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Estudantes são desafiados a estudar mais sobre criacionismo

Durante o fim de semana cientistas e pesquisadores, abordaram assuntos relacionados ao criacionismo, evolucionismo, experimentos científicos e estudos bíblicos.

Legenda: Momento de perguntas e respostas feitas pelos participantes e palestrantes do Simpósio. Foto: Ana Paula Pireni

Momento de perguntas e respostas feitas pelos participantes e palestrantes do Simpósio. Foto: Ana Paula Pirani

Engenheiro Coelho, SP…[ASN] Cientistas e pesquisadores do criacionismo estiveram no Centro Universitário Adventista de São Paulo, campus Engenheiro Coelho, para participar do XII Simpósio Universitário promovido pelo campus. Além dos estudantes, estiveram presentes pessoas de outros estados do Brasil e de outros países.

Há 12 anos o Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp) promove o Simpósio Universitário no campus. Neste ano, o evento aconteceu nos dias 24 a 26 de maio na Igreja do Unasp com o tema “O universitário Cristão e as Origens”. Durante o fim de semana, cientistas e pesquisadores abordaram assuntos relacionados ao criacionismo, evolucionismo, experimentos científicos e estudos bíblicos. O objetivo foi esclarecer boa parte do conceito criacionista e preparar os participantes para enfrentar as controvérsias no meio profissional e acadêmico sobre a teoria cristã.

O evento organizado pelo Programa de Apoio ao Discente (Proad) trouxe palestrantes especialistas nas áreas de biologia, física, geologia, química, teologia e jornalismo. Entre eles, o Diretor da Geocience Research Institute (GRI) da Conferência Geral, Lloyd James Gibson, e o Diretor da Sociedade Criacionista Brasileira (SCB), Ruy Carlos de Camargo Vieira. De acordo com uma das organizadoras do Simpósio, a professora Ana Perez, foi importante a participação dos alunos neste evento pela relevância do tema discutido. “Os estudantes que participaram do simpósio terão um esclarecimento maior sobre as teorias e as origens. Isso é importante para quando eles forem enfrentar o meio secular”, comenta a professora.
Foram 850 inscrições, inclusive de interessados da comunidade próxima ao Centro Universitário que acompanharam a programação. Parte dos inscritos veio de diferentes estados do Brasil, como Maranhão, Alagoas, Amapá, Paraná, Bahia, Rio de Janeiro, além do estado de São Paulo. Estudantes das universidades públicas e federais do país também estiveram presentes.

Para o geólogo e diretor da GRI no Brasil, Nahor Neves, o criacionismo ainda é pouco divulgado e sofre preconceito, por isso a importância dos encontros criacionistas para a explanação e conhecimento do tema, entre outros. “O criacionismo quando exposto é feito de maneira implícita e a falta de interesse faz com que as pessoas tenham menos conhecimento. Qualquer pessoa deve ter base do conhecimento científico e bíblico, por isso é necessário o aprofundamento da teoria”, explica. O jornalista Michelson Borges acrescenta que encontros como esses ajudam a despertar o interesse científico e bíblico dos participantes. “Um evento como esse ajuda. Por meio de palestras, como as apresentadas, eles percebem que o criacionismo é muito mais que um dogma, uma teoria ou algo parecido”, relata.

No Simpósio, os palestrantes também relataram que o criacionismo, apesar do preconceito e falta de interesse por parte de alguns cristãos na divulgação do tema, está mais em evidência do que no passado. O diretor da GRI na Conferência Geral, James Gibson afirma, “Em apocalipse 14, as três mensagens angélicas, há uma referência à criação, e está falando do tempo do fim. A nossa igreja está comunicando a criação mais do que tem feito no passado. Mas agora percebemos que há muitos que não sabem sobre a criação e precisamos divulgar”. O diretor também declara que no ano que vem haverá uma ênfase no evangelismo sobre a criação com a veiculação de livros. E é mais um passo para as pessoas ouvirem mais do criacionismo e espalharem está cosmovisão.

Sobre o Simpósio, os estudantes das universidades seculares do país ficaram empolgados com tudo que lhes foi passado. Eles comentaram que essa experiência serviu para reafirmarem suas crenças. “Vivemos em um meio ateu, é importante conhecer um pouco mais da verdade, a verdade do criacionismo”, conta a estudante de neurociência da UFABC, Marianna Nogueira. “Vim para o Simpósio para obter mais conhecimento e conhecer pessoas que compartilham da mesma crença. Foi muito bom conhecer os pesquisadores do criacionismo”, diz o astrônomo e mestrando em física da Unesp, Josué Cardoso.

Vindo do Rio de Janeiro para o Simpósio, Cláudia Rezende ficou sabendo do evento no Unasp pela internet. Ela também acompanha blogs sobre o criacionismo, como o do jornalista Michelson Borges. “Sempre acompanho os encontros criacionistas do país e esse foi maravilhoso, porque pude presenciar as verdades que o criacionismo apresenta. Passei a ter mais noção e esclarecimento”, declara.

O Simpósio também contou com a participação e presença do Doutor Marcos Eberlin da Unicamp, Wellington Silva professor de ciência e religião do IAENE, o pesquisador e pastor Vanderlei Dorneles e o biólogo Tarcisio da Silva Vieria da SCB. [Equipe ASN, colaboração de Kimberly Cruz]

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