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Próximo à Paralimpíada, alunos aprendem sobre esportes adaptados

Iniciativa realizada há cinco anos aumenta interesse para competição que será sediada no Brasil

Projeto é fruto de parceria de alunos de Educação Física do Unasp e da escola básica do IASP (foto: Eduardo Fonseca)

Projeto é fruto de parceria de alunos de Educação Física do Unasp e da escola básica da instituição (Foto: Eduardo Fonseca)

Hortolândia, SP… [ASN] Durante o mês de agosto o mundo acompanhou os Jogos Olímpicos sediados no Rio de Janeiro. No entanto, em Hortolândia, nesse mesmo período, os alunos entre o nono ano do ensino fundamental e o terceiro ano do ensino médio do Centro Universitário Adventista de São Paulo, campus Hortolândia, tiveram a oportunidade de conhecer alguns esportes que serão disputados durante as Paralimpíadas. Durante as aulas de Educação Física, os discentes receberam conteúdo relacionado à inclusão, intitulado Esportes Adaptados.

O projeto faz parte do currículo escolar há cinco anos, resultado de uma parceria com a Faculdade de Educação Física do Unasp, campus Hortolândia. A faculdade empresta os materiais necessários, como as cadeiras de rodas e outros equipamentos específicos, envia graduandos como estagiários para acompanhar as aulas e ajudar a desenvolver as atividades. Desta forma, ao mesmo tempo que os alunos do Fundamental e Médio experimentam atividades desenvolvidas para deficientes, os universitários aprendem como poderão adaptar suas futuras aulas para incluir alunos deficientes físicos. A iniciativa envolve as seguintes modalidades:

Basquetebol em cadeira de rodas: praticado por paraplégicos e pessoas com paralisia ou diferentes tipos de lesões nos membros inferiores;
Voleibol adaptado: um voleibol sentado, em que competem atletas amputados, principalmente de membros inferiores e pessoas com outros tipos de deficiência locomotora, por exemplo, sequelas de poliomielite;
Goalbol: criado especificamente para portadores de deficiência visual, em seus diferentes graus;
Futebol de Cinco: uma adaptação do futebol para atletas com deficiências visuais. Adaptações do espaço de jogo e das regras;

Iniciativa geralmente acontecia em outubro, mas este ano foi antecipada por conta dos Jogos Paralímpicos (foto: Eduardo Fonseca)

Iniciativa geralmente acontecia em outubro, mas este ano foi antecipada por conta dos Jogos Paralímpicos (foto: Eduardo Fonseca)

Adaptação

Geralmente, os Esportes Adaptados são desenvolvidos no mês de outubro, envolvendo apenas os alunos do primeiro ano do ensino médio. Porém, este ano a equipe de professores resolveu abranger os alunos do nono ano do ensino fundamental e todas as turmas do ensino médio. Uma alteração que visa aumentar o interesse dos alunos nas Paralimpíadas, que acontece entre os dias 7 e 18 de setembro.

Para Marcel de Paula, estudante do nono ano, que participou do basquete de cadeira de rodas, o esporte é muito mais difícil do que parece. “Todos os movimentos são mais complicados de fazer: a cesta, marcar os colegas ou passar a bola. Faz a gente pensar como esses caras que jogam são bons e fortes, por terem a habilidade de jogar e ainda movimentar a cadeira de rodas com velocidade”, relatou o aluno.

O professor de educação física Tércio Nascimento explica que estes esportes são desenvolvidos em três dimensões: Conceitual, Procedimental e Atitudinal. Na sala de aula os alunos têm acesso ao histórico, as regras, o contexto atual e uma visão geral das deficiências físicas e suas possibilidades esportivas. Durante as aulas práticas, na quadra, eles vivenciam o desenvolvimento do jogo. Mas a mudança real acontece na atitude dos alunos. “Com essas aulas nós não estamos apenas promovendo o conhecimento referente as diferentes deficiências e a importância dos esportes na vida dessas pessoas. Nós damos condições de os alunos experimentarem as dificuldades dos indivíduos deficientes, promovendo entre eles o respeito para com essas pessoas”, afirmou Nascimento.

No dia do profissional de Educação Física, equipe de reportagem de afiliada da Globo para a região produziu material sobre o projeto (foto: Eduardo Fonseca)

No dia do profissional de Educação Física, equipe de reportagem de afiliada da Globo para a região produziu material sobre o projeto (foto: Eduardo Fonseca)

Reconhecimento profissional

O projeto que ensina um pouco sobre a prática de esportes para deficientes chamou a atenção da equipe de produção do Mais Caminhos, programa semanal da afiliada da Rede Globo em Campinas, e virou pauta de reportagem. Nesta quinta, 1º de setembro, a equipe passou a manhã filmando as aulas de educação física, entrevistando os alunos e conhecendo este projeto. Durante as filmagens, o apresentador do programa, Pedro Leonardo, fez questão de experimentar cada uma das modalidades e participar dos jogos com os alunos. “Eu fui bem recebido pelas turmas, mas vou te contar, jogar basquete de cadeira de rodas deixou meus braços doloridos”, contou sorrindo.

A reportagem realizada aconteceu coincidentemente no Dia do Profissional de Educação Física, um reconhecimento ao trabalho destes educadores, que se esforçam por valorizar a prática do esporte, promover o bem-estar e incentivar o exercício nas diferentes realidades físicas e sociais dos estudantes. [Equipe ASN, Glória Barreto]

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