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Adventista leva 13 pacientes ao batismo em clínica de reabilitação de Camboriú

Batismos ocorreram no dia 18 de junho

reabilitacao_180616_04Camboriú, SC… [ASN] Uma emocionante cerimônia batismal ocorreu no sábado, dia 18 de junho, na Clínica Terapêutica Ouro Verde, em Camboriú (SC). Apesar da baixa temperatura, 13 pacientes demonstraram publicamente sua decisão de seguir a Jesus. “O ser humano não tem limite pra ir longe, mas Deus vai onde for preciso pra alcançar as pessoas. No entanto, Deus é tão grande que ao menor esforço dado a partir do ser humano, Ele alcança e salva. O que vimos hoje foi um exemplo de milagre que Deus pode operar”, testificou Paulo Braz, pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia na região de Itapema (SC).

Tudo na clínica é voltado para a melhora dos pacientes, inclusive a atividade espiritual. O adventista Márcio Nogueira da Paz relembra uma das vezes que ficou 7 horas na clínica para conversar com os internos após o estudo. “Primeiramente você precisa conquistar a confiança deles, tem que se tornar amigo e falar a linguagem deles. A música é muito poderosa, tem lugares que só a música atinge. Sempre antes do estudo a gente faz um grande louvor, fecha uma roda e eu sempre levo meu violão”, conta Márcio.

“Eu fiquei muito emocionado com esse batismo de hoje, porque eu tinha muita fé de que essas pessoas poderiam chegar ao batismo e se entregar a Cristo. Pra mim foi muito especial, eu até me acho indigno de estar aqui. Um pecador pregando a mensagem e pessoas aceitando a Cristo. Então eu agradeço muito a Deus, porque mesmo sendo pecador, Ele me usa pra passar a mensagem. Eu peço a Deus pra que Ele continue me usando sempre”, comenta Márcio, obreiro bíblico.

Espiritualidade conduzida de pai para filho

Para surpresa dos familiares presentes, houve a apresentação do pequeno Davi poucos minutos antes do batismo. O pai Rodrigo Rosa está em tratamento e antes de se entregar a Jesus, dedicou o filho. “Hoje eu vejo que Deus está transformando meu coração. Sou uma pessoa mais solidária, amiga, confiável e de caráter, uma pessoa que eu nunca fui. Estou crescendo espiritualmente a cada dia. Tenho que sair daqui forte pra educar o meu filho, dar uma vida pra ele, um conforto e ser feliz”, planeja o jovem rapaz.

Após viver mudando de casa em casa entre os familiares, ficar três dias seguidos usando drogas. Como última alternativa, Rodrigo optou pela clínica de reabilitação. “Eu vivia o momento: droga, orgia e noitadas. Como já aconteceram várias vezes, cheguei a ficar três noites sem ir pra casa. Minha mãe sem dormir, meu pai chorando e minhas irmãs correndo para o hospital atrás de mim. Eu não estava nem aí pra vida, pra família, pra filho ou pra Deus”, desabafa Rodrigo.

Amigos na droga e amigos na fé

Eles têm o mesmo nome, são amigos de longa data e foram parar na mesma clínica. O que parecia coincidência se revelou uma forma de atuação de Deus na transformação dos rapazes. “Eu estava fumando maconha num grupo e de repente ele apareceu e perguntou se podia fumar também. Logo em seguida nós fomos pra um furto ganhar dinheiro. Dali em diante nós começamos a andar juntos. Eu era irmão dele e ele era meu irmão. Ele foi minha família dali pra frente”, conta André Felipe.

“Eu conheci o Felipe numa hora difícil da minha vida, foi um conhecimento não tão agradável, mas desde então somos amigos. Já roubamos juntos, usamos droga juntos, ficamos internados aqui juntos e hoje nos batizamos juntos. Deus está atuando em nossas vidas”, relembra Felipe Gustavo.

“Minha vida não tinha sentido nenhum, eu fui criado no meio da malandragem, com um pai desequilibrado, sem me dar exemplo. Por causa disso eu fui saindo de casa”, confessa André Felipe. “A minha história não foi das melhores. Fiz várias outras coisas que desagradam a Deus. Eu tenho 1 ano e 6 meses de sobriedade. Depois que eu procurei a internação na clínica minha vida fluiu de uma tal maneira que eu nem acredito”, explica Felipe Gustavo.

“A clínica me ajudou muito, a conhecer a Palavra de Deus, dar valor a minha família, reconhecer um amigo de verdade e também a ter fé. Eu já tentei fugir daqui, mas não deu certo e eu ganhei uma segunda chance. Graças a Deus eu entrei na linha”, agradece André Felipe. [Equipe ASN – Daniel Gonçalves e colaboração de Patrícia Ferreira]

Fotos de Priscila Paz

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