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250 milhões de crianças no mundo são analfabetas funcionais

Cada criança é única e tem o seu tempo próprio, mas todas devem ser estimuladas e desafiadas

Muitas crianças reconhecem letras e números, mas são incapazes de compreender textos simples

Muitas crianças reconhecem letras e números, mas são incapazes de compreender textos simples

 

Brasília, DF… [ASN] No Dia Mundial da Alfabetização, comemorado nesta quinta-feira, 8 de setembro, a Organização das Nações Unidas (ONU) informa que não há muito a comemorar. Cerca de 800 milhões de adultos não sabem ler, nem escrever, e 250 milhões de crianças no mundo são classificadas como analfabetas funcionais, ou seja, reconhecem letras e números, mas são incapazes de compreender textos simples e realizar operações matemáticas mais elaboradas.

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A data, criada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 1967, tem o objetivo de promover o debate e a defesa da alfabetização em todo o mundo. De acordo com a entidade, as taxas de analfabetismo ainda são mais altas nos países com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) bem abaixo do tolerável. Quanto maior o acesso à cultura letrada, maiores as chances de o indivíduo conseguir um bom emprego e um melhor salário. Apesar dos altos índices de analfabetismo, a ONU informa que 85% da população mundial já pode ser considerada alfabetizada.

Alfabetização na Escola Adventista

Nas escolas adventistas, aconselha-se que a alfabetização ocorra entre os 6 e 7 anos de idade, mas o processo inicia a partir do momento em que a criança entra em contato com o mundo de leitura. A pedagoga Andreia Michel, coordenadora pedagógica da Escola Adventista de Salvador, afirma que isso não acontece apenas nos colégios, mas sim em casa por meio de livros, revistas, jornais.

Segundo a coordenadora, cada criança é única e tem o seu tempo próprio, mas todas devem ser estimuladas e desafiadas. Algumas dificuldades, no entanto, podem atrasar o desenvolvimento, que poderia ser mais eficaz. Ela cita como exemplos, a falta de conhecimento e entendimento de como o processo de aprendizado acontece com cada criança, reconhecer se o método aplicado tem resultado, reconhecer se a criança está madura e pronta para o processo, de maneira a não forçar demais, comparações inadequadas e desestimulantes, que podem trazer atrasos no aprendizado e gerar a baixa autoestima.

“Os métodos são variados justamente porque é necessário observar o que será melhor para a criança se desenvolver”, afirma Michels.

 Papel dos pais

A função dos pais no processo de aprendizado dos filhos é fundamental durante toda a vida escolar. “É preciso desmistificar a ideia pré-concebida de que é responsabilidade da escola ensinar”, reforça a pedagoga. Assim, os responsáveis devem criar uma rotina de estudo e incentivar a leitura para a criança, controlar a ansiedade diante das expectativas que têm e as que a criança consegue atender, respeitar o ritmo do pequeno, participar das reuniões e eventos escolares e valorizar e respeitar a escola, funcionários e professores. [Equipe ASN, Silaine Bohry]

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