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Centro Universitário Adventista promove bienal de educação inclusiva

A cada dois anos, professores da rede de ensino adventista em SP se reúnem para debater inclusão de pessoas com deficiência ao ensino tradicional

IV Edição do Congresso tratou sobre práticas escolares que facilitam a inclusão de deficientes ao ensino regular

IV Edição do Congresso abordou

Hortolândia, SP…[ASN] A quarta edição da Bienal de Educação Inclusiva, promovida pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), reuniu mais de 700 educadores da rede de ensino adventista do Estado de São Paulo. O evento aconteceu no último domingo, 18 de setembro, no campus da instituição em Hortolândia e tratou sobre práticas escolares que facilitam a inclusão de deficientes ao ensino regular.

Segundo o IBGE, 6,2% da população brasileira tem algum tipo de deficiência. Nas escolas brasileiras esse número também é representativo. Dados do Censo Escolar 2015 identificam mais de 900 mil alunos especiais matriculados. Uma realidade presente em 56,6% das escolas brasileiras, que já têm alunos com deficiência incluídos nas turmas regulares. Diante de tal realidade, educadores e escolas têm buscado capacitação e preparo para melhor atender esses alunos que precisam de um olhar diferenciado. Com esse intuito o Unasp promove, a cada dois anos, um congresso voltado para a inclusão escolar.

A pró-reitora do Unasp e organizadora do evento, Tânia Kuntze, explica que a Bienal é uma oportunidade de refletir sobre novas práticas e pesquisas na área de inclusão. “Em todos os níveis de ensino existem pessoas que têm necessidades físicas ou intelectuais. Nosso objetivo é trazer à baila assuntos pertinentes à educação inclusiva. Por isso, convidamos pesquisadores, professores e pais, ou seja, todos os envolvidos nesse processo, para participar deste evento e discutirmos a melhor forma de promover o desenvolvimento e aperfeiçoamento deste processo educativo que precisa ser efetivamente inclusivo”, destacou a pró-reitora.

Programação e temas

Após reflexões iniciais e a apresentação do Coral de Libras do IASP, a professora doutora Betânia Stange Lopes iniciou as apresentações com uma palestra seguida de uma plenária para tratar dos Saberes e Práticas da Educação Inclusiva. Ainda pela manhã, em uma Mesa Temática, os advogados Moisés Sanchez e José Sérgio Miranda trataram do tema: Inclusão: judicializações, judiações e outras ações. O assunto instigou os ouvintes que tiraram dúvidas acerca de situações judiciais que acontecem quando há complicações no processo de inclusão.

Pela tarde os participantes puderam escolher assistir duas das onze oficinas oferecidas pelo evento. Cada uma delas referia-se aos métodos e estratégias educativas para promover o desenvolvimento dos alunos especiais junto às classes comuns. Uma das palestrantes convidadas foi a professora Priscila Tavares, que tem experiência no assunto como pesquisadora, mas principalmente como mãe da Eloisa, que é uma criança autista. “Nesta oficina eu estou repassando alguns conceitos sobre o autismo, porque pode ser o primeiro contato que alguns educadores estão tendo com este transtorno. Depois, apresento iniciativas educacionais que estão dando certo com a Eloisa. Estas experiências servem como sugestões, que poderão auxiliar professores ao ensinarem alunos com um quadro de autismo”, propôs Priscila.
Para a educadora Érica Fagundes, participar deste evento é ter a oportunidade de aperfeiçoamento. “É o segundo ano que participo deste congresso. Faço questão de participar, porque novidades aqui apresentadas trazem benefícios para os alunos e para nós como educadores. Queremos estar preparados para oferecer uma educação de qualidade para todos, independente da condição física, social, intelectual ou econômica”, explicou a coordenadora.

Inclusão na Educação Adventista

Mais de 700 professores da rede de ensino adventista puderam participar de duas das 12 oficinas oferecidas

Mais de 700 professores da rede de ensino adventista puderam participar de duas das 12 oficinas oferecidas


A maioria dos participantes faz parte da rede educacional adventista de São Paulo, que incentivou e patrocinou a inscrição dos professores na Bienal. Para a coordenadora pedagógica da rede de escolas adventistas do estado de São Paulo, Fúlvia Franks, encorajar os educadores da rede para que participem deste congresso é investir na qualidade do ensino oferecido. “Nós não desejamos apenas uma inclusão emocional e afetiva, mas uma inclusão cognitiva. Que esse aluno especial tenha realmente suas potencialidades trabalhadas dentro da rede adventista de ensino”, enfatizou a coordenadora.

Glaúcia Santos, que é mãe de uma criança com Síndrome de Down, conta que pesquisou muito antes de matricular seu filho Felipe em uma escola da rede. “Nós fomos a muitas escolas, algumas recomendadas, escolas bilíngues, uma infinidade de instituições. Mas a gente entendeu que, independente da síndrome, o maior princípio que nós temos e o nosso maior desejo é que o Felipe um dia vá ao céu. Ou seja, precisávamos de uma escola com princípios cristãos. Por fim, escolhemos o IASP (Instituto Adventista São Paulo) e eu não podia ter uma escola melhor para meu filho”, descreveu Glaúcia. [Equipe ASN, Glória Barreto]

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