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Jornalista fala sobre gestão da imagem nas organizações

Campinas, SP …[ASN] Ivy Lee era um jornalista conceituado em Nova Iorque em 1906 quando teve uma ideia inusitada: criar uma agência para intermediar as relações entre as empresas e a imprensa. Ele definiu a natureza do trabalho por meio de uma carta de princípios. Estabelecia que profissionais de relações públicas têm uma responsabilidade pública que se estende além das obrigações para com o cliente.

A obstinação de Lee chamou a atenção do magnata John Rockfeller Jr, que o contratou para assessorá-lo no episódio conhecido como “massacre de Ludlow”, em 20 de abril de 1914, definido por historiadores como o mais violento embate entre o poder corporativo e trabalhadores da história americana. Por conta da assessoria de Lee, Rockfeller, que entrou na crise como patrão sanguinário, saiu dela como um dos grandes filantropos dos Estados Unidos.
A história ilustra, desde os primórdios, a importância do profissionalismo no relacionamento com a imprensa e a opinião pública. O assunto vem sendo considerado com intensidade cada vez maior pelas organizações. Quem afirma é o jornalista e consultor corporativo Siloé João de Almeida, responsável por assessorias a organizações no Brasil e no exterior.

Em entrevista para o canal de vídeos da Igreja Adventista para a região central de São Paulo, Siloé falou sobre as origens de uma crise corporativa. Segundo ele, crises não são geradas pela organização. “São fortuitas, e muitas vezes públicos até ligados a esta organização trazem a crise para dentro dela”, afirmou.

O consultor afirmou que é equivocada a ideia de que, quando ocorre uma crise, o jornalista procura a instituição para persegui-la. “Ele vem em busca de uma informação. A saída clássica é pedir nome, telefone e email e passar para a assessoria; o jornalista se sentirá melhor atendido e a organização pode iniciar um relacionamento proveitoso com a imprensa”, declarou.
Ação na crise – Para Siloé Almeida, em situação de crise, o primeiro passo que uma organização precisa dar é identificar o que está acontecendo e tratar do assunto no local da crise, onde está o foco. “O comitê de crise deve se transferir para o local, e montar um gabinete lá, com a presidência acompanhando de longe”, declarou. Ele esclarece que o principal motivo disso é tratar do fato gerador da crise no local em que ela ocorre, evitando contaminar o resto da organização, especialmente a holding ou o presidente. “No âmago da crise existe um mistério, que é o ataque ao número um; vencendo este, vence a organização toda. É da natureza da crise o ataque ao centro do poder”, afirmou.

Acompanhe esta e outras orientações na entrevista abaixo, dividida em duas partes. [Equipe ASN, Heron Santana]

 

Primeira parte da entrevista
<http://www.youtube.com/watch?v=i1bWCoMh_VY

 

Segunda parte da entrevista

<http://www.youtube.com/watch?v=XMwreO3XYMc

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