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Concílio Integrado une gerações da igreja no MS e ressalta princípio da amizade

Durante três dias líderes de cinco igrejas tiveram oportunidade de debater a realidade de suas comunidades e buscar ideias práticas para melhorar o trabalho missionário no campo

Campo Grande, MS … [ASN] “O evangelismo que a gente tanto almeja começa tendo Cristo como o primeiro em tudo”, a frase é da missionária Elizabeth Luz, integrante da equipe do projeto ‘Um Ano em Missão’ (OYIM) na cidade de Dourados, região sul do estado. “Beth” como é carinhosamente conhecida abriu mão de um concurso público para viver um ano como missionária em um estado vizinho ao seu, mas esse ano acabou se estendendo e se transformando em um tempo maior, tamanho o amor que ele nutre pelo evangelismo. “Acredito que só teremos um grande relacionamento com as pessoas através da comunhão que a gente tem com Cristo e, assim, vai ser muito mais fácil encontrar as pessoas que precisam da gente e ajudá-las nas necessidades que elas têm. Essa é a missão que precisa estar em nossos corações”, comenta.

Missionários do projeto “Um Ano em Missão”, da cidade de Dourados (MS) compartilharam testemunho de amizade e união com pessoas de diferentes denominações religiosas.

Elizabeth foi uma das palestrantes que dividiu um pouco de sua história como missionária adventista em terras sul-mato-grossenses com os 200 membros de igrejas adventistas do Mato Grosso do Sul que participaram do Concílio Integrado 2017.

Entre os dias 2 e 4 de junho, líderes de todas as idades e sexo estiveram reunidos no Colégio Adventista Jardim dos Estados (CAJE) para um final de semana de confronto ideológico, como conta o empresário Elton Karru. “Tivemos aqui um programa muito bem elaborado e para nós, o resultado de um final de semana como esse é o reavivamento do desejo de continuar a missão. Vejo que os ciclos de palestras vão conscientizar cada membro naquele ponto fraco que foi diagnosticado, motivando-os a melhorar o trabalho”, acredita.

Para o empresário, adventista desde que nasceu, o grande objetivo da igreja é salvar pessoas, apresentando a elas o amor de Cristo e é isso que pode, de fato, transformar vidas. “As pessoas são importantes para nós e precisamos focar nisso. Amigo é aquele que a gente ama e isso não é tão simples na prática, principalmente na correria da vida moderna. Mas acredito que precisamos encontrar tempo e recursos para criar mecanismos que nos aproximem das pessoas no dia a dia e nos dê a chance de amá-las verdadeiramente e esse foi um dos pilares das discussões do programa: a amizade com quem está fora da igreja”, pontua Karru.

O líder da igreja adventista para toda a região Centro-Oeste do Brasil, pastor Alijofran Brandão, fala ao líderes sobre a visão da igreja.

Amizade, aliás, faz parte da visão da igreja adventista no Centro-Oeste do Brasil. E um exemplo disso na prática é a amizade da presbiteriana Daura e a equipe de missionários do projeto Um Ano em Missão que trouxe frutos para duas denominações distintas, mas unidas pelo amor. “Sou presbiteriana independente e moro em frente à casa dos missionários adventistas em Dourados e quando conheci essa equipe eles abençoaram muito a minha vida, pois eu vivia uma depressão profunda e no dia a dia ouvia louvores vindos da casa da frente e isso começou a tocar o meu coração de uma maneira inexplicável”, conta a mestre em literatura que hoje, através dessa amizade tão genuína – como ela descreve – se arrisca no mundo da decoração de forma voluntária para ajudar os planos dos missionários adventistas. “Eles vieram na hora que eu mais precisava e o amor é recíproco, ao ponto de eu ‘adotá-los’ como filhos do coração. Hoje, continuo frequentando minha igreja, mas me coloco à disposição como cooperadora dessa missão. E a maneira que encontrei de ajudá-los é através da decoração, cedendo meus objetos pessoais para tornar possível projetos e sonhos que eles têm. Já realizamos o casamento de um casal de adventistas que não tinha recursos e fizemos tudo com muito amor e carinho. Digo para eles que nós vamos demonstrar para as pessoas o amor de Jesus através desse nosso trabalho”, conta.

Para Daura, a despeito de denominações e placas de igreja, o vínculo da fé e da amizade foi o que os uniu. “Acredito que em Cristo nós somos um só rebanho”, enfatiza.

Os ciclos de discussões em sala de aula auxiliou a liderança a chegar à uma compreensão do que precisa ser melhorado no trabalho que está sendo desenvolvido.

A amizade entre os missionários e a mestre em literatura prova que isso é parte do reavivamento espiritual que a igreja precisa. “A ideia é que a gente confronte a nossa realidade de igreja e através desse confronto comece um processo de mudança. Por isso, o concílio é um projeto que fazemos pouco a pouco. Escolhemos cinco igrejas para que aqui comece uma mudança de conceitos, ideias e, através disso, uma transformação comece a se multiplicar e nos tornemos uma igreja que ama os seus semelhantes e se relaciona com eles buscando a salvação de cada um”, é o que ressalta o presidente da igreja adventista em todo o Mato Grosso do Sul, pastor Fernando Rios.

Segundo a organização do evento, de cinco igrejas escolhidas para o programa foram escolhidos 190 líderes entre jovens, adolescentes e uma porcentagem de líderes mais velhos, além de abranger tanto homens quanto mulheres. “Buscamos a representação das várias faixas etárias e gêneros, alcançando um público maior. A expectativa que eu tenho é que através dessa compreensão nós possamos nos transformar em uma igreja que tenha pressa de ver Jesus voltar”, analisa Rios.

Sobre o perfil da igreja no Mato Grosso do Sul, o líder acredita que os pontos positivos são muitos, mas ainda assim há bastante trabalho pela frente. “Nós temos aqui uma igreja tradicional, consolidada e membros com uma compreensão doutrinária muito forte, mas também temos uma igreja com um potencial missionário ainda adormecido, que precisa despertar ao cuidado do discipulado verdadeiro, especialmente dos jovens, da nova geração. Vejo em nosso Estado uma igreja que tem uma capacidade de fazer coisas incríveis, mas que não pode ficar focada só em eventos e precisa olhar pra fora e buscar os que estão lá. Esse é um desafio que nós temos pela frente”, afirma o líder.

Durante o Concílio, os líderes vivenciaram um momento especial com a liderança onde os valores e princípios que são a base ideológica da igreja foram reforçados.

A mesma linha de raciocínio segue o tesoureiro da igreja para todo o território sul-mato-grossense, pastor Anilson Seemund. “Acredito que esse confronto causa uma inquietação no coração desses adventistas e entendo que isso é positivo, porque toda mudança acontece depois de pessoas se incomodarem com a situação em que vivem. Temos uma igreja muito missionária, mas temos o desafio de ser mais representativos em nosso estado e esse é o nosso principal objetivo: mudar a realidade da igreja em nosso campo. E esses líderes dispostos estão aqui para fazer parte de uma mudança que já começou”, conclui o líder. [Equipe ASN, Rebeca Silvestrin/Fotos: Deivison Pedrê]

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