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Pai retorna para igreja por influência de filho de 10 anos

O pequeno Williams contribuiu neste processo junto à sua avó, a dona de casa, Clarisse Nunes, que orou por 18 anos para o retorno de seu filho à igreja.

[foto: Denisson Di Berardino]

 Curitiba, PR…[ASN] “Estou plenamente certo que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus”.

Essa é a história de um reencontro com data e hora marcada. O verso citado, em parte, resume a trajetória cristã de Wiverson Nunes , que seria o protagonista, se todo o enredo não contasse com a ação de duas pessoas: seu filho Williams Pereira de apenas 10 anos e sua mãe,  dona Clarisse, adventista há mais de 50 anos.

Criado nos princípios cristãos desde a infância, Wiverson, quando adolescente, se afastou dos caminhos de Deus. Durante este período se envolveu com coisas que o distanciavam cada vez mais da igreja e de todo o seu ensinamento. Os anos passaram, ele casou, aos 24 anos se tornou pai e apesar de ter um bom emprego e uma bela família, convivia com a sensação que ainda faltava algo que o fizesse sentir completo.

Clarisse – mãe de Wiverson

E é nesse período que sua mãe entra em cena para tomar duas atitudes, as quais mudariam por completo a história de toda família. A primeira delas foi a oração. Por 18 anos, ela permaneceu firme na esperança que um dia contemplaria o retorno do seu filho à presença de Jesus. Além disso, levava constantemente seu neto Williams à igreja. Clarisse sabia que a criança seria uma boa influência na vida dos seus pais, mesmo com tão pouca idade.

Resgatar pessoas é uma obra de todos e o pequeno Williams fez a sua parte. Aos sábados, ia acompanhado da avó para a igreja e quando retornava para casa, transmitia para toda família os ensinamentos ali passados.

Batismo de Wiverson

Por meio desta iniciativa, Wiverson relembrou os aprendizados  um dia recebidos.  “Mesmo estando afastado dos caminhos de Deus eu sabia que Ele não tinha se afastado e nem desistido de mim. E, muitas vezes, utilizou a minha família para estar sempre presente me aconselhando. Em todo tempo eu me senti acolhido. Com isso, comecei a perceber que eu também precisava dar um bom exemplo para o meu filho. Até então, ele, uma criança de 10 anos, ensinava para mim e para minha esposa a importância dos valores cristãos. E foi através desse testemunho que a nossa família pôde ser transformada”, conta Wiverson.

A partir daí, começa uma história de conversão: após um período em oração pela concepção de mais um filho, a primeira a tomar a decisão para o batismo foi Fernanda Pereira, esposa de Wiverson. “Quando minha esposa falou que ia se batizar eu fiquei assustado. Toda hora eu pensava: ‘Nossa, se Jesus voltar hoje, minha família vai subir e eu não’. Eu via minha família indo para igreja e  não queria ficar pra trás.  Com o nascimento do meu filho mais novo eu percebi que minha esposa e meu outro filho estavam cada vez mais envolvidos na igreja”, relembra.

[foto: Lisley Olaya]

Com isso, o dia e a data do reencontro de Wiverson com o Deus se aproximava. A convite da igreja, ele e sua família participaram de um acampamento de verão. O evento veio para confirmar que era na presença de Deus que iria prosseguir com sua vida.“ Eu senti o Espírito Santo de Deus falando comigo. Vi que eu não tinha para onde ir, a não ser, para os braços de Jesus”, afirma o rapaz.

Poucos meses depois, no dia 2 de junho de 2017, acontece o reencontro, o batismo, uma forma de mostrar para todos o adeus à vida antiga e velhos costumes, e seguir adiante. Um retorno para continuar a ser um discípulo de Jesus. [Equipe ASN, Kívia Henning / foto: Denisson Di Berardino e Lisley Olaya]

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