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Uma escola animal – Em ambiente escolar, mini fazenda garante aprendizado para a vida

Por Priscilla Stehling

“Quem não tem cão, caça como gato”, “uma andorinha só não faz verão”, “cão que late não morde”, “a galinha que canta é a dona dos ovos”, “cada macaco no seu galho”, “pela boca morre o peixe”, “de grão em grão, a galinha enche o papo”. Enfim, são vários os ditados populares brasileiros que fazem alusão ao modo de viver dos animais. Isto porque através de costumes aparentemente instintivos, o ser humano pode aprender princípios e lições a serem aplicados durante toda a vida.

É com este conceito em mente, o de ensinar a para a vida, que o Colégio Adventista de Embu das Artes mantém uma mini fazenda em suas dependências. Com um território de 30.000 m² a unidade educacional tem espaço de sobra para os cerca de cem animais que cria. Entre perus, galinhas, coelhos, cabras, pôneis, vacas e outros animais, o aprendizado dos alunos vai muito além das técnicas e macetes para tirar leite.

Conforme explica o diretor Dorli Reis, que há 37 anos atua na área educacional, ali os estudantes recebem educação diferenciada. “Além do conteúdo acadêmico apresentado em todas as escolas regulares, a escola adventista também preza por preparar seus alunos para o mundo”, explica Reis. “Nos intervalos das aulas as crianças têm livre acesso aos animais. Este contato promove neles amor pela natureza e também ajuda no combate ao estresse dos alunos no ambiente escolar. A mini fazenda é uma escola da vida”, explica.

A maneira lúdica de ensinar não tem beneficiado somente as crianças. Há cerca de dois anos o senhor José Nilton é responsável por cuidar destes animais. Ele conta que depois que assumiu a função de “fazendeiro” (como os alunos o chamam), até a sua saúde melhorou. “Antes eu sofria problemas de pressão e hoje não sofro mais”, conta Nilton. “Acredito que seja por causa da fazendinha porque eu cuido desses animais com muito amor, é um ambiente muito gostoso”, enfatiza.

A aluna Emilly Cristina, do 5º ano, concorda com Nilton. “Além de ensinar a gente a cuidar dos bichinhos, a fazendinha também deixa a escola um ambiente melhor, mais legal”, enfatiza. Para o estudante Gabriel Libardi, a mini fazenda é um dos melhores ambientes da escola. “Gosto daqui porque é um lugar com ar puro pra gente brincar na hora do intervalo”, afirma. “Eu sempre venho ver como estão os coelhos e a Zara (cadela). Aqui você aprende sobre os animais de um jeito mais fácil”, conta Patrícia Aiko, do 5º ano.

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