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Alunos do Colégio Adventista de Quixadá produzem repelentes para a comunidade

Os estudantes uniram todos os conhecimentos para interagir com a problemática social

Repelentes foram produzidos pelos próprios alunos para a comunidade (Foto: Joseph Redfield)

Fortaleza – CE [ASN] A ciência desperta curiosidade, estimula desafios e possibilidades de inovação. Em virtude disso, o assunto fez parte da VI Mostra Cultural do Colégio Adventista de Quixadá (CAQ). Com o tema “Natureza, Ciência e Cultura – O mundo em transformação, o evento aconteceu nos dias 26 e 27 de junho e visou apresentar os trabalhos produzidos pelos alunos e contribuir com a comunidade.

A diretora da escola, Marilei Rodrigues ressalta que a rede adventista de educação vai muito além do ensino. “É muito importante a parte pedagógica, mas nós buscamos atuar também como agentes transformadores da sociedade. Aqui já se tornou um evento muito aguardado. Os alunos, pais, professores e os moradores se envolvem na mostra. Os aluno

s pesquisam, passam pela parte teórica e depois procuram desenvolver o aprendizado na prática,” explica.

A exposição cultural cumpriu também um papel solidário. Cada participante doou um quilo de alimento não perecível para ajudar a Casa de Acolhida a Idosos São Joào Calábria, mais conhecida como Renanso da Paz. “Para nós é muito importante receber essa generosidade. É bonito ver esse trabalho, uma mão que ajuda a outra. Teremos o prazer de ajudar no que o colégio precisar. Desejamos viver essa partilha,” salientou a coordenadora da casa, Nayanna Oliveira.

Foram 13 stands apresentados pelos próprios estudantes. Na área da ciência os estudantes do CAQ inovaram para interagir com uma problemática que vem atingindo a cidade. Eles produziram repelentes com base líquida e em álcool em gel para doar para a comunidade como forma de prevenção de arboviroses.  Conforme Ministério da Saúde, 2 mortes e mais de 2 mil casos de doenças causadas pelo mosquito Aedes Aegypti foram registradas em Quixadá no ano passado. “A gente vê a importância da feira porque trabalha o protagonismo juvenil. Estamos na luta para reduzir o percentual de casos, por isso buscamos parcerias. É histórico a parceria que estamos tendo com a escola para sensibilizar não somente as crianças, mas também os pais,” ressaltou a secretária de saúde do município, Juliana Câmara.

Foi montado um expositor com panfletos,exibição das piabas, peixinhos que se alimentam dos ovos, impedindo que virem novos mosquitos e maquetes de duas casas: em uma os visitantes eram instigados a encontrar os locais onde o mosquito pode se alojar e a outra indicava como deve ser o cuidado com os recipientes caseiros.

“A gente observa que a conscientização faz com que haja uma diminuição dos números de casos. A escola Adventista tem se mostrado preocupada em fazer parte da comunidade, e assim a comunidade enxerga a escola como parte dela também. A produção de repelentes pelos alunos da escolar, se torna não somente importante como também necessária. Uma vez que as pessoas não tem tempo, nem conhecimento  necessário  para fazer coisas assim, mesmo que seja simples. A comunidade irá ser presenteada com o repelente e com a receita de como produzir mais depois,” enfatizou o infectologista, Antonio Francelino. [Equipe ASN, Cida Silva]

 

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