar as detentas em Davinópolis

“Às vezes eu chego aqui às 14h e só saio às 19h”, confidencia Jordana. “Essas meninas não são qualquer mulher, não. Eu amo essas meninas com meu coração. Eu faço tudo por elas! O Espírito Santo me usa porque eu nem sei ler direito. Só agradeço a Deus e à diretora, que me dá passe livre aqui”, diz emocionada.

A programação foi dirigida pelo pastor local, Márcio Paixão, com o apoio de membros da Igreja Adventista da cidade, especialmente das mulheres que têm feito o trabalho evangelístico.

Cleonice de Sousa Ferreira, diretora da unidade prisional, destacou a importância do trabalho realizada pelas voluntárias. “Elas chegam aqui feridas e quebradas, mas com a Palavra de Deus e o apoio da Igreja Adventista, elas estão sendo restauradas e creio que hoje são novas pessoas”, avalia.

Mudança de vida

“Eu admiro, mas adventista eu não vou ser”, relembra Cícera Célia, que decidiu ser batizada por livre e espontânea vontade quando estava na 12ª lição do estudo bíblico. Ela relata que na noite que antecedeu o batismo, orou na madrugada e sentiu a forte presença do Espírito Santo, o que confirmou mais ainda sua escolha. “Hoje é um dia muito especial, é um recomeço. Agradeço às pessoas que se dispuseram a estudar a Bíblia conosco. Pra mim foi algo totalmente diferente e agora tenho certeza que essa foi a melhor decisão”, acredita.

Após estudos bíblicos, quatro das 19 detentas foram batizadas

No limiar de ficar em liberdade, Mauriane Sousa de Jesus foi batizada e externou o que sentiu após a decisão. “Estou muito feliz. Pra mim foi uma experiência única e eu espero daqui pra frente seguir firme e forte nos pés do Senhor”, sublinha.

Por trás das grades, Raquel Melo assistiu ao batismo das colegas. “Achei bonito e maravilhoso ver pessoas que estão presas, mas espiritualmente estão livres. A Célia se batizando, a Mel, os louvores que foram entoados… é um processo. Hoje foram quatro, quem sabe amanhã podem ser dez?”, opina.

Márcia Paixão, líder do Ministério da Mulher nessa região, comenta que o trabalho voluntário é feito com amor. “Elas estão cumprindo a missão que Jesus nos deixou. Muitas mulheres precisam ser acolhidas, pois estão fragilizadas emocionalmente. Com as irmãs dando assistência, o resultado é vidas transformadas e isso deixa nosso coração feliz”, afirma.

O trabalho evangelístico naquela unidade prisional continuará aos sábados, com o apoio do Ministério da Mulher das congregações de Davinópolis. [Equipe ASN, Simone Joe]

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