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Estudantes de escola pública refletem sobre malefícios do álcool na vida pessoal e familiar

Projeto Quebrando o Silêncio foi apresentado por capelão do Colégio Adventista de Gravataí.

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Supervisora da escola acredita que palestras estreitaram relação entre a vida real dos estudantes e a atitude que eles precisam tomar.

Gravataí, RS… [ASN] O projeto de combate a violência Quebrando o Silêncio nas regiões leste e sul do Rio Grande do Sul não teve sua divulgação apenas vinculada ao trabalho das igrejas. Em Gravataí, por exemplo, uma parceria firmada com a Escola Municipal de Ensino Fundamental Augusto Longoni fez com que palestras começassem a ser feitas para estudantes do turno da manhã e da tarde. As reuniões foram divididas em duas etapas para alcançar todo o público escolar.

O capelão do Colégio Adventista de Gravataí, pastor Willian Branga, foi até a escola pública e abordou diferentes aspectos em torno da prevenção da violência doméstica, como por exemplo, o abandono ou distanciamento das bebidas alcoólicas, um problema que, muitas vezes, começa na adolescência, seja por influência de pais que as ingerem, por curiosidade da faixa-etária ou pressão de grupo.

Considerando o contexto da escola na comunidade, a coordenadora da escola pública, Carmem Leucovihc, acredita que a iniciativa trouxe benefícios aos estudantes, ainda que precise ser reforçada mais vezes. “Muitos dos nossos alunos não têm orientação familiar adequada por terem um contexto desestruturado. A gente atende alguns pais que, infelizmente, vem extremamente alcoolizados e, inclusive, a já teve alguns casos de alunos bebendo Coca-Cola, Pepsi, mas que, na mistura – por ser escura – tinham outras coisas, então, quando a orientação vem de um jovem como este que tem uma experiência diferente e que poderia ter escolhido o mesmo caminho, mas fez ao contrário, além dessa formação moral, eu acho fundamental. Só não pode morrer aí”, ressalta Carmem.

O estudante Wesley Rodrigues, de 15 anos, foi um dos que prestaram atenção e interagiram com o conteúdo. “Achei a palestra bem legal.  Ele falou sobre os problemas da bebida e o que acontece quando a pessoa acaba não se responsabilizar por aquilo que faz e eu achei bem bacana. Mudou meu jeito de agir e o que eu vou fazer da vida”, revela.

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Revista infantil do projeto Quebrando o Silêncio foi um dos materiais distribuídos.

Já o aluno Andrio Andrade, 14, reforça que as experiências que não deram acerto por causa da bebida, abordadas em dado momento da palestra, reforçaram o que ele não deve continuar fazendo. “Vai servir como exemplo para eu não beber ou fazer qualquer coisa do tipo. Ele também deu exemplos muito bons [daquilo que eu não devo fazer] e eu vou usar esses exemplos”, destaca.

A supervisora escolar da escola, Cheila Cadoná ressaltou não apenas o conteúdo debatido pelo capelão, mas também a linguagem trazida pelas revistas e materiais do projeto. “Isso traz riqueza no diálogo. Ninguém tem mais tempo de parar, ouvir, refletir e mudar, então, essa linguagem trazida pelas revistas e pelo tema para as crianças aproximou a vida real com a atitude que eu tenho que tomar. Os alunos tem uma rotina de vir para a escola, mas não tem a rotina de trazer as suas dores para a escola, então, trazer um assunto que pode ser conversado e leva-los a consciência de que eles são responsáveis pelas atitudes, é muito rico. Tenho a certeza de ver frutos colhidos por meio disso”, conclui.

A parceria entre as duas unidades escolares se estreitou por, pelo menos, dois fatos: o primeiro diz respeito ao fato de que o colégio adventista já possuía em sua gama de atividades, a divulgação do projeto e, o segundo, é o fato da coordenadora da escola ser mãe de uma aluna do colégio, o que favoreceu o diálogo. [Equipe ASN, Willian Vieira, com informações de Willian Branga]

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