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Reforma em escola oportuniza estudo bíblico e batismo de família

Guia encontrado por estudante despertou desejo da família em conhecer mais sobre a Bíblia

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Elisabeth abraçou a oportunidade de compartilhar a mensagem de Jesus com a família de seu aluno (Fotos: Felipe Triacca e Pedro Ferraz)

Araucária, PR… [ASN] Era início de ano e a antiga Escola Adventista de Araucária estava passando por um período de reformas. O número de alunos aumentava e a estrutura do prédio não os acomodava. Foi então que a administração do local resolveu construir uma nova sala para que a maior turma da escola pudesse ser acomodada de maneira confortável.

“Cheguei na expectativa de que a sala era nova e ia ser muito bom, muito legal. Só que o que aconteceu é que quando eu cheguei no primeiro dia de aula minha sala não estava pronta. Daí fomos ter aulas na biblioteca”, explica a professora Elisabeth Martins.

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Durante a reforma os alunos provisoriamente estudavam na biblioteca, como a escola funcionava nos fundos da igreja, em alguns dias a professora levava a turma para ter aulas dentro do templo, onde o espaço era maior e as crianças ficavam mais à vontade. Certo dia, ao saírem do local, um dos alunos da professora Elisabeth passou ao lado da mesa de recepção da igreja e viu vários panfletos, dentre eles um livro de estudos bíblicos. Aquilo chamou sua atenção e ele ficou bastante interessado.

“Eu vi um livrinho, daí fiquei curioso e pedi para a professora deixar eu levar aquele livrinho para casa”, comenta o aluno Gean Carlos de Mello.

No início a professora ficou assustada e com receio, pois se tratava da primeira semana de aulas. Mandar um estudo bíblico para uma família que pertencia a uma outra denominação poderia não ser a coisa mais adequada para o momento. No entanto, mesmo preocupada com o que poderia acontecer, ela permitiu que ele levasse para casa.

Além da sala de aula

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Livro de estudos bíblicos foi um canal para a família de Gean conhecer mais sobre a Bíblia

“Nesse dia ele chegou da escola e quando fui pegar a agenda dele, encontrei um papelzinho da escola lá dentro. Chamei ele e disse: ‘Gean, o que é isso aqui?’ Eu falei que não queria influência da religião da escola e em seguida veio aquele folder. Eu fiquei meio assim, mas li e acabei me interessando”, recorda a mãe do aluno, Cilmara Aparecida de Mello.

De acordo com a professora, no outro dia Gean chegou na escola com um bilhete de sua mãe. “Quando abri aquela agenda, eu pensei: ‘meu pai, foi o estudo bíblico.’ Mas meu coração pulou de alegria porque no bilhete ela dizia: ‘professora, muito obrigada pelo estudo que você mandou. O Gean trouxe e eu vou ensinar aos meus alunos na catequese’”, relembra.

Através desse primeiro contato, Elisabeth viu a oportunidade de estudar a Bíblia com a família. “Quando a professora e seu esposo começaram a realizar estudos bíblicos com a gente, deu quase um choque porque eles iam embora e a gente ficava quieto dentro de casa pensando em tudo. Eu era professora de catequese e teve alguém que me denunciou lá na igreja porque a minha mesa não tinha mais santo, [dizendo] que eu estava fazendo oração com as crianças, não estava ensinando para eles o santo anjo, ave maria. Mas eu estava ensinando da Bíblia. Quem iria questionar a Bíblia?”, ressalta Cilmara.

Em meio aos estudos, a família foi conhecendo as verdades bíblicas. Começaram a frequentar a Igreja Adventista do Sétimo Dia e com isso Gean decidiu parar com os estudos na catequese. Cilmara resolveu entregar seu cargo de catequista, pois sua função estava indo contra aquilo que ela havia aprendido nos estudos bíblicos.

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Após estudos bíblicos, mãe e filho foram batizados na Igreja Adventista do Sétimo Dia. (Da esquerda para a direita, professora Elisabeth, Cilmara, pastor Elieser e Gean)

“Era interessante que cada semana ela decidia fazer aquilo que tinha aprendido. Quando falamos sobre o sábado, na mesma semana ela já começou a guardá-lo. Então foi muito bonita a decisão dela”, destaca a professora.

Cilmara, seu esposo e Gean continuam recebendo estudos bíblicos, mas mãe e filho já foram batizados. “Foi um dia de muita emoção para mim poder estar fazendo o que é certo. Porque até então você não conhecer o que é certo e fazer o errado é uma coisa, agora você saber o que é certo e fazer o errado pesa”, assegura Cilmara.

Para a professora, o sentimento é de gratidão. Ela entende que essa foi uma resposta de Deus às suas orações. “Eu me sinto muito grata a Deus porque além de fazer o bem para alguém, mostrando o caminho certo, o caminho da salvação, Deus respondeu algo na minha vida”, celebra Elisabeth. [Equipe ASN, Luciene Bonfim]

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