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Colégio Adventista recebe visita de paratletas

Paratleta medalhista em tênis de mesa também esteve no CCA Bom Retiro junto com o grupo de basquete.

Os paratletas fazem parte da Associação dos Deficientes Físicos do Paraná (ADFP)

Os paratletas fazem parte da Associação dos Deficientes Físicos do Paraná (ADFP)

Curitiba, PR…[ASN] Em clima de Olimpíadas e com os Jogos Paralímpicos às portas, foi que os alunos do Colégio Curitibano Adventista Bom Retiro (CCABR) se aprofundaram sobre o assunto nas aulas de Educação Física. Entretanto, mais do que trabalhos teóricos, artísticos ou práticos, os estudantes puderam ter contato direto com paratletas. Isso porque os integrantes da Associação dos Deficientes Físicos do Paraná (ADFP) visitaram o colégio para contar um pouco sobre a experiência de vida deles, além de incentivar os alunos ao esporte.

Os convidados deram uma lição de superação e valorização ao esporte.

Os convidados deram uma lição de superação e valorização ao esporte.

Segundo a professora Franciele Gomez, responsável pela iniciativa que envolveu as classes do Pré ao Ensino Médio, uma das intenções de enfatizar o trabalho dos paratletas é devido à menor divulgação que é feita em comparação aos esportes convencionais. “Queremos preparar os alunos para terem o mesmo incentivo que nas Olimpíadas. Infelizmente a mídia divulga, mas não tanto, não ouvimos falar muito disso. Queremos que eles acompanhem os jogos, e quem sabe trazer mais esportistas aqui no colégio. A ideia é valorizar as paralimpíadas e o esporte no geral, que é muito importante”, explica.

Na ocasião, os paratletas de basquete jogaram uma partida com os alunos que experimentaram como é praticar um esporte em cadeira de rodas.

Os alunos jogaram uma partida de basquete na cadeira de rodas.

Os alunos jogaram uma partida de basquete na cadeira de rodas.

Entre o grupo de basquete estava Maria Luísa, também integrante da ADFP e campeã brasileira de tênis de mesa em sua categoria. Apaixonada por esportes desde a adolescência, Maria Luísa começou a se profissionalizar no tênis de mesa na época em que a cadeira de rodas se tornou sua realidade. Separada, com um filho pequeno e bem abalada, Maria descobriu que a vida continua mesmo com as dificuldades e me sendo cadeirante. “O primeiro campeonato que eu fui me ajudou muito. Eu vi pessoas melhores e piores do que eu fisicamente, vi pessoas namorando, você pessoas com a mesma realidade. Pude perceber que a vida tem muito para dar pra gente, que podemos fazer muita coisa, que não acaba ali!”, conta.

Maria Luísa trouxe duas medalhas de prata para o Brasil, conquistas nos Jogos Parapan-Americanos de 2015.

Maria Luísa trouxe duas medalhas de prata para o Brasil, conquistas nos Jogos Parapan-Americanos de 2015.

A paratleta trouxe duas medalhas de prata conquistadas nos Jogos Parapan-Americanos em 2015, além de ser medalhista em jogos internacionais e também ter participado de três paralimpíadas em Atlanta, Pequim e Londres. “No parapan e paraolimpíadas você confronta com os melhores do mundo, e é muito bom saber que você faz parte disso”, comemora.

Para João da Silva, do 6º ano, a presença destes convidados especiais foi muito interessante. A proposta do colégio abriu novos horizontes. “A gente pôde aprender mais sobre alguns atletas e conhecer outros. Ao mesmo tempo, conhecendo atletas olímpicos, a gente conheceu atletas paralímpicos. E desses eu conhecia bem pouco. Eles jogam muito bem, e mesmo jogando com cadeira de rodas, sem movimento das pernas, eles jogam melhor que muita gente. Achei isso interessante”, analisa.

A iniciativa chamou a atenção da imprensa. A equipe da TV Bandeirantes esteve no local acompanhando o evento que foi noticiado no Jornal Band Cidade [Equipe ASN, Jéssica Guidolin]

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