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Nove detentos se casam por influência de estudos bíblicos com adventistas em Itajaí

Ministério Salvação na Prisão estuda a Bíblia com 150 detentos do Complexo Penitenciário de Canhanduba, em Itajaí

Os nove detentos estão buscando seguir as orientações bíblicas, por isso oficializaram seus casamentos

Itajaí, SC… [ASN] O trabalho missionário de quatro adventistas está fazendo a diferença no Complexo Penitenciário de Canhanduba, em Itajaí (SC). A influência dos estudos bíblicos e dos aconselhamentos já levou muitas pessoas ao batismo e a mudanças de comportamento. A valorização da família é também algo apresentado por esses voluntários, e como resultado disso,  nove detentos oficializaram seus casamentos perante a lei, na última terça-feira (11).

O ministério chamado Salvação na Prisão funciona há 4 anos e meio, e atualmente realiza um trabalho todos os sábados com 150 detentos, estudando a Bíblia com eles. Nove desses presidiários decidiram se confirmar a união com suas companheiras, e por isso a própria administração da penitenciária organizou a cerimônia. “A primeira situação que a gente vê em um evento desse é a aproximação das pessoas com Deus. Os cursos bíblicos da Igreja Adventista favoreceram para que os presos queiram legalizar a situação deles perante o direito civil e também perante Deus”, explica a doutora Cristina Baldicero da Motta, da promotora de Justiça da 1º Vara Criminal da Comarca de Itajaí.

Representando a igreja, estiveram presentes os participantes do ministério Salvação na Prisão e o pastor João Nicolau Gonçalves, líder do Ministério da Família da Associação Catarinense. “É extremamente relevante o trabalho desses irmãos aqui neste complexo penitenciário. A própria expressão evangelismo vai além do que pensamos. Ela também inclui se preocupar com as famílias. Isso mostra a proximidade da igreja com aquelas pessoas que precisam de apoio, como esses detentos e suas famílias”, comenta o pastor João Nicolau.

Os detentos reconhecem a influência positiva do trabalho missionário dos adventistas a cada sábado. “Quando eu olho para o alto e pergunto: ‘De onde virá o meu socorro? Eu sei que o meu socorro vem do senhor Deus que fez o Céu, a Terra e o mar. Essa cerimônia foi permissão dEle, eu creio dentro do meu coração. Foi uma prova do amor que eu sinto por Jesus Cristo em primeiro lugar e pela família que Ele me deu”, conta o detento Francisco Lopes de Albuquerque Filho.

Para a direção da penitenciária, os cultos semanais feitos pelo ministério adventista estão transformando o comportamento dos detentos: “É um trabalho muito importante realizado por essa equipe, porque a partir dos encontros religiosos é que começa a aflorar essa vontade de buscar a família, de concretizar o casamento. Consequentemente é um trabalho que reflete lá fora, na sociedade. Eu tenho certeza que eles irão sair daqui pessoas melhores do que quando entraram”, acrescenta Luciani Szemansqui, gerente de saúde, ensino e promoção social do complexo de Canhanduba.

Todos os detentos que se casaram  estão estudando a Bíblia, e a expectativa é que em setembro aconteça uma grande cerimônia batismal da Igreja Adventista dentro da penitenciária. “A importância de uma cerimônia dessa é que Deus está operando. Deus está alcançando pessoas aqui dentro. Essas pessoas estão aprendendo a verdade e os caminhos que devem andar. Isso é sinal que a palavra de Deus não volta vazia. Essa porta que Deus abriu está sendo abençoada”, conclui Paulo Roberto dos Santos, coordenador do ministério Salvação na Prisão. [Equipe ASN – Daniel Gonçalves]

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