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Motociclistas transformam vidas por meio do evangelho e caridade

Integrantes do AMM interagem com milhares de pessoas, as quais outros ministérios não teriam condições de alcançar

AMM – Curitiba

Curitiba, PR…[ASN] Adventist Motorcycle Ministry  (AMM) – essas são as iniciais das palavras em inglês que, traduzidas para o português, dão nome ao Ministério de Motociclistas Adventistas. Podemos dizer que trata-se de uma missão sobre duas rodas, um motoclube diferenciado. Ele reúne pessoas apaixonadas por motos e têm como principal objetivo a divulgação do evangelho. Assim, levam a mensagem de salvação em Jesus Cristo do jeito que eles gostam: em cima de uma motocicleta.

De maneira bem criativa o grupo reúne o útil ao agradável, atinge diferentes tipos de pessoas e incluem aqueles que querem ser úteis na missão de evangelizar.

Há quatro anos, os integrantes do AMM no Brasil têm feito a diferença. Interagem com milhares de pessoas ao redor do mundo, as quais outros ministérios não teriam condições de alcançar. Os integrantes têm encontros com pilotos não-cristãos. Em cada evento, apresentam um material evangelístico convidando a todos para conhecerem a Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Evangelismo com motociclistas não adventistas

O AMM surgiu na Flórida, Estados Unidos, e de lá se estendeu para países como: Canadá, Austrália, Hungria, Índia, Porto Rico, África do Sul e Brasil.

Por aqui, esse ministério está presente em 22 estados. Curitiba é uma das cidades que se destacam pelos 50 participantes registrados. Outro item que faz com que o AMM da capital paranaense ganhe notoriedade é o trabalho social. Apesar de o principal foco do grupo ser a evangelização de pilotos não-adventistas, a ajuda, o acolhimento e a mão estendida ao próximo fazem parte das atividades ministeriais.

E foi seguindo esses princípios, atentando para as necessidades dos outros, que iniciou a ação de solidariedade que transformou a vida do casal Alindamir Cardoso  e Sebastião Godoi,  juntos há mais de 25 anos. Como toda boa ação conta com um agente principal , assim começa a missão de Messias Osório Chagas, membro do AMM de Curitiba, na vida dessa pequena família.

Alindamir (esq.) Messias (centro) Sebastião (direita)

Tudo começou há 8 anos, quando, em um trabalho missionário na cidade de Piraquara, região metropolitana de Curitiba, Messias conheceu Alindamir. Na época, ela já convivia com as consequências de um AVC sofrido em 2005, o qual comprometeu toda locomoção do lado direito do seu corpo.

Em decorrência da doença, Sebastião sentiu a necessidade de deixar o trabalho de segurança para se dedicar ao cuidado da esposa. A partir daí, o casal passou a viver apenas com a renda do benefício de um salário mínimo do auxílio doença depositado pelo Governo.

“Nesse período intensifiquei ainda mais as visitas à casa deles. Queria que sentissem não só o apoio espiritual, mas em todas as outras coisas que necessitavam. Durante um bom tempo, juntamente com outros líderes da Igreja, estivemos com eles dando também o estudo bíblico. Porém, ao final do estudo, o casal escolheu esperar um pouco mais pelo batismo. Continuamos com as visitas mesmo com essa decisão. A necessidade física e financeira deles era grande, por isso, permanecemos próximos para dar o suporte no que era preciso”, conta Messias.

Sem perder o foco

Pouco tempo depois, em uma das visitas de rotina, Messias recebe a notícia que seu Sebastião também havia sofrido AVC por conta de um diabetes. Ele, que, até então, era o responsável por cuidar da esposa e de todos os afazeres da casa, ficou impossibilitado de desenvolver essas atividades, já que a doença comprometeu a fala e os movimentos do lado direito do corpo.

“Quando recebi a notícia fiquei muito preocupado. Ali estava uma família totalmente necessitada de ajuda. E, para piorar, a casa onde viviam estava em uma situação muito precária, não havia condições de permanecerem ali; estavam expostos ao risco de desabamento. Foi quando eu decidi contar a história desse casal em uma das nossas reuniões do AMM. De maneira unânime, todos do nosso grupo abraçaram a causa. A principal atitude tomada foi a construção de uma nova casa para eles”, relembra o motociclista.

Antiga casa do casal

A princípio, devido à urgência da situação, seria construída uma casa de madeira. Mas, como o lema do ministério é “fazer o que é preciso do jeito que eu gosto” eles entenderam que a ação deveria ser imediata, bem feita e algo que durasse para o resto da vida. E assim começou a construção de uma casa de alvenaria. Da base ao acabamento foi um ano de trabalho. A obra contou com a ajuda de todos os membros do AMM. Alguns contribuíram com o financeiro, outros colocaram a mão na massa e todos participaram.

“Até aqueles que nunca tinham levantado uma parede, abriram mão dos seus domingos e feriados para seguirem as instruções do mestre de obras voluntário da igreja. Quando eu vi a casa começando a ser erguida foi uma alegria muito grande. Mas a satisfação maior foi ver a felicidade do seu Sebastião e Alindamir. Sem contar a sensação de alívio em saber que eles não correriam mais o risco de morar em um lugar que, a qualquer momento, poderia desabar. Foram 360 dias sem domingos ou feriados livres, mas valeu a pena todo esforço”, comemora Messias.

Colhendo os frutos

Alindamir e Sebastião

“Antes da doença eu era ativa, cozinhava muito bem. Fazia pães para vender no mercado municipal. Contribuía com as despesas da casa. Mas quando fiquei doente, tudo acabou.  Mas, diante desta situação, nós dois, depois de 15 anos de casados, aprendemos a trabalhar juntos para lidarmos com as situações no nosso lar. Ver toda atividade em conjunto desenvolvida pelo AMM na construção da nossa casa foi algo maravilhoso. Um aprendizado para todos nós. Aquilo que uma pessoa sozinha não consegue fazer, quando feito em grupo, dá certo. E esse trabalho de amor e união nos mostrou que se trata de um povo diferente, de uma igreja diferente, a qual verdadeiramente se preocupa com o próximo e sente prazer em ajudar”, ressalta Alindamir.

“Não tenho palavras para agradecer. É uma felicidade que não cabe no peito.Ter a nossa casa segura, bem cuidada e limpinha é bom demais. Esse é um  povo que realmente está disposto a fazer a obra de Deus”, completa Sebastião

Nova casa construída pelos motociclistas do AMM

Diante da demonstração de amor, a decisão do batismo, um dia adiada pelo casal , hoje já tem dia e hora marcada.

No aniversário de 4 anos da AMM de Curitiba, em agosto, Alindamir e Sebastião selarão de maneira pública o seu compromisso com o Deus que, por meio do Ministério dos Motociclistas, mudou a história e deu um novo sentido à vida  do casal.

Os interessados em saber informações detalhadas sobre o ministério podem ter acesso ao site: www.amm-brasil.org [Equipe ASN, Kívia Henning / foto: Denisson Di Berardino e Acervo AMM Curitiba]

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