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Jovem vende doces para ir ao Campori

Com pouco dinheiro e muita disposição, Rityelle lavou louças, vendeu cocadas e foi homenageado

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Rityelle, 15, usou a criatividade e a dedicação para estar no Campori. A recompensa veio em forma de troféu.

Juiz de Fora, MG … [ASN] Entre os dias 27 e 31 de julho, 16.000 jovens do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, se reuniram para o VI Campori de Desbravadores da União Sudeste Brasileira, em Ipatinga, Minas Gerais. Entre a expectativa e ansiedade pelo evento, que aconteceu pela última vez há 8 anos, vem a preocupação com os meios para chegar lá. Por conta dos custos transporte, inscrição, alimentação e outros itens, alguns membros do clube de Desbravadores têm dificuldades em atingir o objetivo.

Mas se a vontade de estar lá é grande, é proporcional ao esforço. É o que nos conta a história de Rittyelle Pinheiro, de 15 anos. Depois de conhecer a Igreja Adventista e o clube de Desbravadores por meio de uma amiga, ele passou a frequentar os cultos e às reuniões regularmente. Nesse período, fez o curso bíblico e se decidiu pelo batismo. A cerimônia, aliás, aconteceu em outro Campori, desta vez, realizado pela Associação Mineira Sul, em 2015.

Rittyelle é batizado no X Campori Sempre Fiel, realizado pela Associação Mineira Sul, em 2015 Foto: Anne Seixas

Rittyelle é batizado no X Campori Sempre Fiel, realizado pela Associação Mineira Sul, em 2015 Foto: Anne Seixas

Quando o menino recém-batizado iniciou o ano letivo de 2016 em uma nova escola e contou aos novos colegas de classe sobre suas crenças religiosas, sofreu bullying e foi recriminado pelos outros alunos. Mas não desanimou. Encontrou apoio na nova família da igreja e continuou firme, apesar de se sentir triste com o ocorrido.

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O Clube de Desbravadores Águias da Serra, que é o que Rittyelle frequenta, começou a se mobilizar para participar do grande evento que aconteceria a 486 quilômetros de sua cidade, Boa Esperança, no sul de Minas Gerais. Quando viu quanto dinheiro precisaria para estar lá com os colegas, começou a pensar em formas de arrecadar a quantia, já que sua mãe não poderia arcar.

“Eu fiquei preocupado porque eu não tinha o dinheiro. A diretora, Neuza, até tentou arranjar um jeito, mas era difícil. E foi aí que eu comecei a ir atrás e consegui o dinheiro”, conta o jovem desbravador, relembrando os momentos em que imaginou como conseguiria juntar o valor.

Para o pastor Maurício Santos, responsável pela Igreja Adventista do Sétimo Dia no local, “ele é um jovem dedicado, cristão, e se esforçou muito para estar no Campori, vendendo, trabalhando e pedindo recursos à prefeitura e entidades para conseguir pagar a inscrição e a alimentação do Campori.”

Primeiro, se ofereceu para lavar louças em troca de algum valor. Conforme o tempo foi passando e a quantia necessária ainda não tinha sido atingida, conseguiu dinheiro emprestado e preparou cocadas e pizzas para vender de porta em porta. Em todo esse período, nunca pediu nenhum dinheiro sem oferecer algo em troca.

Quando parou para contar todo o dinheiro que tinha arrecadado e viu que era suficiente para arcar com as despesas, só era possível sentir uma coisa: alegria! “Eu fiquei muito feliz, foi muito bom. Fui e contei para a diretora na hora. Fiquei muito feliz!”, declara Rittyelle.

Diante do testemunho de dedicação, conseguiu o respeito daqueles colegas que zombavam dele na escola e, de quebra, recebeu um prêmio no palco do Campori Somos Mais Que Ouro por sua história de superação e dedicação. [Equipe ASN, Anne Seixas]

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