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Alunos exercitam respeito e empatia com pessoas com deficiência

Atividades fazem parte de projeto pedagógico, e estão sendo realizadas com crianças de 6 e 7 anos

Com máscaras nos olhos, crianças aprendem sobre a realidade vivida por pessoas que possuem deficiência visual. [Foto Escola Adventista de Alvorada (EAA)].

Alvorada, RS… [ASN] Uma atividade de inclusão escolar está mudando a rotina de alunos do 2º ano da Escola Adventista de Alvorada. O projeto intitulado Um amigo especial está baseado nas histórias da coleção Ciranda das Diferenças, da editora Ciranda Cultural, que de forma lúdica trata sobre necessidades especiais. Em cada história contada, a professora busca inserir as crianças na realidade das pessoas que sofrem com algum tipo de deficiência.

Uma das histórias apresentadas foi da Formiga Especial, que retrata uma formiga deficiente visual. Ao ler essa história para os alunos, a professora colocou uma venda nos olhos de cada um e os levou até a biblioteca da escola. Lá eles apenas ouviram a história, sem ver as ilustrações, para que pudessem sentir um pouco da realidade de uma pessoa com deficiência visual.

Além disso, também foi apresentado para os alunos o alfabeto em braille, por meio de caixas de ovos e bolinhas de papel.  E uma visita especial marcou a ocasião: Gabriela Morales da Rosa, uma menina de sete anos de idade com deficiência visual, contou às crianças um pouquinho sobre o seu dia a dia. “Os alunos brincaram de roda junto com ela com os olhos vendados e foi uma experiência inesquecível para a turma”, conta a professora Mailize Fernandes.

Um projeto de continuidade

Em outros momentos, os estudantes já receberam a visita do deficiente auditivo Márcio Nunes, que trouxe sua filha para fazer interpretação de libras. Na oportunidade, os alunos aprenderam o alfabeto em libras e ainda conseguiram formar algumas frases.

Já em outra ocasião, a visita especial foi da pequena Emilly Terra Fritsch, uma menina de nove anos de idade que teve um dos seus membros inferiores amputados. Ela pôde brincar e interagir com a classe, e mostrou que existe igualdade mesmo dentro das diversidades.

Para a aluna Maria Luiza Bortoncello da Rosa, o projeto tem lhe trazido grandes aprendizados. “Eu aprendi que somos todos iguais e que devemos tratar as pessoas como gostaríamos de ser tratados”, reflete a menina.

Segundo a professora, já foram abordados diversos tipos de necessidades especiais, como visual, física, auditiva, nanismo, e, ainda outras estão por vir, pois o projeto está em andamento. “Cada história lida é uma nova realidade a ser descoberta pelos alunos para ser respeitada e amada”, conclui a docente. [Equipe ASN, Andréia Silva]

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