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Série 10 dias de oração: A oração intercessora

Membros, colegas de trabalho e família se uniram para orar pelo tratamento da Flávia.

Flávia com o esposo e os filhos na igreja. Foto: colaborador local

São José do Rio Preto, SP… [ASN] A princípio parecia algo simples, pois quem atualmente não conhece alguém com diagnóstico de câncer? Especialmente porque os médicos diziam que “de todos os tipos este é o que tem tratamento e cura mais rápido”.

Como filha de um Rei, me posicionei crendo na promessa de que “tudo posso Naquele que me fortalece”. Iniciei o tratamento sem contar nada a respeito da doença para meus filhos e esposo. Mas, os sinais da doença começaram a surgir:  cansaço, desmaio, perda de peso, manchas na pele, fraqueza da musculatura, formigamento, câimbra e dentre outros.

Neste momento, me atentei para um detalhe importante na vida do cristão: a importância da oração e o amor fraternal existente entre os irmãos de fé. A Igreja de forma geral passou a ter um momento dentro do culto de oração intercessora, nas mídias sociais os pedidos de oração em prol de minha cura eram constantes, no Colégio Adventista não existia um só culto sem que fosse feito o pedido de oração, nos pequenos grupos de oração meu nome estava lá, todos unidos clamando e intercedendo pela minha vida.

Como parte do tratamento, fui submetida a cirurgia a qual os riscos eram enormes e a esta altura do tratamento já não sabíamos mais qual seria a melhor solução: fazer a cirurgia e correr o risco de perder funções como falar, ou não fazer e tentarmos tratamentos alternativos que não garantiriam a cura. Em casa eu e minha filha fizemos um compromisso com Deus e propusemos a Ele uma data para a resposta que tanto precisávamos.

Enquanto isso, minha família e a igreja oravam e jejuavam e Deus respondeu sim! Sim, Deus dá respostas para as nossas orações. Obedeci e agendei a cirurgia assumindo todos os riscos, mas sabendo que Deus estaria lá, orientando os médicos.

A cirurgia foi programada para ocorrer no máximo em duas horas e meia, porém ao fazer a incisão de aproximadamente vinte centímetros no pescoço retiraram: nove linfomas e um carcinoma. Como se não bastasse, para retirar um lipoma no crânio ocorreu uma hemorragia cerebral. Os médicos comentam entre si: vamos perdê-la!

Enquanto isso, os irmãos de Igreja, os colegas do Colégio oravam e minha família suplicava pela minha vida vendo as horas se passando pelo visor da sala de cirurgia e sem notícia alguma. Quando os médicos usados por Deus conseguem conter a hemorragia, estabilizar meu organismo, o oncologista cirurgião comunicou minha família que tudo estava bem, mas que teriam que aguardar eu acordar da cirurgia, pois devido as complicações eu poderia ter sequelas.

Minha filha suplicou:  “Senhor, nós te buscamos, nós acreditamos em sua promessa, não é agora que depois de tanto sofrimento que o Senhor irá tirá-la de mim”. Enquanto ela orava, jejuava e chorava, depois de muitas horas eu acordei e imediatamente falei.

Com o passar dos dias, rapidamente tive forças para começar a radioterapia, mas novamente retorna as complicações, meu organismo desenvolve uma alergia a rádio. Em menos de dez dias já havia feito três sessões de radioterapia e eu já não tinha forças para sair da cama. Foi quando novamente, clamamos unidos em oração por minha cura. Ao sair daquela sessão, disse para o Senhor que não suportava mais, minha vida estava em Suas mãos. Como as mãos de Deus suspendem os braços de quem se ajoelha, eu fui curada. Aquela foi a última rádio.

Atualmente, retornei ao trabalho, recuperei meu peso, mantive minha fé e minha querida Igreja ora constantemente por todos os doentes e filhos de Deus. E aquilo que parecia simples se transformou em nada diante do poder da oração intercessora.

Flávia Pereira mora em São José do Rio Preto, trabalha como professores, é casada e tem dois filhos. [Colaboradora local – Flávia Pereira]

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