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Com apoio da filha, simpatizante da Igreja se dispõe a realizar Semana Santa em casa

Experiência de aprendizado e fé uniu parentes no propósito de compartilhar amor de Deus ao restante dos familiares.

Pequeno grupo esteve formado por familiares de Eva e Laura. Pastor que está apoiando família também deu assistência a ambas.

Santa Maria, RS… [ASN] Aos poucos, a professora Eva Castro está conhecendo a Bíblia e a rotina dos adventistas. Desde o mês de fevereiro, ela acompanha a filha, Laura Castro (15), nas idas ao templo. Em uma dessas idas, Eva ficou sabendo do projeto sul-americano de Semana Santa e da necessidade de ser realizado nas casas com objetivo de favorecer maior aproximação entre os participantes. Pensando em levar o conhecimento da Palavra de Deus aos familiares, ela resolveu aproveitar a situação e pegar um exemplar do kit com materiais oferecidos pela igreja para realizar o estudo em seu lar.

A filha de Eva estuda desde 2014 no Colégio Adventista de Santa Maria e passou a ter abertura gradativa em relação ao evangelho por meio do professor responsável pelas aulas de ensino religioso – o pastor Paulo César Betim – e do convite frequente de uma amiga para participar de atividades, como por exemplo, reuniões do clube de Desbravadores. “Eu não prestava muita atenção e também não entendia muito bem os assuntos dessas aulas, mas a minha melhor amiga [Annie Kovalski] me ajudava. Ela também pedia para eu participar do clube e depois da igreja. Só depois de um ano tentando me convidar, eu fui lá em uns dois sábados com ela”, relembra Laura.

Por ter crescido em uma realidade de crenças e pensamentos distantes daquilo que ouvia na escola, Laura tinha certo receio de aceitar os convites da amiga. Porém, ao longo do tempo, passou a ter curiosidade pelos temas e passou confrontar algumas de suas convicções. A partir de uma escolha, quis se aprofundar no estudo sistemático da Bíblia. “Foi assim que eu passei a entender e a acreditar. Nós falamos com o pastor e pedimos para que ele me desse estudos bíblicos. Eu sempre ouvi falar do sofrimento todo que Jesus passou por nossa causa e, realmente, não tem como ser algo que foi em vão ou até mentira”, se referindo ao conhecimento que foi adquirindo durante o período.

Para receber os estudos do professor, a jovem precisou pedir autorização da mãe, que resolveu acompanhar cada um deles. A partir disto, Eva também passou a conhecer uma realidade diferente daquela que tinha em mente há anos. Conforme a filha ficava mais próxima de uma possível decisão pelo batismo na Igreja Adventista do Sétimo Dia, Eva também seguia aprendendo novas coisas e, de acordo com ela, as duas iriam manifestar o desejo de colocar a Deus em primeiro lugar de suas vidas no mesmo dia. No entanto, uma situação colocaria uma vírgula na escolha de Eva: uma queda enquanto andava na rua fez com que ela quebrasse o ombro e o braço, fazendo com que perdesse um pouco do contato inicial que havia tido com a igreja. “Fiquei pensando que tinha alguma coisa errada. Parece que algo estava me impedindo de ir além. Daí, fui no batismo dela, mas depois, parei, e não fui mais”, lembra.

Mãe e filha querem compartilhar o que estão aprendendo nos estudos com os familiares.

Após o acontecimento, outra questão deixou o momento um pouco mais confuso para ambas. A filha, que tinha planos de realizar o Ensino Médio em outra cidade junto à melhor amiga, acabou recebendo uma resposta negativa da escola, o que trouxe um pouco de frustração em um primeiro momento – especialmente porque Annie, uma das mentoras nos primeiros passos da nova jornada, teve o desfecho contrário e acabou se mudando de município.

“Eu realmente fiquei um tempo sem conexão [com Deus] e, aí, eu comecei a entender que não era para ser do jeito que eu queria. Entendi que minha vida estava tomando outro rumo e, por isso, passou a acontecer um bem maior. Vi que em outras coisas, eu não ia achar Deus. Foi só sem Ele que eu percebi que precisava mais dele”, reflete a jovem.

Apesar de não entender os porquês das lutas enfrentadas, Eva passou a relacionar as situações com propósitos que, no início, só Deus podia explicar. “Só hoje, eu consigo perceber que o propósito de Deus foi de que ela ficasse e ajudasse a nossa família a se unir por meio da religião. Ainda há certa rejeição, mas a gente está tentando, com paciência, prudência e buscando colocar as palavras na hora certa”, explica a mãe de Laura, que é divorciada do marido e tem outros dois filhos. Durante a Semana Santa feita em casa, ela convidou a todos eles para compartilhar os estudos sobre o resgate feito por Cristo na cruz.

Se sentindo um tanto “responsável” pelos primeiros passos da mãe no que diz respeito a fé cristã, Laura explica que as conversas com ela e com o pastor, a ajudaram a ter um pouco mais de paciência consigo mesma. “Eu não pensava que eu ia conseguir trazer ela [para a mesma fé]. Não tinha essa esperança no início, mas eu me cobro bastante. Eu falo bastante sobre o amor, então, quando eu cometo algum erro, fico preocupada com a reação da minha família, que também me cobra. Acho que minha mãe viu que eu estava me cobrando, então, passou a ir comigo à igreja. A gente também passou a conversar sobre o assunto e, eu, realmente precisava que ela me apoiasse. O pastor Betim também conversou comigo e me explicou a questão das provações e também de que isso é um sinal de que estou no caminho certo”, conta.

Neste momento, a mãe de Laura está recebendo estudos bíblicos específicos com pastor Betim – o mesmo que ensinou a jovem. Ao mesmo tempo, o ancião Valcir e sua esposa, a professora Ariete Vacht, ambos da Igreja Adventista Central de Santa Maria, estão acompanhando a família no decorrer da caminhada. Além da bíblia, Eva também está em contato com literaturas da Casa Publicadora Brasileira (CPB), que estão colaborando com a nova fase de aprendizado bíblico-cristão.

A fé, que pode mover a vida de jovens de apenas 15 anos ou de mães que amam a família ao ponto de compartilhar a Palavra, mesmo com aqueles que não pensam da mesma maneira, é uma experiência fundamental na vida do cristão que se aproxima de Deus, conforme explica o pastor Betim. “A palavra fé, no idioma original, hebraico, emunah, está relacionada a agarrar-se fortemente em algo e, neste caso, é em Deus. Quando nossas expectativas são frustradas ou quando tudo parece fugir do nosso controle, aí entendemos o que é fé de maneira prática e o que é se agarrar em Deus e se sentir seguro. Isso gera perseverança e, tanto a Laura quanto a Eva tem vivido isso, com vontade de servir a Deus com toda a sua família”, define. [Equipe ASN, Willian Vieira]

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