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Olimpíadas Quebrando o Silêncio combate o uso de drogas

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Preparação para a abertura das Olimpíadas Quebrando o Silêncio (Reprodução: Henrique Rodrigues)

Manaus, AM…[ASN] Os jogos olímpicos Rio-2016 estão sendo realizados neste mês de agosto, além de ser um dos assuntos mais falados do momento. No dicionário, podemos encontrar uma definição para Olimpíadas como competição, que pode ser física, de raciocínio ou com diferentes habilidades. Esse é o principal foco do evento.  Porém, em Manaus (AM), aconteceu uma diferente edição das olimpíadas, na qual não existe competição, pois todos vencem no final. As Olimpíadas do Quebrando o Silêncio fazem parte do projeto da Igreja Adventista do Sétimo Dia para oito países da América do Sul que se desenvolve durante todo o ano, mas que tem sua ênfase no mês de agosto. O Quebrando o Silêncio é um projeto educativo e de prevenção contra o abuso e a violência doméstica e, em 2016, trouxe o combate ao uso de drogas com a problemática a ser enfrentada.

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Convidados no fórum de perguntas das olimpíadas. Marli Peyerl, coordenadora do Quebrando o Silêncio na América do Sul, Analu Zahn, coordenadora do Quebrando o Silêncio na região noroeste do Brasil, pastor Ormeu Lima, líder de jovens da AAmaR, Paulo Roberto Sousa, evangelista da AAmaR e ex dependente químico. (Da esquerda para a direita, respectivamente) (Reprodução: Henrique Rodrigues)

A primeira edição das Olimpíadas Quebrando o Silêncio foi realizada no ultimo final de semana, sábado (13) e domingo (14), em Manaus (AM). Com o tema “Mudança de rumo, não à dependência química”, o evento reuniu mais de mil pessoas na Vila Olímpica da capital Amazonense. Na abertura das olimpíadas, os participantes conheceram histórias de superação de ex-dependentes químicos e presenciaram o lançamento desses testemunhos em um livro. Houve também um fórum de perguntas com a presença de convidados especiais, como a coordenadora Sul Americana do projeto Quebrando o Silêncio, Marli Peyerl; a secretária de justiça, direitos humanos e cidadania do Amazonas, Graça Prola; a coordenadora do Quebrando o Silencio para a região noroeste do país, Analu Zahn; entre outros convidados. Eles responderam perguntas sobre o projeto Quebrando o Silêncio, combate às drogas, apoio familiar, entre outros assuntos.

Para a secretária de justiça, direitos humanos e cidadania do Amazonas, Graça Prola, a estratégia do projeto Quebrando o Silêncio de trabalhar em dois eixos, a prevenção e o auxílio do tratamento das pessoas usuárias de drogas, é muito eficaz e de muita contribuição para a sociedade. “A Igreja Adventista do Sétimo Dia trabalha tanto a espiritualidade, como um dos instrumentos de tratamento, quanto uma metodologia que garanta ao usuário de drogas um processo efetivo de recuperação”, acrescenta.

Ação Social

Antes da abertura das olimpiadas, a coordenação do evento e as convidadas, realizaram uma visita especial para os adolescentes que cumprem medidas socioeducativas no Centro Socioeducativo Senador Raimundo Parente. Segundo a pesquisa “Panorama Nacional, a Execução das Medidas Socioeducativas de Internação”, realizada, em 2012, pelo Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (DMF) e pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ), a região norte, que abrange a noroeste também, é a que tem a menor porcentagem dentre as outras. Entretanto, dentre os adolescentes que cumprem medidas socioeducativas de restrição de liberdade, 66,7% são usuários de drogas, o que é preocupante.

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Visita ao centro socioeducativo antes da abertura das olimpíadas

Os meninos e meninas tiveram a oportunidade de ouvir o testemunho do ex-dependente químico Paulo Roberto Sousa. Roberto atualmente é um forte evangelista da Igreja Adventista do Sétimo Dia, mas passou sua infância e adolescência mergulhado no mundo das drogas e da criminalidade. Para ele, a maior motivação para deixar o vício foi sua família e que hoje, em seu trabalho evangelístico, algumas pessoas que vivenciaram a dependência química junto com ele estão ao seu lado no trabalho missionário. “A sociedade tem medo e preconceito daquelas pessoas que estão naquela situação, mas muitas das vezes eles estão sedentos por uma palavra de conforto e uma mão que os ajude a sair de lá. Precisamos amar mais e quebrar as barreiras que nos impedem de salvar as pessoas que estão no mundo das drogas”, afirma.

Os adolescentes também receberam palavras de apoio das coordenadoras do Quebrando o Silêncio, da América do Sul e da região noroeste, Marli Peyerl e Analu Zahn, respectivamente. Motivando-os a seguirem um caminho longe das drogas e da criminalidade.

O evento

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Preparação para a largada da corrida das Olimpíadas Quebrando o Silêncio no domingo

Além das ações sociais, fórum de perguntas e testemunhos de mudança de vida, a abertura das Olimpíadas Quebrando o Silêncio foi marcada pela apresentação dos participantes e suas delegações, formadas pelos distritos de Igrejas Adventistas do Sétimo Dia de Manaus. Representando os países olímpicos, os participantes vivenciaram modalidades diferentes. Incentivados a participarem da ginástica de sorrisos ou do abraço sem obstáculos, o primeiro dia de evento foi cheio de alegria e testemunho.

No segundo dia das olimpíadas, a ênfase foi para as atividades físicas. Diversas modalidades foram disponibilizadas para os participantes. Contudo, a atividade mais procurada foi a corrida que já tem uma certa tradição entre os participantes. Enquanto uns corriam, outros caminhavam, porém todos estavam unidos em um só propósito: afastar os vícios que corrompem a saúde. Ao final das Olimpíadas Quebrando o Silêncio, o pódio estava cheio de medalhistas. Todos vencedores de uma vida livre das drogas. [Equipe ASN, Fabrício Gomes]

 

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